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Lenovo fecha contrato de R$ 150 milhões com a Petrobras, vende 2,5 mil computadores com chips Nvidia e mira liderança em workstations e storage no mercado brasileiro de alto desempenho

Publicado em 02/12/2025 às 22:05
Lenovo fecha contrato com a Petrobras para fornecer computador e workstation com chips Nvidia e ampliar soluções de armazenamento corporativo no Brasil.
Lenovo fecha contrato com a Petrobras para fornecer computador e workstation com chips Nvidia e ampliar soluções de armazenamento corporativo no Brasil.
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Depois de fornecer cinco supercomputadores à Petrobras por R$ 500 milhões, a Lenovo engata nova venda de workstations com chips Nvidia, aposta em produção local, mira fatia de um mercado de US$ 800 milhões e quer liderar também o segmento de storage corporativo no Brasil, com foco em grandes clientes.

A Lenovo fechou um novo contrato de R$ 150 milhões com a Petrobras, que inclui 2,5 mil computadores, dispositivos móveis, unidades de processamento gráfico e racks para o data center da petroleira. Os equipamentos, equipados com chips Nvidia, serão usados em conjunto com o supercomputador Harpia, ampliando a capacidade de computação de alto desempenho da estatal em projetos de exploração e análise de dados complexos.

Esse acordo aprofunda a relação entre as duas companhias e reforça a estratégia da Lenovo de crescer em computação avançada e armazenamento corporativo no Brasil. Depois de entregar cinco supercomputadores à Petrobras em um pacote de R$ 500 milhões, a empresa agora usa a nova venda de workstations e storage como alavanca para disputar a liderança em infraestrutura de dados de grandes empresas.

Segundo grande pacote de tecnologia para a Petrobras

O negócio recém-anunciado marca o segundo grande fornecimento da Lenovo para a Petrobras em um curto espaço de tempo.

No contrato anterior, avaliado em R$ 500 milhões, a fabricante chinesa vendeu um conjunto de cinco supercomputadores, entre eles o Harpia.

O Harpia pesa cerca de 50 toneladas e tem capacidade de processamento equivalente a 200 mil notebooks, já estando em operação desde outubro.

Os novos computadores, GPUs e racks comprados pela Petrobras agora serão integrados a essa infraestrutura, ampliando o poder de cálculo para atividades que exigem grandes volumes de dados, como simulações geológicas e projetos em águas ultraprofundas.

Segundo a Lenovo, o objetivo é atender ao crescimento contínuo da demanda da Petrobras por computação de alto desempenho e garantir mais autonomia tecnológica no processamento de dados críticos.

Esse reforço de infraestrutura também ajuda a reduzir gargalos em projetos de pesquisa e desenvolvimento da estatal.

Workstations com chips Nvidia ganham produção local

O contrato com a Petrobras se conecta diretamente ao plano de negócios da Lenovo no País. A companhia está incorporando à produção local uma nova linha de workstations voltadas ao público empresarial, incluindo modelos como P2 Tower Gen 2, P3 Tower Gen 2 e ThinkPad P16v Gen 3, todos com chips Nvidia semelhantes aos fornecidos à petroleira.

Esses equipamentos serão fabricados nas unidades brasileiras da empresa. A Lenovo possui três fábricas no País, em Manaus, Indaiatuba e Jaguariúna.

Esta última é responsável pela produção de cerca de 14 milhões de celulares por ano da marca Motorola, que faz parte do grupo.

Nos últimos 12 anos, a companhia afirma ter investido R$ 950 milhões em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, mantendo uma equipe de aproximadamente 2,1 mil funcionários.

Ao trazer a produção das novas workstations para o território nacional, a Lenovo aposta em redução de custos, ganho de escala e maior velocidade nas entregas para clientes corporativos como a Petrobras.

Mercado de workstations deve movimentar US$ 800 milhões

O segmento de computadores de alta capacidade, como as workstations, vem crescendo de forma acelerada no País. As vendas passaram de 14,6 mil unidades em 2019 para 58,3 mil em 2024, refletindo a digitalização da economia e o avanço de aplicações intensivas em dados e inteligência artificial.

Na visão da Lenovo, há espaço para continuidade desse crescimento ao longo dos próximos dez anos, ainda que em ritmo mais moderado.

A companhia enxerga potencial especialmente em setores como óleo e gás, engenharia e arquitetura, indústria de transformação, bancos, mídia e entretenimento e educação superior.

Segundo a empresa, somados, esses segmentos podem movimentar cerca de US$ 800 milhões em workstations nos próximos anos no Brasil.

O novo contrato com a Petrobras funciona como vitrine para esse mercado, já que demonstra a capacidade da Lenovo de entregar soluções completas, que vão dos supercomputadores às máquinas usadas diretamente por equipes técnicas e de engenharia.

A expectativa interna é que o negócio ajude a destravar novas vendas para outras empresas de grande porte que enfrentam desafios semelhantes em processamento de dados.

Storage vira prioridade na corrida por dados corporativos

Além de workstations e supercomputadores, a Lenovo está reforçando sua presença no mercado de storage, dedicado ao armazenamento de dados corporativos.

Trata-se de um segmento cujo faturamento anual no Brasil deve subir dos atuais US$ 260 milhões para US$ 323 milhões até 2029, impulsionado pela necessidade de guardar, proteger e acessar volumes cada vez maiores de informações.

A empresa entrou oficialmente nesse mercado em 2018 e vem registrando crescimento de receita na casa dos dois dígitos, atendendo clientes interessados em soluções para bancos de dados, backup, computação de alto desempenho, streaming de áudio e vídeo e sistemas de vigilância por câmeras, entre outros usos. O plano declarado é alcançar a liderança em storage até 2027.

Para isso, a Lenovo está trazendo ao Brasil a linha Storage DE Series, que também passará a ser produzida localmente e mira desde pequenas empresas até grandes corporações.

A combinação entre fabricação nacional, contratos relevantes como o da Petrobras e um portfólio que cobre do backup ao alto desempenho é apresentada pela companhia como o tripé para disputar a frente do mercado de armazenamento corporativo.

A estratégia se apoia em uma leitura clara sobre o papel dos dados nas empresas. Como resume Marcos Café, diretor de Soluções de Armazenamento da Lenovo na América Latina, ao afirmar que “dado é o novo ouro” e que “ninguém guarda ouro em qualquer lugar”, a empresa tenta mostrar que investir em storage próprio é também uma decisão de segurança e autonomia.

Em paralelo, há clientes que voltaram a preferir servidores internos, reduzindo a dependência exclusiva de provedores de nuvem de terceiros.

Computação avançada e Petrobras no centro da disputa

Ao unir supercomputadores, workstations com chips Nvidia e soluções de storage produzidas no Brasil, a Lenovo se posiciona para disputar diretamente os grandes projetos de infraestrutura de dados do País.

A Lenovo fechou um novo contrato de R$ 150 milhões com a Petrobras, que inclui 2,5 mil computadores, dispositivos móveis, unidades de processamento gráfico e racks para o data center da petroleira.

Os equipamentos, equipados com chips Nvidia, serão usados em conjunto com o supercomputador Harpia, ampliando a capacidade de computação de alto desempenho da estatal em projetos de exploração e análise de dados complexos.

A Petrobras, pela escala de investimentos e criticidade das operações, aparece como cliente central nessa estratégia.

Para a petroleira, o reforço na infraestrutura de computação avançada significa mais capacidade para processar modelos complexos, acelerar projetos estratégicos e reduzir riscos em decisões técnicas sensíveis.

Para a Lenovo, cada novo contrato com a Petrobras serve como selo de robustez para conquistar outros setores que também vivem a corrida pelos dados.

Agora eu quero saber de você: a Petrobras deve continuar ampliando seus próprios supercomputadores e storages, como faz com a Lenovo, ou deveria priorizar ainda mais soluções de nuvem de grandes provedores globais?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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