Leilão do Galeão ocorre em março, com regras definidas, valor mínimo bilionário e mudança no controle da concessão, em um processo que envolve governo federal, investidores privados e a reorganização da operação de um dos principais aeroportos do país.
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, terá a concessão colocada em leilão em 30 de março, na B3, em São Paulo, com lance mínimo de R$ 932 milhões, a ser pago à vista.
A operação faz parte do modelo de “venda assistida” adotado pelo Governo Federal para reestruturar o contrato do terminal, classificado pelo próprio governo como o terceiro maior do país em movimentação de passageiros.
Ao todo, seis empresas participaram das reuniões de apresentação do ativo ao mercado, etapa conhecida como roadshow.
-
Fila de caminhões no litoral do Piauí antecipa operação histórica no Porto de Luís Correia, onde 120 mil toneladas de minério de ferro extraídas em Piripiri devem seguir para a China e marcar o início de uma estrutura portuária esperada há décadas
-
Poucos sabem, mas desde 2026 o CPF virou uma ferramenta de rastreamento fiscal no Brasil
-
Melhor que no Brasil? Dono da Havan quer levar a rede para o Paraguai e Uruguai: “Confesso que nunca tinha pensado nisso”
-
Quanto ganha um dono de posto de gasolina? Negócio que parece uma máquina de dinheiro pode faturar R$ 1,5 milhão por mês e ainda lucrar só R$ 40 mil, enquanto o verdadeiro ganho vem da conveniência, lavagem e serviços extras
O objetivo foi detalhar as condições da concessão, o edital e as diretrizes do novo contrato.
Como parte do cronograma, está prevista ainda uma sessão pública de esclarecimentos em 26 de fevereiro, na sede da B3, com possibilidade de acompanhamento remoto.
Organização do leilão e apresentação aos investidores
A rodada de reuniões foi conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Segundo informações oficiais, os encontros tiveram como foco esclarecer aspectos técnicos, financeiros e regulatórios do projeto, além de apresentar os compromissos previstos para o futuro operador.
Além do roadshow, o governo confirmou a realização da audiência pública para esclarecer dúvidas remanescentes dos interessados.
A iniciativa busca garantir transparência ao processo e permitir que os participantes tenham acesso às mesmas informações antes da apresentação das propostas.
Modelo de venda assistida e ajustes contratuais
O leilão do Galeão foi estruturado a partir de um acordo entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a atual concessionária, com homologação do Tribunal de Contas da União.
O modelo de venda assistida permite a transferência do controle da operação, acompanhada de ajustes contratuais definidos previamente.
De acordo com o desenho apresentado, a empresa vencedora passará a deter 100% da concessão.
A mudança encerra a atual composição societária, em que a concessionária privada possui a maioria do capital e a Infraero mantém participação relevante na administração do aeroporto.
Mudança no controle e saída da Infraero
Atualmente, o Galeão é administrado pela concessionária RIOgaleão, formada por grupos internacionais da área aeroportuária.
Os investidores de Cingapura e da França são responsáveis por 51% da operação.
A Infraero, estatal federal, detém os 49% restantes.
Com a conclusão do leilão, a Infraero deixará a administração do terminal.
Conforme as regras do processo, os atuais acionistas privados deverão apresentar proposta no certame, ao menos no valor mínimo estipulado, caso queiram permanecer na disputa pela concessão.
Regras financeiras e vigência do novo contrato
O contrato previsto no edital terá validade até 2039.
Além do pagamento à vista do valor ofertado no leilão, o vencedor deverá recolher uma contribuição variável anual correspondente a 20% da receita bruta da operação.
Segundo o governo, esse formato busca adequar o fluxo financeiro da concessão ao desempenho do aeroporto ao longo do tempo.
A responsabilidade pela gestão integral do terminal, incluindo infraestrutura, serviços e relacionamento com companhias aéreas, ficará a cargo da nova concessionária.
Movimento de passageiros e dados recentes do Galeão
Dados divulgados ao longo de 2025 indicam crescimento na movimentação de passageiros no Galeão.
Levantamentos reportados pela imprensa apontam que o aeroporto registrou entre 17,5 milhões e 18 milhões de passageiros no ano.
O número representa um patamar superior ao observado em períodos anteriores.
Ao comentar o processo de concessão, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, mencionou a recuperação gradual do fluxo de usuários após anos de retração.
As declarações foram feitas em entrevistas e eventos oficiais ao longo do ano, ao tratar do desempenho recente do terminal.
Exigências operacionais e desafios da nova concessão
Apesar do aumento no volume de passageiros, o novo leilão ocorre em um contexto de reavaliação do modelo de gestão do aeroporto.
Especialistas do setor aeroportuário ouvidos em análises publicadas pela imprensa apontam que a escolha de um operador com experiência comprovada é um dos fatores centrais para a estabilidade da concessão.
Com a concentração do controle em um único operador, a futura concessionária assumirá todas as responsabilidades operacionais e financeiras do terminal.
Segundo avaliações técnicas divulgadas em reportagens, essa estrutura amplia a autonomia da gestão, ao mesmo tempo em que exige maior capacidade de execução e planejamento.
À medida que o leilão se aproxima, o setor acompanha a expectativa de competição entre os interessados e os compromissos que serão assumidos até o fim do contrato, em 2039.


-
-
-
5 pessoas reagiram a isso.