Aeroportos e companhias aéreas alertam para risco de atrasos e perturbações no tráfego durante o verão europeu com a entrada do novo sistema no Espaço Schengen.
O setor aéreo da União Europeia voltou a acender o sinal de alerta nesta quarta-feira (11). Aeroportos e companhias aéreas pediram uma “revisão imediata” do novo sistema de controle de fronteiras, diante do risco de sérias perturbações no tráfego aéreo durante o verão europeu, período de maior fluxo de passageiros.
O apelo ocorre às vésperas da implementação do novo sistema de entrada e saída no Espaço Schengen. Segundo representantes do setor, a falta de ajustes e testes adequados pode provocar filas, atrasos em massa e impacto direto na experiência dos viajantes.
Além disso, o verão europeu concentra milhões de deslocamentos para férias. Por isso, qualquer falha operacional tende a se espalhar rapidamente por aeroportos interligados, afetando conexões e horários em cadeia.
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Risco de gargalos com o novo sistema
De acordo com associações que representam aeroportos e companhias aéreas, o novo modelo exige processos mais complexos de verificação, incluindo coleta de dados biométricos. No entanto, muitos terminais ainda não contam com infraestrutura suficiente para absorver esse aumento de tempo nos controles.
Como resultado, o setor teme gargalos nos pontos de imigração. Assim, atrasos na entrada de passageiros podem comprometer embarques, desembarques e a pontualidade dos voos ao longo do dia.
Enquanto isso, operadores alertam que o impacto não ficará restrito aos aeroportos mais movimentados. Pelo contrário, hubs regionais também podem sofrer, já que o sistema afeta toda a malha aérea do Espaço Schengen.
De acordo com o cronograma atual, 35% dos visitantes de países terceiros já estão registrados, e prevê-se que esta taxa atinja os 100% até 10 de abril, pouco antes do pico da temporada turística.
Apelo por revisão imediata
Diante desse cenário, o setor aéreo pede que autoridades europeias reavaliem o cronograma e a forma de implementação. Segundo os representantes, uma revisão imediata permitiria ajustes técnicos, mais testes e treinamento de pessoal antes do pico da temporada.
Além disso, o setor defende uma implantação gradual. Dessa forma, seria possível reduzir riscos operacionais e evitar caos logístico em um momento crítico para o turismo europeu.
Por outro lado, autoridades sustentam que o novo sistema fortalece a segurança e moderniza o controle de fronteiras. Ainda assim, o setor aéreo insiste que segurança e fluidez precisam caminhar juntas.
Verão europeu sob pressão
O verão europeu costuma ser o período mais intenso do calendário aéreo. Portanto, qualquer mudança estrutural tende a amplificar seus efeitos. Companhias alertam que atrasos generalizados podem gerar cancelamentos, perda de conexões e custos adicionais.
Além disso, passageiros enfrentariam tempos de espera maiores, o que pode afetar a imagem dos aeroportos e do próprio Espaço Schengen como área de livre circulação eficiente.
Por fim, o setor reforça que não se opõe ao novo sistema, mas cobra ajustes urgentes. Sem isso, as “sérias perturbações” previstas podem se tornar realidade já nas primeiras semanas do verão europeu.
