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Solfácil supera 200 mil clientes financiados, movimenta mais de R$ 6 bilhões no setor solar e prepara expansão em baterias, inteligência artificial e captação de R$ 1,5 bilhão em instrumentos verdes para crescer em 2026

Escrito por Corporativo
Publicado em 12/03/2026 às 15:21
Atualizado em 12/03/2026 às 15:22
Crédito: Divulgação Solfácil
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Empresa amplia crédito para energia solar, fortalece estrutura financeira e aposta em armazenamento de energia e inteligência artificial como próximos motores de crescimento

Primeiramente, a Solfácil alcançou o marco de 200 mil clientes financiados e, ao mesmo tempo, encerrou 2025 com mais de R$ 1 bilhão em crédito concedido para projetos de energia solar.

Além disso, segundo dados divulgados pela própria empresa em 2025, este foi o maior volume anual de financiamento da história da companhia, fundada em 2018.

Desde então, a fintech já concedeu mais de R$ 5 bilhões em crédito para energia solar.

Ao mesmo tempo, também comercializou quase R$ 2 bilhões em equipamentos fotovoltaicos, o que, portanto, levou o ecossistema da empresa a movimentar mais de R$ 6 bilhões no setor de geração distribuída.

Crescimento ocorre mesmo com cenário regulatório e juros elevados

Apesar disso, 2025 foi um ano considerado desafiador para o mercado solar brasileiro.

Por um lado, juros elevados pressionaram o crédito.

Por outro lado, mudanças regulatórias no setor de energia solar também influenciaram o ritmo de expansão da geração distribuída.

Ainda assim, conforme informou a empresa ao divulgar seus resultados, a Solfácil ampliou sua carteira mantendo disciplina de crédito e qualidade financeira.

Além disso, o segundo semestre de 2025 apresentou crescimento mais acelerado, reforçando a recuperação operacional da companhia.

Segundo Guillaume Tiret, cofundador e CFO da empresa, a estratégia combinou eficiência operacional e gestão de risco.

Mesmo com o mercado mais desafiador, conseguimos crescer com disciplina de crédito e eficiência operacional”, afirmou o executivo.

Diversificação de produtos impulsiona expansão

Ao mesmo tempo, a empresa também buscou fortalecer sua atuação comercial.

Para isso, ampliou a diversificação de produtos e marcas disponíveis em sua plataforma.

Entre elas estão Huawei, Solis, Sofar e Unipower, fabricantes relevantes no setor fotovoltaico.

Além disso, a companhia também registrou ganhos importantes em eficiência logística.

Consequentemente, esse avanço contribuiu para um crescimento saudável da carteira de crédito da fintech.

Paralelamente, a empresa também passou a investir em tecnologia própria.

Entre as iniciativas, destacam-se os sistemas Solfácil Smart Pro e Solfácil Smart Home, plataformas de monitoramento de projetos solares.

Licença do Banco Central muda estratégia de financiamento

Além disso, a empresa prepara uma nova etapa de expansão institucional.

Isso ocorre porque a licença para atuar como Financeira autorizada pelo Banco Central muda o modelo de funding da companhia.

Com essa autorização, a Solfácil poderá emitir CDBs diretamente para investidores, reduzindo a dependência de estruturas financeiras mais complexas.

Consequentemente, o custo de captação pode ser reduzido ao longo do tempo.

Para 2026, o plano financeiro da empresa inclui novas emissões de instrumentos sustentáveis.

Entre as metas anunciadas estão:

Captação de pelo menos R$ 500 milhões em CDBs verdes
Emissão de mais de R$ 1 bilhão em CRIs verdes

Somadas, essas operações podem resultar em até R$ 1,5 bilhão captados ao longo do ano, dependendo das condições de mercado.

Armazenamento de energia surge como novo vetor estratégico

Enquanto isso, outro movimento relevante ocorre no mercado solar global.

Isso porque a queda no preço das baterias e as mudanças regulatórias aumentaram a demanda por soluções de armazenamento de energia.

Diante desse cenário, a Solfácil decidiu integrar financiamento e distribuição de equipamentos de armazenamento em sua plataforma.

A empresa iniciou esse movimento em 2024, com um projeto piloto no segmento de baterias.

Na ocasião, o estoque inicial foi rapidamente esgotado, sinalizando forte demanda do mercado.

Posteriormente, em março de 2025, a companhia iniciou operações em escala nesse segmento, com investimento superior a US$ 1 milhão.

Desde então, as vendas passaram a ocorrer de forma recorrente, apresentando crescimento gradual ao longo do ano.

Segundo Eduardo Neubern, COO da Solfácil, o armazenamento tende a ganhar protagonismo no setor.

A tendência é que o armazenamento se torne parte central da geração distribuída nos próximos anos e estamos preparados para isso”, afirmou o executivo.

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