Ultimato de 48 horas de Trump ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz fez o petróleo disparar de US$ 70 para US$ 117 o barril em semanas, trégua de 5 dias derrubou o Brent 13% em um único dia e o Banco Central brasileiro teve que injetar US$ 2 bilhões em swaps cambiais e ampliar contratos para 60 mil enquanto a Petrobras cortava cotas de combustíveis.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu em 7 de abril de 2026 um ultimato de 48 horas ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Portanto, a tensão geopolítica explodiu os preços do petróleo no Brasil e no mundo.
No mesmo dia, Israel atacou um complexo petroquímico em Shiraz, no Irã. Assim, o petróleo WTI atingiu US$ 113,85 (alta de 1,28%) e o Brent chegou a US$ 111,80 no pico intradiário.
O barril havia saído de US$ 70 antes do conflito em fevereiro para picos acima de US$ 117 — uma alta de 61% em poucas semanas.
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Petróleo caiu 13% em um dia após trégua de 5 dias entre EUA e Irã
Após o ultimato, Trump anunciou via Truth Social uma suspensão de 5 dias nos ataques à infraestrutura iraniana. Dessa forma, citou “conversas muito boas e produtivas” nos dois dias anteriores.
A reação do mercado foi imediata. O Brent caiu 13% para US$ 94,80 (R$ 488,48) e o WTI despencou mais de 15% para US$ 95,75 (R$ 493,40).
Contudo, mesmo após a queda, os preços permaneceram 35% acima do nível pré-guerra de US$ 70 por barril. Portanto, o alívio foi parcial.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que “milhões estão prontos para se sacrificar” pelo país em resposta ao ultimato de Trump.

Banco Central injetou US$ 2 bilhões e ampliou swaps para 60 mil contratos
No Brasil, o impacto foi direto no câmbio. Assim, o Banco Central ofereceu até US$ 2 bilhões em linha de rolagem e ampliou swaps cambiais para 60 mil contratos.
Além disso, as bolsas asiáticas caíram mais de 3% e os juros futuros brasileiros subiram com o dólar pressionado.
Por consequência, as apostas de corte na Selic foram reduzidas para cerca de 1 ponto percentual até o fim do ciclo. Portanto, o custo do crédito no Brasil também sentiu o impacto da crise.

Petrobras cortou cota e Vibra vai importar pra evitar desabastecimento
A Petrobras reduziu a cota mensal de combustíveis para abril de 2026. Dessa forma, a Vibra Energia (VBBR3) anunciou planos de importar volumes adicionais para garantir abastecimento.
Além disso, o governo federal editou pacote de R$ 1 bilhão com medidas de apoio a companhias aéreas e punições por preços abusivos de biodiesel e querosene de aviação.
A Genial Investimentos avaliou que “a notícia é marginalmente negativa para a tese de curto prazo das petroleiras expostas ao Brent, na medida em que reduz parte do prêmio de risco geopolítico”.
Para entender como o governo já criou pacote de R$ 14 bilhões para segurar o diesel, veja reportagem completa.

20% do petróleo do mundo passa pelo Estreito que o Irã fechou
O Estreito de Ormuz é a rota por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial. Portanto, seu fechamento pelo Irã criou incertezas severas sobre a oferta global.
Antes do conflito, o barril estava em torno de US$ 70. Com a escalada, atingiu picos de US$ 117 (WTI) e US$ 111 (Brent). Após a trégua, recuou para US$ 94–95 — ainda 35% acima do pré-guerra.
Contudo, a volatilidade persiste. O Estreito segue sob tensão e novas rodadas de negociação podem alterar os preços a qualquer momento.
Ainda assim, a crise é comparável às maiores da história: Guerra do Golfo (1990, Brent dobrou) e invasão russa na Ucrânia (2022, Brent acima de US$ 120). O Brasil, apesar da autossuficiência em petróleo bruto, depende de importação de derivados.
Confira também como a Petrobras investe em tecnologia submarina para manter a produção.


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