Fechamento de unidade industrial em Suzano provoca demissões coletivas, gera críticas do sindicato por ausência de realocação e assistência prolongada e abre discussão sobre possíveis ações judiciais, enquanto empresa afirma que decisão integra reorganização estratégica e não afeta clientes.
A Suzano S/A encerrou as atividades da unidade Rio Verde, localizada no bairro Miguel Badra, em Suzano (SP), na segunda-feira (5).
Com a desativação, cerca de 90 trabalhadores foram dispensados, conforme informações do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região.
A entidade sindical afirma que o fechamento ocorreu sem um plano de realocação e que há preocupação com a manutenção de benefícios para funcionários em tratamento de saúde.
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Em nota oficial, a empresa informou que a decisão integra um processo de reorganização estratégica, com foco na Unidade de Negócios de Papéis e Embalagens (UNPE) no Brasil e em operações internacionais.
A Suzano também declarou que os colaboradores desligados estão recebendo assistência e que o encerramento da unidade não compromete o atendimento aos clientes, já que a produção do portfólio será redistribuída entre outras fábricas.
Por outro lado, o sindicato sustenta que o processo foi conduzido com aviso prévio limitado e desligamento coletivo, sem negociação anterior.
A entidade afirma ainda que avalia medidas judiciais, incluindo ação por danos morais coletivos e pedido de anulação das demissões, caso não haja avanço nas negociações sobre assistência aos trabalhadores.
Comunicação do fechamento e desligamentos
De acordo com o presidente do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região, Marcio Cruz, conhecido como Bob, a entidade foi informada do encerramento por e-mail no fim da tarde de sexta-feira (2).
Segundo ele, a mensagem indicava que os funcionários seriam convocados às 8h da segunda-feira (5) para receber a comunicação oficial e iniciar os procedimentos de rescisão contratual.
“Eles informaram que todos os funcionários seriam chamados às 8h de segunda para fazer o aviso oficial e as rescisões contratuais. Essa unidade era a menor do grupo e tinha cerca de 140 trabalhadores. Desses, mais da metade foi mandada embora”, afirmou o sindicalista.
Os números relacionados ao quadro de pessoal também aparecem de forma distinta nas manifestações públicas.
O sindicato afirma que a unidade contava com cerca de 140 trabalhadores e que aproximadamente 90 foram demitidos.
Já a Suzano não detalhou, nas notas divulgadas, o número exato de empregados desligados com o encerramento da fábrica.
Debate sobre realocação e assistência pós-demissão
Outro ponto central levantado pelo sindicato é a ausência de propostas de transferência para outras unidades do grupo.
Marcio Cruz argumenta que a Suzano possui diversas plantas no país e que, na avaliação do sindicato, poderiam ter sido apresentadas alternativas de realocação para parte dos trabalhadores.
“A grande crítica do sindicato é essa. São 14 unidades no Brasil. Poderiam, no mínimo, ter a sensibilidade de falar: ‘você quer ir para Imperatriz? Temos uma oferta de emprego para tal lugar’, para não gerar esse caos social e psicológico que gerou nos trabalhadores”, disse.

Além da discussão sobre realocação, o sindicato informa que alguns dos trabalhadores desligados estão em tratamento de saúde contínuo.
Segundo a entidade, essa situação reforça a necessidade de manutenção temporária do convênio médico e de outros benefícios após o desligamento.
Representantes do sindicato relatam que duas reuniões foram realizadas com a empresa desde o anúncio do fechamento. Até o momento, de acordo com a entidade, não houve acordo.
Reivindicações do sindicato e possibilidade de ações judiciais
A pauta apresentada pelo sindicato inclui, em um primeiro nível, a manutenção de convênio médico e de cesta básica por três meses para os trabalhadores demitidos.
De acordo com a entidade, a solicitação tem caráter emergencial e busca garantir um período mínimo de transição após o encerramento do vínculo empregatício.
Paralelamente, o sindicato defende um pacote mais amplo.
A proposta inclui três anos de plano de saúde, três anos de cesta básica e compensação financeira proporcional ao tempo de serviço, calculada como um salário nominal por ano trabalhado.
A entidade também afirma que avalia ingressar na Justiça para tentar suspender ou anular as demissões enquanto as negociações não forem concluídas.
No posicionamento divulgado, o sindicato informa que pretende “anular as demissões pelo menos enquanto são feitas as negociações com a empresa”.
Caso não haja acordo, a entidade diz que estuda ações por danos morais coletivos e outras medidas judiciais relacionadas aos desligamentos.
Posicionamento da Suzano sobre o encerramento da unidade
Em comunicado oficial, a Suzano informou que “após análise detalhada” decidiu encerrar as operações da fábrica Rio Verde (SP).
A empresa afirmou que a estratégia envolve a concentração das atividades na UNPE no Brasil, citando as fábricas de Suzano, Limeira e Mucuri.
Também foram mencionadas as operações internacionais localizadas em Pine Bluff e Waynesville.
A companhia declarou que o encerramento exigiu “ajustes na equipe” e reiterou que todos os colaboradores desligados estão recebendo assistência.
No mesmo texto, a Suzano informou que a decisão não impactará o fornecimento aos clientes, com redistribuição da produção entre as demais unidades de papel e embalagem.
Questionada por veículos de imprensa sobre as reivindicações sindicais, a empresa informou que analisa as propostas apresentadas, sem detalhar prazos ou condições para um eventual acordo.
Pontos centrais do impasse entre empresa e sindicato
A discussão entre as partes se concentra no formato do encerramento da unidade e na extensão da assistência pós-demissão.
O sindicato reconhece que o fechamento de uma fábrica é uma decisão empresarial prevista em lei.
Ainda assim, a entidade afirma questionar a condução do processo e o alcance das medidas adotadas.
“É de direito a empresa fechar? Sim. É de direito e legal a empresa ir embora, fechar as portas e ir para outra localidade? Sim. Mas o que nós estamos questionando é a forma que a Suzano fez e também a necessidade disso”, afirmou Marcio Cruz.
A Suzano, por sua vez, sustenta que a decisão foi precedida de avaliação interna e que os trabalhadores estão sendo assistidos.
Não foram divulgados publicamente, porém, detalhes sobre duração e tipo de benefícios mantidos após o desligamento.
Com as demissões já efetivadas e as negociações em andamento, sindicato e empresa seguem em tratativas que podem avançar para a esfera judicial caso não haja acordo.

Lendo aqui, alguns comentários, parece que tem sócios da Suzano escrevendo. Esta empresa fatura bilhões ao ano e o salário destes trabalhadores desta unidade não deve custar nem 1% ao faturamento da empresa, muito destes coitados nem sabe como vão pagar as suas dividas no ano de 2026. Mas como diz aquele velho ditado… ” Fazenda que tem ****, cavalo não carrega cangalha “…. Parece que a indústria, achou uma peaozada para defende-la.
Uma das responsáveis pela destruição do rio Tietê, assim como outras, destroem, lucram e cai fora
Quero ver quantos o sindicato vai empregar,
Bora fazer o L ****!