Consumidores com geladeira antiga em casa encontram uma alternativa que combina desconto, retirada domiciliar e descarte ambientalmente correto, enquanto marcas do setor reforçam programas de logística reversa para reduzir resíduos e estimular a troca por equipamentos mais eficientes.
Consumidores que mantêm uma geladeira antiga em casa podem usar o aparelho em um programa de descarte com retirada domiciliar, desconto na compra de um refrigerador novo e encaminhamento para destinação ambientalmente correta.
Ligada às marcas Consul e Brastemp, da Whirlpool, a iniciativa Troca Certa permite agendar a coleta do eletrodoméstico usado pelos canais oficiais e concluir a compra do novo modelo com abatimento aplicado conforme as regras da campanha vigente.
Para participar, o consumidor escolhe um produto participante, identifica o selo Troca Certa, informa dados sobre a geladeira que será descartada e acompanha as etapas indicadas para combinar a retirada no endereço cadastrado.
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Nos modelos selecionados da Consul, o benefício informado é de 5% de desconto; em páginas de produtos da Brastemp, os abatimentos podem chegar a 10%, enquanto ofertas promocionais variam conforme período, estoque e regra comercial.
Como funciona a retirada da geladeira antiga
A jornada começa pela escolha do refrigerador novo no site da Consul ou da Brastemp, sempre dentro dos produtos participantes que exibem a identificação do Troca Certa durante a navegação.
Depois da seleção, o comprador preenche as informações solicitadas sobre o aparelho antigo, confirma os dados necessários para a logística e segue as orientações apresentadas pela marca para viabilizar a retirada domiciliar.
Com esse formato, o programa busca resolver duas barreiras comuns: facilitar a troca por um equipamento mais eficiente e evitar que geladeiras antigas sejam abandonadas, revendidas sem controle ou descartadas de forma inadequada.
A coleta no endereço indicado reduz a dificuldade de transportar um eletrodoméstico pesado, especialmente para consumidores que não têm veículo adequado ou acesso simples a pontos de descarte especializados.
Nas informações públicas disponíveis, o benefício não aparece vinculado ao CadÚnico nem à comprovação de renda, pois se trata de uma ação comercial e ambiental voltada a consumidores que cumprem as condições do programa.
Entre as exigências, estão a compra de um produto elegível e a entrega de uma geladeira usada dentro das regras informadas pela marca, com atenção às condições específicas de cada campanha.
Segundo a Brastemp, a geladeira antiga pode ser de qualquer marca, desde que esteja dentro das condições previstas e seja encaminhada ao descarte correto por meio da operação indicada.
No mesmo sentido, a Consul apresenta a iniciativa como uma alternativa para renovar a cozinha sem deixar o equipamento antigo parado em casa ou sujeito a uma destinação inadequada.
Quais eletrodomésticos podem entrar no Troca Certa

O programa está associado ao descarte de eletrodomésticos de maior porte, principalmente refrigeradores, que costumam exigir transporte especializado e tratamento adequado por causa dos materiais presentes em sua estrutura.
Informações públicas sobre a parceria entre Whirlpool e Dow indicam que materiais com mais de 30 kg podem ter retirada domiciliar, com abrangência nacional e apoio logístico para chegar aos centros de reciclagem.
De acordo com a Exame, a operação prevê atendimento em mais de 5.500 municípios brasileiros, com participação de parceiros estratégicos, incluindo os Correios, para viabilizar a logística em diferentes regiões do país.
Essa capilaridade amplia o alcance da coleta para além dos grandes centros urbanos, ponto relevante em um país onde o descarte correto de eletrodomésticos ainda depende de estrutura regional disponível.
Equipamentos sem funcionamento também aparecem dentro da lógica do descarte ambientalmente correto, já que o objetivo central é retirar aparelhos antigos de circulação e encaminhar seus componentes para tratamento adequado.
Nessa etapa, a utilidade comercial da geladeira usada deixa de ser o fator principal, enquanto a destinação segura dos materiais passa a orientar a operação de logística reversa.
Mesmo assim, as condições exatas precisam ser conferidas no momento da compra, porque cada produto participante pode ter regra própria de desconto, disponibilidade por região e procedimento de coleta.
Antes de finalizar o pedido, vale verificar se o abatimento apareceu corretamente no carrinho e se as orientações sobre retirada foram apresentadas pelos canais oficiais da marca escolhida.
Por que geladeira velha não deve ir para o lixo comum
Geladeiras fora de uso não devem ser tratadas como lixo comum, porque reúnem metais, plásticos, espuma rígida de poliuretano e gases refrigerantes que exigem manejo especializado para reduzir riscos ambientais.
Quando esse tipo de equipamento segue para descarte inadequado, componentes que poderiam receber tratamento técnico deixam de ser reaproveitados corretamente e podem aumentar o impacto ambiental associado ao ciclo de vida do produto.
A iniciativa dialoga com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/2010, que estabeleceu princípios de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
Dentro dessa lógica, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores têm papéis definidos na destinação adequada de eletroeletrônicos, com mecanismos de logística reversa voltados à redução de resíduos.
A parceria com a Dow aparece como parte do esforço para estruturar a recuperação e o reprocessamento de materiais vindos desses equipamentos, levando a cadeia de descarte para um fluxo ambientalmente controlado.
Em 2026, o Instituto Akatu também comunicou a integração entre o Reuse e o Troca Certa, com foco em educação ambiental e descarte responsável de eletrodomésticos.
Esse tipo de operação evita que a geladeira velha permaneça durante anos em garagens, áreas de serviço ou depósitos improvisados, situação comum quando o consumidor não encontra uma alternativa simples de retirada.
Quando o aparelho perde utilidade, o problema deixa de ser apenas o espaço ocupado e passa a envolver também o risco de descarte irregular em algum momento futuro.
Eficiência energética pode reduzir gasto mensal
A troca da geladeira também pode influenciar o consumo de energia, embora a economia dependa do modelo antigo, da capacidade do novo refrigerador, da tarifa local e dos hábitos de uso da residência.
Em programas de eficiência energética, já houve registro de geladeiras com selo Procel capazes de consumir até 70% menos energia do que modelos substituídos em ações específicas.
Nas casas onde o aparelho antigo ainda funciona, a diferença pode aparecer mês a mês na conta de luz, principalmente quando a geladeira tem muitos anos de uso ou apresenta perda de eficiência.
Modelos mais velhos tendem a exigir mais do compressor, podem ter vedação desgastada e normalmente não contam com tecnologias de economia presentes em refrigeradores lançados nos últimos anos.
Por esse motivo, o desconto na compra não deve ser observado isoladamente, já que a decisão envolve abatimento inicial, retirada gratuita, descarte ambientalmente correto e possível redução do consumo ao longo do tempo.
A estimativa de economia de até R$ 80 por mês pode ocorrer em cenários específicos, mas não foi confirmada nas páginas oficiais consultadas como promessa geral do programa.
Sem comparar o consumo mensal dos dois modelos e a tarifa de energia aplicada em cada região, esse valor deve ser tratado como uma referência variável, não como garantia ao consumidor.
Regras da campanha exigem atenção antes da compra
Quem pretende usar o Troca Certa deve observar se o refrigerador novo exibe o selo do programa, pois o benefício não aparece necessariamente em todos os itens do portfólio das marcas.
Também é importante confirmar se o desconto foi aplicado no carrinho antes do pagamento, uma vez que as condições podem mudar conforme campanha, estoque disponível, categoria do produto e período da oferta.
Outro ponto de atenção está no agendamento da coleta, que depende de logística regional, dados corretos do endereço e informações compatíveis sobre o tipo de equipamento que será retirado.
Erros no cadastro, ausência de disponibilidade no horário combinado ou divergências sobre o aparelho antigo podem dificultar o recolhimento e atrasar a etapa de descarte prevista na operação.
A orientação mais segura é realizar todo o procedimento pelos canais oficiais da Consul ou da Brastemp, evitando intermediários não autorizados e conferindo as regras vigentes antes de concluir a compra.
Com isso, o consumidor consegue acompanhar as etapas previstas para a retirada, confirmar o desconto aplicado e garantir que a geladeira antiga entre em uma cadeia formal de logística reversa.
Para quem já pretendia comprar um refrigerador novo, a iniciativa reduz o custo de entrada e dá destinação adequada a um aparelho que, sem esse encaminhamento, poderia continuar sem uso dentro de casa.


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