Nova lei federal veta o uso de animais vivo no treinamento militar do exército dos EUA e muda a formação de médicos de combate.
O uso de animais vivo no treinamento militar do exército dos EUA foi oficialmente vetado por lei federal aprovada em 18 de dezembro. A medida faz parte da Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2026 e impede exercícios de campo com munição real envolvendo animais. A proibição atinge, principalmente, treinamentos voltados à capacitação de médicos de combate.
A mudança ocorreu após pressão política e social para encerrar práticas consideradas ultrapassadas. O objetivo, portanto, é forçar a adoção de métodos mais modernos e éticos de treinamento.
Como funcionava o uso de animais vivo no treinamento militar?
Antes do veto, o exército dos EUA utilizava animais como porcos e cabras em simulações de ferimentos de guerra. Esses exercícios buscavam preparar médicos para lidar com traumas graves em situações reais de combate.
-
Força Aérea dos EUA iniciam projeto de míssil ar-ar com alcance previsto de até 1.850 km para operações no Indo-Pacífico
-
Austrália prepara até 8 submarinos de propulsão nuclear para patrulhar em silêncio o Indo-Pacífico, ergue uma cadeia naval bilionária pelo AUKUS e entra pela primeira vez no clube das máquinas capazes de passar meses submersas sem vir à tona
-
Começa na Indonésia a construção de submarinos furtivos Scorpène de 2.000 toneladas, capaz de carregar armamentos avançados, com aço usado em submarinos franceses, baterias de íon-lítio, até 80 dias de autonomia e capacidade para levar torpedos pesados e mísseis Exocet
-
NAM Atlântico: o maior navio da Marinha do Brasil tem 208 metros, leva fuzileiros, helicópteros, blindados e vira hospital de campanha quando o país enfrenta tragédias
Segundo relatórios oficiais, a escolha se dava pela semelhança entre órgãos e tecidos desses animais e os humanos. Ainda assim, o método sempre gerou controvérsia.
Embora antigo, o uso de animais vivo no treinamento militar passou a ser amplamente questionado nos últimos anos. Críticos apontam que os avanços tecnológicos tornaram a prática desnecessária.
Além disso, organizações de defesa animal classificaram o método como desumano. Esse debate ganhou força no Congresso e abriu caminho para o veto legal.
Pressão política levou ao veto imposto ao exército dos EUA
A aprovação da lei foi impulsionada por parlamentares e entidades civis. Grupos como o Comitê de Médicos para a Medicina Responsável e a PETA atuaram diretamente pela mudança.
Segundo informações divulgadas pela Associated Press, o congressista Vern Buchanan afirmou que a legislação busca eliminar práticas incompatíveis com a ciência atual. Para ele, o veto representa um avanço ético.
Lei mantém exceções específicas no treinamento militar
Apesar do veto, a lei não proíbe todo e qualquer procedimento com animais. O exército dos EUA ainda poderá realizar testes específicos que não envolvam munição real.
Casos classificados como avaliação de armamentos continuam permitidos, desde que os animais estejam anestesiados. Essas exceções foram incluídas por exigências técnicas do setor de defesa.
Simuladores passam a ser prioridade no treino de médicos
Com a nova regra, o treinamento militar deverá priorizar simuladores avançados, manequins tecnológicos, cadáveres e atores treinados. Essas ferramentas reproduzem cenários humanos com maior fidelidade.
Especialistas afirmam que esses métodos são mais eficazes para formar médicos de combate. Assim, o veto ao uso de animais vivo redefine a preparação médica nas Forças Armadas dos Estados Unidos.
Com informações da Revista Galileu
