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Tinha R$ 90 mil em dívidas e um divórcio nas costas e hoje comanda um grupo de beleza que mira R$ 150 milhões em 2026

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 09/07/2026 às 04:21 Atualizado em 09/07/2026 às 04:23
Assista o vídeoNatalia Martins saiu de R$ 90 mil em dívidas e de um divórcio para comandar a Natalia Beauty, grupo que mira R$ 150 milhões em 2026.
Natalia Martins saiu de R$ 90 mil em dívidas e de um divórcio para comandar a Natalia Beauty, grupo que mira R$ 150 milhões em 2026.
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Natalia Martins começou a carreira fazendo sobrancelhas em uma sala de apenas 30 metros quadrados e, em 2026, comanda a Natalia Beauty, grupo de beleza que projeta R$ 150 milhões de faturamento no ano. A empreendedora, que já acumulou R$ 90 mil em dívidas e passou por um divórcio, transformou a micropigmentação em uma operação com clínicas em São Paulo, Curitiba e Lisboa e uma rede de franquias prestes a decolar.

A virada ganhou holofotes em 2026, quando a marca passou a ser tratada como caso de escala no setor. Segundo a Exame, a Natalia Beauty virou tamanha referência em crescimento que passou a ser chamada para orientar outras redes de beleza sobre como transformar um salão em uma máquina de escala. Já de acordo com a CNN Brasil, a Natalia Beauty revelou um faturamento milionário que soma cursos online e lojas físicas, o retrato de um negócio erguido do zero a partir da micropigmentação.

A sala de 30 metros quadrados onde tudo começou

Antes dos milhões e das manchetes, havia apenas uma sala de 30 metros quadrados. Foi ali que Natalia montou seu primeiro espaço de trabalho e começou a atender clientes uma a uma, com foco na micropigmentação de sobrancelhas. O serviço, que na época custava R$ 600 por cliente, era a única aposta de uma profissional decidida a apostar tudo na própria mão e no próprio olhar.

A rotina era puxada. Em dias cheios, ela chegava a atender cerca de 10 clientes, o que exigia técnica, resistência física e uma disciplina quase artesanal. Cada procedimento de micropigmentação precisava sair perfeito, porque era o boca a boca das clientes satisfeitas que sustentava a agenda e pagava as contas do mês seguinte.

Naquele momento, ninguém falava em Natalia Beauty como grupo, franquia ou império. Havia uma mulher, uma maca, um alicate de precisão e a certeza de que a micropigmentação bem feita podia mudar a autoestima de quem sentava na cadeira. Essa obsessão pelo detalhe seria, anos depois, a base de toda a operação do grupo.

As dívidas de R$ 90 mil e o divórcio que quase pararam tudo

Natalia Martins, fundadora da Natalia Beauty, durante participação no quadro Choque de Gestão, da Exame. (Foto: Reprodução/Exame)
Natalia Martins, fundadora da Natalia Beauty, durante participação no quadro Choque de Gestão, da Exame. (Foto: Reprodução/Exame)

O começo, porém, esteve longe de ser glamouroso. Antes de a Natalia Beauty virar sinônimo de escala, Natalia Martins acumulou R$ 90 mil em dívidas, um valor que sufocava o caixa e tirava o sono. No mesmo período, ela enfrentava um divórcio, o tipo de reviravolta pessoal que costuma derrubar qualquer planejamento financeiro e emocional.

Foi nesse fundo do poço que a história do empreendedorismo feminino por trás da marca ganhou contornos de recomeço. Com o casamento desfeito e as contas no vermelho, ela não tinha rede de segurança e dependia exclusivamente do próprio trabalho para se reerguer. A pressão, em vez de paralisar, virou combustível.

Aos poucos, cada cliente atendida na sala de 30 metros quadrados ajudava a abater um pedaço da dívida. O que parecia um beco sem saída se transformou em um plano de reconstrução, e a semente da Natalia Beauty foi plantada exatamente ali, no ponto em que muita gente teria desistido. O empreendedorismo feminino, nesse caso, nasceu da necessidade antes de virar bandeira.

Da micropigmentação ao grupo: o salto de escala

Com as dívidas sob controle, Natalia Martins percebeu que a micropigmentação podia ser mais do que um serviço e virar um método replicável. Em vez de continuar sendo apenas a profissional mais requisitada da própria sala, ela começou a estruturar processos, treinar outras profissionais e pensar a Natalia Beauty como uma marca capaz de crescer sem depender só das mãos dela.

Esse foi o salto mental que separou a artesã da empresária. A Natalia Beauty deixou de ser um consultório para virar um grupo, com padrões de atendimento, identidade visual e uma promessa clara para a cliente. A micropigmentação continuou no centro do negócio, mas passou a conviver com cursos, produtos e uma ambição de escala que poucos no setor tinham coragem de verbalizar.

A aposta em conhecimento foi decisiva. Ao transformar a própria experiência em cursos, a empreendedora multiplicou o alcance da marca para muito além das paredes físicas, e a marca passou a faturar também no digital. A soma de lojas físicas e ensino a distância criou a base de receita que hoje sustenta metas milionárias e coloca a fundadora no mesmo patamar de nomes consagrados do empreendedorismo feminino brasileiro.

Clínicas em São Paulo, Curitiba e Lisboa

Natalia em uma das unidades da Natalia Beauty, marca que ela exibe no perfil @nataliabeauty. (Foto: Reprodução/Instagram @nataliabeauty)
Natalia em uma das unidades da Natalia Beauty, marca que ela exibe no perfil @nataliabeauty. (Foto: Reprodução/Instagram @nataliabeauty)

A expansão física veio como consequência natural do crescimento. Hoje, a Natalia Beauty opera clínicas em São Paulo, em Curitiba e em Lisboa, cruzando o Atlântico e levando a assinatura da marca para a Europa. Cada endereço funciona como uma vitrine da micropigmentação de alto padrão que deu origem a tudo.

A escolha das cidades não foi por acaso. São Paulo garante o coração comercial do país, Curitiba amplia a presença no Sul e Lisboa abre a porta para o mercado europeu, onde a demanda por micropigmentação e por serviços premium de beleza cresce a cada ano. Com isso, a Natalia Beauty deixou de ser um fenômeno regional para virar uma marca internacional.

Nesse desenho, a franquia de beleza aparece como o próximo estágio lógico. Se as clínicas próprias provaram que o modelo funciona, a ideia agora é multiplicar esse padrão por meio de uma franquia de beleza capaz de levar a marca a cidades que a operação própria jamais alcançaria sozinha. A trajetória de Natalia Martins mostra como o empreendedorismo feminino pode escalar sem perder a identidade.

A rede de franquias NaBeauty e a meta de 500 unidades

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O passo mais ambicioso atende pelo nome de NaBeauty. Trata-se da rede de franquias criada para transformar a Natalia Beauty em uma máquina de expansão, com investimento a partir de R$ 232 mil por unidade. A proposta é clara: oferecer a quem quer empreender um modelo pronto de franquia de beleza, com marca reconhecida, método testado e todo o know-how em micropigmentação acumulado ao longo de anos.

A meta declarada é agressiva. Segundo informações do portal Exame, a NaBeauty quer chegar a 500 unidades em cinco anos, um ritmo de abertura que só faz sentido para quem enxerga a franquia de beleza como um negócio de escala nacional. Para cada novo franqueado, a promessa é entregar não apenas uma marca, mas todo o repertório que fez a Natalia Beauty crescer, do método ao atendimento de luxo.

Não é exagero dizer que a franquia de beleza é hoje o coração da estratégia. Ao converter parte das operações próprias em unidades franqueadas, a Natalia Beauty aposta em crescer mais rápido e com menos capital imobilizado, um modelo clássico de quem quer dominar o mercado. E, para Natalia Martins, cada nova franquia de beleza representa também uma vitrine viva do empreendedorismo feminino que ela prega.

Maísa, Jade Picon e Boca Rosa: as clientes que viraram vitrine

Toda marca de beleza sonha com prova social, e a Natalia Beauty conseguiu uma das mais fortes do país. Pelas cadeiras da marca já passaram nomes como Maísa, Jade Picon e Boca Rosa, celebridades que movimentam milhões de seguidores e transformam cada atendimento em conteúdo espontâneo nas redes.

O efeito é imediato. Quando uma figura como Boca Rosa, ela mesma uma referência de empreendedorismo feminino no ramo da beleza, escolhe a Natalia Beauty, o recado para o mercado é de credibilidade. Maísa e Jade Picon, por sua vez, conectam a marca a um público jovem e ligado em tendências, exatamente o perfil que sonha em um dia abrir a própria franquia de beleza.

Essas clientes viraram vitrine ambulante. Cada aparição pública reforça o posicionamento premium da Natalia Beauty e ajuda a justificar tanto o valor cobrado nas clínicas quanto o preço de entrada na franquia de beleza. É o tipo de marketing que dinheiro nenhum compra com a mesma naturalidade, e que ajuda a explicar por que a marca de Natalia Martins virou objeto de desejo.

EUA, Dubai e Europa: a marca sem fronteiras

A ambição da Natalia Beauty não cabe mais no Brasil. Segundo informações divulgadas pela revista PEGNS, a marca já marca presença nos Estados Unidos, em Dubai e em vários pontos da Europa, três mercados que funcionam como termômetro de luxo e inovação no universo da beleza. Estar nesses lugares significa competir de igual para igual com as maiores redes do mundo.

Dubai, em especial, é uma vitrine poderosa. Conhecida por concentrar consumo de alto padrão, a cidade coloca a marca ao lado de nomes globais e valida a proposta de uma operação premium nascida no Brasil. Nos Estados Unidos e na Europa, a lógica se repete: levar o padrão de atendimento e a assinatura de Natalia Martins para quem busca excelência.

Essa presença internacional é também um argumento de venda para a franquia de beleza. Quem investe em uma unidade no Brasil passa a fazer parte de uma marca que já é global, e não de um projeto apenas local. Para a história de empreendedorismo feminino que começou em uma sala minúscula, poucos capítulos são tão simbólicos quanto ver a bandeira da marca hasteada em três continentes.

A meta de R$ 150 milhões em 2026

Todo esse movimento converge para um número: R$ 150 milhões. Essa é a meta de faturamento que a Natalia Beauty projeta alcançar em 2026, impulsionada pelo lançamento das franquias, pela expansão internacional e pela força dos cursos online que multiplicam o alcance da marca. É um salto brutal para quem, poucos anos atrás, cobrava R$ 600 por sessão em uma sala de 30 metros quadrados.

O ano de 2026 concentra os principais gatilhos de crescimento. Com a NaBeauty ganhando tração e a meta de 500 unidades no horizonte, a franquia de beleza deve responder por uma fatia cada vez maior da receita. Somada às clínicas próprias e ao digital, essa engrenagem é o que sustenta a promessa dos R$ 150 milhões e coloca Natalia Martins entre os nomes mais comentados do empreendedorismo feminino no país.

No fim, a trajetória da Natalia Beauty é a prova de que dívida e recomeço não são o oposto do sucesso, e sim, muitas vezes, o seu ponto de partida. De R$ 90 mil no vermelho a uma meta de R$ 150 milhões, Natalia Martins transformou a micropigmentação, a disciplina e uma dose enorme de empreendedorismo feminino em um grupo que sonha grande. Se uma sala de 30 metros quadrados foi capaz de gerar tudo isso, até onde pode chegar quem decide recomeçar mesmo depois de ter perdido quase tudo

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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