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Buraco negro gigantesco desafia o que a ciência acreditava ser possível: Phoenix A* teria massa de 100 bilhões de sóis, supera o famoso TON 618 e fica no centro de um dos maiores aglomerados de galáxias já conhecidos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 09/07/2026 às 04:36 Atualizado em 09/07/2026 às 04:38
Descubra o buraco negro Phoenix A* e sua surpreendente massa de 100 bilhões de sóis, desafiando noções sobre tamanho.
Descubra o buraco negro Phoenix A* e sua surpreendente massa de 100 bilhões de sóis, desafiando noções sobre tamanho.
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Localizado no aglomerado de Fênix, a 5,7 bilhões de anos-luz da nossa galáxia, Phoenix A* teria massa equivalente a 100 bilhões de sóis e ultrapassaria o TON 618, estimado em 40,7 bilhões de massas solares, reacendendo o debate sobre até onde buracos negros supermassivos podem crescer

O buraco negro Phoenix A* passou a chamar atenção por desafiar uma antiga noção sobre o tamanho máximo desses objetos no universo. Localizado no aglomerado de Fênix, a 5,7 bilhões de anos-luz da nossa galáxia, ele teria massa equivalente a 100 bilhões de sóis.

Esse número coloca Phoenix A* acima do TON 618, quasar hiperluminoso que, até dois anos atrás, era tratado como o maior buraco negro conhecido. O TON 618 possui massa estimada em 40,7 bilhões de vezes a massa do Sol e fica a 10,4 bilhões de anos-luz da Terra.

O que torna um buraco negro tão difícil de observar

Buracos negros estão entre os objetos mais extremos já identificados no universo. Sua gravidade é tão intensa que nem mesmo a luz consegue escapar depois de cruzar o horizonte de eventos, a fronteira em que o espaço-tempo passa a se comportar de forma extrema.

Por esse motivo, fotografar um buraco negro é uma tarefa complexa. A primeira imagem direta de um buraco negro supermassivo foi obtida em 2019 pelo Event Horizon Telescope, mostrando o objeto M87*, no centro da galáxia elíptica Messier 87.

M87* tem massa bilhões de vezes maior que a do Sol. Ainda assim, estimativas feitas a partir do tamanho de suas galáxias indicam que há 38 buracos negros conhecidos maiores que ele.

Phoenix A* supera antigo limite estimado

Antes de Phoenix A* entrar nessa discussão, havia a ideia de que buracos negros não ultrapassariam 50 bilhões de massas solares. A estimativa atribuída ao objeto no núcleo da galáxia Fênix A rompeu esse patamar de forma expressiva.

A galáxia Fênix A fica no centro do aglomerado de Fênix, descoberto em 2010 pelo Telescópio do Polo Sul. Esse aglomerado está entre os maiores já conhecidos e se destaca também por ser o que mais emite raios X.

Tamanho ajuda a explicar o impacto da descoberta

A comparação visual entre Phoenix A*, TON 618 e a órbita de Netuno mostra a escala incomum desse objeto. A dimensão estimada é tão grande que ele poderia engolir todo o Sistema Solar, ao menos na comparação de tamanho.

Mesmo com números impressionantes, o mistério permanece. O interior de um buraco negro continua inacessível, e talvez nunca seja possível saber o que existe além do horizonte de eventos. Essa combinação de escala, distância e incerteza mantém esses objetos entre os temas fascinantes da astronomia moderna atual.

O estudo dos buracos negros

Buracos negros ajudam cientistas a estudar alguns dos limites mais extremos da física. Como concentram muita massa em regiões compactas, eles permitem investigar gravidade intensa, comportamento da luz e efeitos sobre o espaço-tempo.

No caso dos buracos negros supermassivos, o interesse também está na relação com as galáxias onde se encontram. Mesmo quando não podem ser vistos diretamente, sua presença pode ser estimada por efeitos no entorno, emissões associadas e cálculos ligados ao tamanho das galáxias. Por isso, objetos como Phoenix A* ampliam a discussão sobre até onde esses sistemas podem crescer.

A estimativa de 100 bilhões de massas solares para Phoenix A* aparece em um estudo publicado em 2016 na revista Astronomy & Astrophysics, que propôs uma estratégia de busca para os buracos negros centrais mais massivos em aglomerados de galáxias. O trabalho indica que o buraco negro nuclear do aglomerado de Fênix poderia ter massa da ordem de 10¹¹ massas solares, mas esse valor resulta de modelagem e não de uma medição direta por órbitas estelares.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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