A tarifa aérea média da Anac vale para bilhetes comprados em agosto, sem bagagem, assento nem taxa de embarque, e aparece num mês em que a oferta doméstica cresceu 6,8% e a demanda, 3,3%.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou em 22 de setembro que a tarifa aérea média dos bilhetes domésticos comprados em agosto foi de R$ 776,87 por trecho. A alta sobre agosto de 2025 é de 14,5%, já corrigida pelo IPCA, e o querosene de aviação (QAV) ficou 31,8% mais caro em relação a agosto de 2025, segundo a Anac.
O que entra e o que fica fora da tarifa aérea média da Anac?
Entram os bilhetes domésticos comprados em agosto, rota a rota, de acordo com a Anac. O que vale é o dia da compra, não o dia do voo.

Na nota de 22 de setembro, a Anac descreve a conta: o preço pago pelo transporte aéreo, em todas as rotas e empresas. Ficam de fora a franquia de bagagem, a marcação de assento, entre outros serviços contratados à parte, e a taxa de embarque.
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Também saem do cálculo, conforme a nota, os bilhetes com desconto que o público em geral não tem. São, por exemplo, as passagens compradas com milhagem, as tarifas corporativas e as vendas para funcionários das companhias aéreas.
O resultado de agosto foi R$ 776,87 por trecho. Sobre agosto de 2025, a alta é de 14,5%. Sobre agosto de 2024, de 15,1%. Nas duas comparações, os valores estão em reais de agosto de 2025, atualizados pelo IPCA, conforme a agência.
Descontada a inflação, a tarifa aérea média ficou mais salgada.
Quanto era a tarifa aérea média em agosto de 2025?
A tarifa aérea média era de cerca de R$ 678 em agosto de 2025, conforme a conta da redação. R$ 776,87 dividido por 1,145 dá R$ 678,49, sendo 1,145 a alta de 14,5% escrita como número.
Não é dado da Anac. A conta usa a mesma base de preços que a agência informa: reais de agosto de 2025, atualizados pelo IPCA. Como parte de um percentual arredondado, o resultado é aproximado.
A oferta cresceu no mesmo ritmo da demanda em agosto?
Não. No setor doméstico, a oferta subiu 6,8% e a demanda, 3,3%, ambas sobre agosto de 2025, de acordo com a Anac.
A agência explica que mede a demanda multiplicando o número de passageiros pelos quilômetros voados. A oferta é o resultado de multiplicar os assentos ofertados pelos quilômetros voados.
Conforme os números da agência, 6,8% dividido por 3,3% dá cerca de 2,1 vezes, pela conta da redação: a oferta doméstica cresceu pouco mais que o dobro do ritmo da demanda.
Sobre agosto de 2025, a tarifa aérea média subiu 14,5% (já com o IPCA) e o querosene de aviação, 31,8%, de acordo com a Anac. Na nota, o IPCA aparece só na conta da tarifa; o litro do querosene vem com o preço de agosto (R$ 4,98) e os dois percentuais.
Só que cada número tem a sua régua. Conforme as duas notas da Anac, a tarifa vem dos bilhetes comprados em agosto. A oferta e a demanda medem o que foi voado no mês.
Quanto subiu o querosene de aviação em agosto?
O litro do querosene de aviação (QAV) praticado em agosto custou R$ 4,98, conforme a agência. O valor é 31,8% maior que em agosto de 2025 e 10,4% maior que em agosto de 2024.
A nota da Anac informa duas datas de comparação para o querosene de aviação. Os 31,8% são sobre agosto de 2025 e os 10,4%, sobre agosto de 2024.
Quantos assentos saíram por menos de R$ 500 e por mais de R$ 1,5 mil?
Mais de um em cada três saiu por menos de R$ 500. Segundo a Anac, 34,8% dos assentos comercializados em agosto ficaram abaixo de R$ 500. Outros 9,2% foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil.

Conforme os dois percentuais da agência, 100% menos 34,8% menos 9,2% dá 56%, pela conta da redação. Mais da metade dos assentos ficou entre R$ 500 e R$ 1,5 mil. É nessa faixa do meio que está a média de R$ 776,87.
A média junta as duas pontas e o meio num número só. Não é o preço que aparece na tela de quem procura passagem.
A tarifa aérea média é o preço da passagem que eu vou comprar?
Não necessariamente. A Anac informa que os R$ 776,87 são a tarifa aérea média do país, de todas as rotas e empresas. Não é o preço de um trecho específico.

Conforme a agência, o número também deixa de fora o que se contrata à parte: franquia de bagagem, marcação de assento e taxa de embarque. Quem viaja com milhas, com tarifa corporativa ou como funcionário de companhia aérea não entra na média.
A Anac publicou os dados de agosto no painel de tarifas do setor aéreo em 22 de setembro. Os dados de julho haviam saído em 21 de agosto.
