Um terremoto de 2,4 graus na escala Richter foi registrado pelo Centro de Sismologia da USP às 0h28 de domingo (12), no oceano, a cerca de 13 quilômetros da costa do Paraná. Moradores de Pontal do Paraná e da Ilha do Mel relataram susto nas redes sociais, mas não há registro de danos estruturais.
Um terremoto de magnitude 2,4 na escala Richter sacudiu o litoral do Paraná na madrugada deste domingo (12) e assustou moradores que sentiram o chão tremer sem aviso. O tremor foi registrado pelo Centro de Sismologia da USP às 0h28, com epicentro no oceano, a cerca de 13 quilômetros da costa, próximo ao leito marinho na região de Paranaguá. Nas redes sociais, relatos de susto se multiplicaram entre moradores de Pontal do Paraná e da Ilha do Mel, que descreveram a sensação de vibração repentina durante a madrugada, um horário em que o silêncio torna qualquer tremor mais perceptível.
Apesar do susto, o terremoto não causou danos estruturais. Tremores dessa magnitude raramente são destrutivos, mas a proximidade com a costa e o fato de ter sido sentido por moradores chamaram atenção para um fenômeno que muitos brasileiros desconhecem: o Brasil também tem terremotos, e eles acontecem com mais frequência do que a maioria das pessoas imagina. O professor Marcelo Belentani de Bianchi, da USP, já explicou em ocasião anterior, ao comentar um terremoto semelhante de 2,5 graus em Contagem, Minas Gerais, que “tremores como este acontecem quase todas as semanas em alguma parte do Brasil e têm pouca chance de causar algum dano mais sério”.
O que se sabe sobre o terremoto registrado na costa do Paraná
Segundo o portal ndmais, o terremoto de domingo teve seu epicentro localizado no oceano Atlântico, a aproximadamente 13 quilômetros da costa paranaense, próximo ao leito marinho. O Centro de Sismologia da USP, responsável pelo monitoramento sísmico no Brasil, registrou o evento às 0h28 com magnitude de 2,4 na escala Richter, um valor considerado baixo pela sismologia, mas suficiente para ser percebido por pessoas em repouso, especialmente em construções de andares superiores ou em áreas silenciosas como a Ilha do Mel.
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O mapa divulgado pelo Centro de Sismologia posiciona o terremoto na região próxima a Paranaguá, um dos principais portos do Brasil. Não há registro de que estruturas tenham sido comprometidas, e nenhuma autoridade local emitiu alerta de risco após o evento. A profundidade do terremoto, próxima ao leito marinho, e a distância da costa são fatores que atenuaram a intensidade sentida em terra, embora moradores tenham relatado vibrações claras o suficiente para acordar quem dormia.
Por que moradores de Pontal do Paraná e da Ilha do Mel sentiram o terremoto
A percepção de um terremoto depende de vários fatores além da magnitude. O horário da madrugada, quando o ruído ambiental é mínimo, faz com que vibrações que passariam despercebidas durante o dia se tornem evidentes. A proximidade do epicentro com a costa, a apenas 13 quilômetros, também contribuiu para que as ondas sísmicas chegassem com intensidade suficiente para serem sentidas por moradores em Pontal do Paraná e na Ilha do Mel.
A composição do solo costeiro pode amplificar as ondas sísmicas em determinadas condições. Terrenos arenosos e áreas próximas ao nível do mar tendem a transmitir vibrações de forma diferente de solos rochosos, o que explica por que alguns moradores sentiram o terremoto de forma mais intensa do que outros em localidades vizinhas. Nas redes sociais, os relatos variaram de “uma tremedeira rápida” a “parecia que um caminhão grande tinha passado pela rua”, descrições típicas de como pessoas leigas percebem um terremoto de baixa magnitude.
O Brasil tem terremotos com mais frequência do que as pessoas pensam
A reação de surpresa dos moradores do litoral paranaense reflete um desconhecimento generalizado: o Brasil registra centenas de terremotos por ano, embora a grande maioria seja de baixa magnitude e passe despercebida pela população. O país não está localizado nos limites de placas tectônicas, como Chile, Japão ou Turquia, o que reduz significativamente o risco de terremotos devastadores. Mas isso não significa que o território brasileiro seja sismicamente inerte.
A maioria dos terremotos que ocorrem no Brasil tem causas naturais e está associada às grandes pressões geológicas que atuam sob a crosta terrestre. Falhas geológicas internas, acúmulo de tensão tectônica e até a acomodação de camadas profundas do subsolo podem gerar tremores que, embora raramente ultrapassem magnitudes de 4 ou 5, são reais e mensuráveis. O terremoto de domingo no Paraná é mais um registro nessa série contínua de eventos que o Centro de Sismologia da USP monitora permanentemente em todo o território nacional.
O que fazer quando um terremoto é sentido no Brasil
Para moradores que sentiram o terremoto na madrugada de domingo, a experiência foi nova e assustadora. A recomendação dos sismólogos para tremores de baixa magnitude como esse é manter a calma e se afastar de janelas, espelhos e objetos que possam cair de prateleiras. Em caso de terremoto mais intenso, a orientação é proteger-se sob mesas ou estruturas sólidas e aguardar até que o tremor cesse antes de sair do local.
No contexto brasileiro, onde terremotos destrutivos são extremamente raros, o principal risco não é o colapso de edifícios, mas o pânico que a falta de informação pode causar. Moradores que nunca vivenciaram um terremoto podem reagir de forma desproporcional, correndo para fora de casa ou causando acidentes em escadas e saídas de emergência. Entender que o Brasil tem atividade sísmica constante, mas de baixa intensidade, é a melhor forma de transformar o susto em informação e a informação em preparo.
Um terremoto de 2,4 graus foi sentido no litoral do Paraná e assustou moradores na madrugada de domingo. Você mora na região e sentiu o tremor? Já vivenciou algum terremoto no Brasil?

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