A startup italiana acaba de lançar o primeiro protótipo modular flutuante de energia solar, capaz de operar em ambientes marinhos extremos, suportando ondas de até 8 metros. Descubra essa inovação revolucionária
A Saipem, empresa italiana de serviços de engenharia, em parceria com sua subsidiária norueguesa Moss Maritime, anunciou o lançamento do XolarSurf, o primeiro protótipo em escala real de uma solução modular de energia solar flutuante, projetada para suportar as condições marítimas mais extremas.
O lançamento ocorreu nas instalações da Kystteknikk, fabricante local norueguês, localizado na ilha de Frøya, na Noruega. Este desenvolvimento marca um avanço importante na exploração de novas tecnologias para geração de energia limpa, especialmente em áreas offshore.
Inovação em energia solar flutuante

O XolarSurf foi desenvolvido para ser uma solução viável para a geração de eletricidade em áreas com acesso limitado à terra e onde as condições ambientais são extremamente desafiadoras, como as regiões costeiras da Noruega.
-
Navio gigante parece afundar no mar, enche tanques de água, baixa o convés e recebe uma plataforma de 91 mil toneladas que saiu da China até o Rio de Janeiro apoiada como se fosse uma carga comum
-
Duas portas flutuantes gigantes permanecem escondidas ao lado de um dos maiores portos da Europa e só fecham o caminho quando o mar ameaça levar água demais para Roterdã
-
Um navio entra em uma caixa cheia de água, as portas se fecham e, 40 minutos depois, ele sai 113 metros mais alto, em um elevador de navios chinês capaz de levantar embarcações de até 3 mil toneladas e evitar cinco eclusas
-
Depois de sumir sob o gelo da Antártida por 107 anos, navio de madeira foi encontrado a 3.008 metros de profundidade quase inteiro, filmado por robôs e protegido sem que ninguém tocasse no casco
Com capacidade de suportar ondas de até 8 metros, o protótipo é composto por flutuadores que formam “ilhas” modulares, sobre as quais são instalados painéis fotovoltaicos (PV). Cada flutuador tem o potencial de gerar entre 35 e 45 kWp de potência instalada, dependendo das condições ambientais.
Essa modularidade permite que a solução seja adaptada a diferentes ambientes e necessidades energéticas, tornando-a adequada para projetos híbridos, como parques eólicos offshore, além de fornecer energia para a crescente indústria de aquicultura, tanto em águas costeiras quanto em instalações offshore.
A flexibilidade de design do XolarSurf também possibilita sua expansão ou realocação, conforme as necessidades de energia e condições locais mudam.
Parceria tecnológica

O desenvolvimento do XolarSurf contou com a colaboração de várias empresas e especialistas da indústria, incluindo a Kystteknikk e outros subcontratados, além de uma parceria estratégica com a Equinor, empresa global de energia.
Esse esforço conjunto resultou em um protótipo que será monitorado durante um ano nas águas de Dyrvik, na ilha de Frøya, para avaliar seu desempenho e capacidade de produção. O sucesso deste teste será fundamental para determinar o próximo passo rumo à comercialização em larga escala da tecnologia.
Um dos grandes diferenciais do XolarSurf é seu processo de industrialização, que visa reduzir custos através da produção repetida e escalável. Com essa abordagem, a Saipem e seus parceiros esperam criar uma solução de energia solar competitiva no mercado offshore, onde o espaço limitado em terra e as condições ambientais adversas sempre foram um desafio.
O XolarSurf representa uma nova fronteira para o setor de energia solar, permitindo a geração de eletricidade em locais onde antes seria impossível. Além de ser uma solução ideal para regiões com acesso limitado à terra, a tecnologia flutuante pode ser integrada a outras fontes renováveis, como parques eólicos offshore, criando um sistema híbrido de geração de energia.
Essa inovação abre caminho para a adoção de sistemas de energia limpa em áreas remotas e autônomas, oferecendo uma alternativa viável para suprir a demanda energética dessas regiões. 7
Com um design robusto e modular, o XolarSurf também pode ser expandido e adaptado para futuras demandas, tornando-se uma peça essencial na transição para uma matriz energética global mais sustentável.
