1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Submarino nazista U-864 afundado na Segunda Guerra Mundial com 65 toneladas de mercúrio volta ao centro das atenções e expõe risco ambiental crescente no fundo do mar da Noruega enquanto governo enfrenta decisão técnica urgente
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Submarino nazista U-864 afundado na Segunda Guerra Mundial com 65 toneladas de mercúrio volta ao centro das atenções e expõe risco ambiental crescente no fundo do mar da Noruega enquanto governo enfrenta decisão técnica urgente

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 09/04/2026 às 13:25
Atualizado em 09/04/2026 às 13:28
Submarino nazista U-864 partido ao meio no fundo do mar da Noruega com barris corroídos de mercúrio e mergulhadores investigando os destroços
Destroços do submarino nazista U-864, afundado em 1945, revelam barris corroídos de mercúrio enquanto mergulhadores analisam o risco ambiental no fundo do mar da Noruega
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Carga tóxica de mercúrio, descoberta em destroços da Segunda Guerra Mundial, ameaça ecossistema marinho e desafia estratégia do governo norueguês

Uma estrutura militar submersa há décadas voltou ao centro das discussões ambientais na Europa, enquanto riscos silenciosos crescem no fundo do oceano.
Além disso, o submarino nazista U-864, afundado em 1945, transportava 65 toneladas de mercúrio, o que transforma o caso em uma ameaça ambiental relevante.

Consequentemente, autoridades da Noruega enfrentam um dilema técnico e ambiental, pois qualquer decisão envolve riscos elevados.
Ao mesmo tempo, o avanço da corrosão aumenta a preocupação com possíveis vazamentos contínuos, o que pode impactar o ecossistema local.

Naufrágio histórico e descoberta no fundo do mar

Inicialmente, durante a fase final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o submarino U-864 foi atingido por um torpedo, conforme informações divulgadas pelo UOL.

Além disso, o episódio se tornou único, pois foi o único caso confirmado de um submarino afundando outro enquanto ambos estavam submersos.
Como resultado, a embarcação se partiu ao meio, enquanto os 73 tripulantes morreram imediatamente.

Posteriormente, os destroços permaneceram a cerca de 150 metros de profundidade, junto com munições ativas e restos humanos.
Durante décadas, entretanto, a localização exata permaneceu desconhecida, o que impediu qualquer intervenção direta.

Somente em 2003, conforme registros citados pelo UOL, a carcaça do submarino foi identificada no fundo do mar, reabrindo discussões técnicas.

Modelo digital mostra os destroços do submarino nazista U-864, dividido em duas partes no fundo do mar da Noruega após ser torpedeado em 1945 / Créditos: Reprodução/Kystverket

Mercúrio no oceano aumenta risco ambiental

Atualmente, a principal preocupação envolve a carga de 65 toneladas de mercúrio armazenada em recipientes de aço.
Com o passar do tempo, porém, essas estruturas começaram a enferrujar, enquanto sinais de deterioração já foram observados.

Por isso, há risco de liberação gradual da substância tóxica no ambiente marinho, o que preocupa especialistas.
Além disso, o mercúrio pode afetar diretamente organismos marinhos e contaminar cadeias alimentares.

Ao mesmo tempo, estudos apontam que a exposição ao mercúrio compromete o sistema nervoso humano.
Além disso, a substância também pode causar má-formações fetais graves, ampliando os riscos à saúde.

Diante disso, cresce o temor de um cenário semelhante ao desastre de Minamata, ocorrido no Japão na década de 1950.

Decisão técnica desafia governo da Noruega

Diante desse contexto, o governo norueguês avalia alternativas para lidar com os destroços do U-864.
Por um lado, a remoção do submarino envolve riscos elevados, especialmente devido à presença de explosivos ainda ativos.

Assim, qualquer erro pode intensificar a contaminação e gerar impactos irreversíveis no ambiente marinho.
Por outro lado, manter o submarino no local e tentar selá-lo não garante segurança total a longo prazo.

Nesse sentido, especialistas consideram que nenhuma solução elimina completamente os riscos existentes.
Além disso, o local é tratado como um túmulo de guerra, o que impõe limitações éticas adicionais.

Enquanto isso, a corrosão contínua aumenta a urgência por uma decisão estratégica, antes que vazamentos se intensifiquem.

Portanto, a Noruega precisa equilibrar tecnologia, segurança ambiental e responsabilidade histórica — mas qual alternativa será capaz de evitar um impacto ambiental silencioso no fundo do oceano?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x