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Tarifa aérea média chega a R$ 776,87 por trecho em agosto, 14,5% acima de 2025 já descontada a inflação, e o querosene de aviação sobe 31,8%

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 04/10/2026 às 20:09 Atualizado em 04/10/2026 às 20:10
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Avião turboélice e sinalizador de solo no pátio do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), em foto divulgada pela Prefeitura em abril de 2026. A foto não mostra rota, empresa nem tarifa citadas na matéria.
Avião turboélice e sinalizador de solo no pátio do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), em foto divulgada pela Prefeitura em abril de 2026. A foto não mostra rota, empresa nem tarifa citadas na matéria. Foto: Guilherme Sircili/Prefeitura de Ribeirão Preto
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A tarifa aérea média da Anac vale para bilhetes comprados em agosto, sem bagagem, assento nem taxa de embarque, e aparece num mês em que a oferta doméstica cresceu 6,8% e a demanda, 3,3%.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou em 22 de setembro que a tarifa aérea média dos bilhetes domésticos comprados em agosto foi de R$ 776,87 por trecho. A alta sobre agosto de 2025 é de 14,5%, já corrigida pelo IPCA, e o querosene de aviação (QAV) ficou 31,8% mais caro em relação a agosto de 2025, segundo a Anac.

O que entra e o que fica fora da tarifa aérea média da Anac?

Entram os bilhetes domésticos comprados em agosto, rota a rota, de acordo com a Anac. O que vale é o dia da compra, não o dia do voo.

Terminal de passageiros do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), após a entrega das obras de ampliação, em foto de arquivo divulgada pela Prefeitura em abril de 2026.
Terminal de passageiros do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), após a entrega das obras de ampliação, em foto de arquivo divulgada pela Prefeitura em abril de 2026. Foto: Guilherme Sircili/Prefeitura de Ribeirão Preto

Na nota de 22 de setembro, a Anac descreve a conta: o preço pago pelo transporte aéreo, em todas as rotas e empresas. Ficam de fora a franquia de bagagem, a marcação de assento, entre outros serviços contratados à parte, e a taxa de embarque.

Também saem do cálculo, conforme a nota, os bilhetes com desconto que o público em geral não tem. São, por exemplo, as passagens compradas com milhagem, as tarifas corporativas e as vendas para funcionários das companhias aéreas.

O resultado de agosto foi R$ 776,87 por trecho. Sobre agosto de 2025, a alta é de 14,5%. Sobre agosto de 2024, de 15,1%. Nas duas comparações, os valores estão em reais de agosto de 2025, atualizados pelo IPCA, conforme a agência.

Descontada a inflação, a tarifa aérea média ficou mais salgada.

Quanto era a tarifa aérea média em agosto de 2025?

A tarifa aérea média era de cerca de R$ 678 em agosto de 2025, conforme a conta da redação. R$ 776,87 dividido por 1,145 dá R$ 678,49, sendo 1,145 a alta de 14,5% escrita como número.

Não é dado da Anac. A conta usa a mesma base de preços que a agência informa: reais de agosto de 2025, atualizados pelo IPCA. Como parte de um percentual arredondado, o resultado é aproximado.

A oferta cresceu no mesmo ritmo da demanda em agosto?

Não. No setor doméstico, a oferta subiu 6,8% e a demanda, 3,3%, ambas sobre agosto de 2025, de acordo com a Anac.

A agência explica que mede a demanda multiplicando o número de passageiros pelos quilômetros voados. A oferta é o resultado de multiplicar os assentos ofertados pelos quilômetros voados.

Conforme os números da agência, 6,8% dividido por 3,3% dá cerca de 2,1 vezes, pela conta da redação: a oferta doméstica cresceu pouco mais que o dobro do ritmo da demanda.

Sobre agosto de 2025, a tarifa aérea média subiu 14,5% (já com o IPCA) e o querosene de aviação, 31,8%, de acordo com a Anac. Na nota, o IPCA aparece só na conta da tarifa; o litro do querosene vem com o preço de agosto (R$ 4,98) e os dois percentuais.

Só que cada número tem a sua régua. Conforme as duas notas da Anac, a tarifa vem dos bilhetes comprados em agosto. A oferta e a demanda medem o que foi voado no mês.

Quanto subiu o querosene de aviação em agosto?

O litro do querosene de aviação (QAV) praticado em agosto custou R$ 4,98, conforme a agência. O valor é 31,8% maior que em agosto de 2025 e 10,4% maior que em agosto de 2024.

A nota da Anac informa duas datas de comparação para o querosene de aviação. Os 31,8% são sobre agosto de 2025 e os 10,4%, sobre agosto de 2024.

Quantos assentos saíram por menos de R$ 500 e por mais de R$ 1,5 mil?

Mais de um em cada três saiu por menos de R$ 500. Segundo a Anac, 34,8% dos assentos comercializados em agosto ficaram abaixo de R$ 500. Outros 9,2% foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil.

Passageiros com malas em corredor do terminal do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), em foto de arquivo divulgada pela Prefeitura em abril de 2026.
Passageiros com malas em corredor do terminal do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), em foto de arquivo divulgada pela Prefeitura em abril de 2026. Foto: Guilherme Sircili/Prefeitura de Ribeirão Preto

Conforme os dois percentuais da agência, 100% menos 34,8% menos 9,2% dá 56%, pela conta da redação. Mais da metade dos assentos ficou entre R$ 500 e R$ 1,5 mil. É nessa faixa do meio que está a média de R$ 776,87.

A média junta as duas pontas e o meio num número só. Não é o preço que aparece na tela de quem procura passagem.

A tarifa aérea média é o preço da passagem que eu vou comprar?

Não necessariamente. A Anac informa que os R$ 776,87 são a tarifa aérea média do país, de todas as rotas e empresas. Não é o preço de um trecho específico.

Saguão do terminal do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), com as placas de check-in e embarque doméstico, em foto de arquivo divulgada pela Prefeitura em abril de 2026.
Saguão do terminal do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), com as placas de check-in e embarque doméstico, em foto de arquivo divulgada pela Prefeitura em abril de 2026. Foto: Guilherme Sircili/Prefeitura de Ribeirão Preto

Conforme a agência, o número também deixa de fora o que se contrata à parte: franquia de bagagem, marcação de assento e taxa de embarque. Quem viaja com milhas, com tarifa corporativa ou como funcionário de companhia aérea não entra na média.

A Anac publicou os dados de agosto no painel de tarifas do setor aéreo em 22 de setembro. Os dados de julho haviam saído em 21 de agosto.

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Bruno Teles

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