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SUS muda protocolo da asma e abre caminho para novos tratamentos que podem transformar o atendimento de pacientes graves no Brasil

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 12/05/2026 às 15:33 Atualizado em 12/05/2026 às 15:38
Paciente em consulta médica sobre asma no SUS, com profissional de saúde avaliando função pulmonar e tratamento respiratório.
Novo protocolo da asma no SUS reforça diagnóstico correto, acompanhamento médico e ampliação de tratamentos para casos graves.
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Novo protocolo amplia opções terapêuticas, reforça diagnóstico correto e reorganiza o cuidado de pacientes com asma no SUS

Uma atualização de grande

Asma ainda pressiona o sistema de saúde

Atualmente, o Brasil tem uma das maiores prevalências de asma nas Américas, atrás de Estados Unidos e Canadá. Apesar da queda nas internações, de 134.222 em 2013 para 87.707 em 2023, a doença ainda pesa sobre o sistema público. Entre 2014 e 2021, a mortalidade média foi de 1,16 caso por 100 mil habitantes ao ano. Esse número representa cerca de seis mortes por dia no país. A maior proporção de óbitos ocorre entre mulheres e pessoas com 60 anos ou mais, enquanto crianças e adolescentes representam 2% das mortes.

Atenção primária assume função estratégica

O protocolo reforça que a atenção primária deve ser a porta de entrada do cuidado. Unidades básicas precisam identificar sintomas, acompanhar pacientes e encaminhar casos complexos para serviços especializados. O controle da asma, entretanto, ainda enfrenta obstáculos importantes, como diagnóstico inadequado, uso incorreto de inaladores, baixa adesão ao tratamento e falta de centros de referência para asma grave. O uso exagerado de cortisona sem prescrição médica também preocupa especialistas. Segundo Pizzichini, esse uso frequente pode causar obesidade, diabetes, osteoporose, catarata, infecções e outros problemas.

Novo protocolo tenta reduzir crises e internações

O objetivo principal do tratamento é controlar sintomas, preservar a função pulmonar e evitar crises. A diretriz também busca reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Para isso, gestores devem organizar fluxos de atendimento, serviços de referência e acesso aos medicamentos previstos. A falta de prazo para a oferta dos novos imunobiológicos, porém, mantém incertezas. Diante desse cenário, a atualização representa avanço técnico importante, mas sua efetividade dependerá do acesso real ao tratamento.
Afinal, como garantir controle adequado da asma grave sem diagnóstico preciso, medicamentos disponíveis e centros especializados em todo o país?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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