Produto da Tramontina transforma resíduos retirados do litoral brasileiro em móvel de uso cotidiano, une reciclagem, rastreabilidade e resistência estrutural, integra estratégia ambiental mais ampla da empresa e simboliza avanço do reaproveitamento de plástico em escala industrial, conectando ações de limpeza costeira à cadeia produtiva nacional.
A Tramontina colocou no mercado a cadeira Marina, fabricada com plástico reciclado recolhido em áreas litorâneas do Brasil e incorporada à linha Oceano +Clean.
Segundo a empresa, o modelo suporta até 154 kg, utiliza matéria-prima com rastreabilidade total e faz parte de uma iniciativa que chegou ao marco de 1.000 toneladas de plástico reciclado em 2025.
O lançamento mira um problema que se acumula na costa e também nas águas: a presença massiva de resíduos plásticos em praias e ambientes marinhos.
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A companhia afirma que o material usado no produto vem de ações de coleta realizadas em parceria com organizações que atuam na limpeza e na destinação correta do lixo retirado do litoral.
Do litoral à indústria moveleira
A cadeira Marina usa plástico recolhido em mutirões de limpeza organizados com ONGs parceiras, entre elas a Eco Local Brasil.
Nesses esforços, voluntários e equipes de apoio retiram resíduos de faixas de areia e pontos próximos ao mar, separando o que pode ser encaminhado para reciclagem.
Depois da coleta, o material passa por etapas de triagem e processamento até virar insumo industrial.
A Tramontina informa que, no caso da cadeira, o plástico reciclado empregado tem origem rastreável, o que permite acompanhar a procedência do resíduo e a etapa em que ele entra na produção.
Ao atrelar o fornecimento a ações de limpeza, a empresa diz que busca dar destino a plásticos que, muitas vezes, acabam dispersos na costa.

Ainda assim, a cadeira não é feita apenas do resíduo litorâneo, e a própria composição revela esse equilíbrio entre reaproveitamento e desempenho técnico.
Materiais e resistência da cadeira Marina
Além do plástico reciclado recolhido no litoral, a cadeira Marina leva polipropileno e fibra de vidro, de acordo com a Tramontina.
A combinação é apresentada como forma de garantir resistência e durabilidade, características exigidas de móveis destinados a uso frequente.
Na ficha divulgada pela empresa, a capacidade de carga informada é de até 154 kg.
A Tramontina também posiciona o produto como um item voltado ao consumo cotidiano, ao indicar que o modelo chega como uma proposta mais acessível dentro da linha que utiliza plástico reciclado de áreas costeiras.
“A Cadeira Marina traz para a linha Oceano +Clean uma proposta mais acessível, sem abrir mão da qualidade e do propósito sustentável que nos orienta. É um produto que populariza o acesso ao design responsável”, destaca Igor Arregui, diretor da Tramontina.
Projeto Oceano +Clean e o marco de 1.000 toneladas
A empresa associa o lançamento da cadeira ao avanço de sua estratégia de uso de resíduos como matéria-prima.
Conforme informado pela Tramontina, 2025 registrou o total de 1.000 toneladas de plástico reciclado alcançadas no escopo do projeto ligado à linha Oceano +Clean.
Esse tipo de número costuma concentrar a atenção de consumidores e do setor porque traduz, em volume, o quanto de material deixou de seguir para descarte inadequado e passou a ser reinserido na cadeia produtiva.
No entanto, a marca não detalha publicamente como esse total se distribui por produtos, linhas ou períodos dentro do ano.
Mesmo sem esse detalhamento, o dado aparece como um dos pilares do anúncio e sustenta a narrativa de escala da iniciativa.
Ao reforçar o número, a Tramontina indica que o uso do plástico reciclado não está restrito a um item específico, mas faz parte de um conjunto mais amplo de ações industriais.
Plástico nos oceanos e resposta do setor produtivo
O volume de resíduos plásticos em ambientes aquáticos é tratado por organismos internacionais como um problema crescente, com impactos ambientais e sociais.
Estimativas amplamente citadas indicam que milhões de toneladas de plástico entram em rios, lagos e oceanos todos os anos.
Parte significativa desse material se fragmenta e permanece no ambiente por longos períodos.
Dentro desse cenário, empresas têm buscado soluções que vão desde a redução de embalagens até a substituição de matérias-primas e a ampliação da reciclagem.
A proposta de transformar plástico coletado no litoral em móveis se insere nessa lógica de reaproveitamento.
A iniciativa conecta um resíduo de alto volume a um produto que pode permanecer em uso por anos.
Sustentabilidade e a plataforma Tramontina Transforma
A Oceano +Clean não é a única frente da Tramontina ligada ao tema do plástico sustentável.
A empresa também mantém iniciativas como a linha ECO, produzida com polipropileno reciclado, e a Circular Economy, feita com resinas pós-consumo.
Essas ações integram a plataforma Tramontina Transforma.
Segundo a empresa, o conjunto reúne projetos de sustentabilidade, reflorestamento, gestão ambiental e inovação em materiais.
Na prática, a estratégia indica que reciclagem e redesenho de insumos ocupam papel central na produção da companhia.
O avanço desse tipo de programa depende de cadeias de coleta, triagem e infraestrutura de reciclagem.
Ao citar ONGs e mutirões, a Tramontina indica que parte do fornecimento do resíduo passa por redes locais e ações organizadas no litoral brasileiro.
Com a cadeira Marina já disponível e associada a metas de volume e rastreabilidade, até que ponto produtos feitos com plástico recolhido na costa conseguem ganhar escala e alterar, de forma concreta, o destino do lixo que hoje chega ao mar?


Começar a Semana com uma notícia EXCELENTE, alivia a alma!
Parabéns Tramontina e vocês que souberam RECICLAR as notícias! Marília
Gostaria de contato da Tramontina pra levar uma ideia de reciclagem