Mudança no tempo avança pelo Centro-Sul e reforça o monitoramento sobre chuva, instabilidade e variação atmosférica em diferentes regiões do país, em uma semana marcada pela atuação combinada de sistemas meteorológicos sobre áreas onde junho costuma registrar comportamento climático mais limitado.
O segundo ciclone extratropical previsto para influenciar o Brasil nesta semana deve se formar na sexta-feira (12), após o deslocamento de uma área de baixa pressão para o oceano, nas proximidades da costa da Região Sul.
Integrado a uma sequência de instabilidades, o sistema deve provocar chuva em 10 estados do Centro-Sul, segundo a Meteored, com impactos previstos no Sul, no Sudeste e em parte do Centro-Oeste.
A mudança no tempo começou a ganhar força entre o início e o meio da semana, em razão da atuação de áreas de instabilidade, frentes frias e baixas pressões atmosféricas sobre o país.
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De acordo com o Inmet, a semana de 08 a 15 de junho de 2026 tem previsão de chuva na Região Sul durante todo o período, além de precipitação em São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro entre os dias 11 e 13 de junho, associada à passagem de uma frente fria.
Ciclone extratropical muda o tempo no Centro-Sul
O primeiro ciclone extratropical da semana teve origem a partir de uma baixa pressão que atuou sobre o Rio Grande do Sul e avançou para o oceano na terça-feira (09).
Mesmo sem indicação de grande potencial de transtornos pelo vento, conforme a previsão consultada, o sistema ajudou a reorganizar a umidade e abriu caminho para uma nova área instável entre Mato Grosso do Sul e Paraguai.
Na quarta-feira (10), essa nova região de instabilidade passou a se fortalecer sobre o Centro-Sul do país, ampliando a condição para chuva em áreas já sob influência da mudança no padrão atmosférico.
A previsão indicou chuva de intensidade moderada a forte no sul de Mato Grosso do Sul, noroeste do Paraná e oeste de São Paulo, com risco de tempestades especialmente em áreas sul-mato-grossenses.
Durante a quinta-feira (11), a formação de uma baixa pressão sobre o Centro-Sul aumenta o potencial para chuva em diferentes áreas, de acordo com os dados meteorológicos disponíveis para o período.
O risco se concentra no norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste e norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e setores de São Paulo.
Segundo sistema ganha força na sexta-feira
A partir da sexta-feira (12), a baixa pressão deve se deslocar para o oceano e dar origem ao segundo ciclone extratropical da semana, conforme a previsão meteorológica citada.
Na madrugada e pela manhã, o sistema permanece próximo à costa sul-brasileira, condição que favorece chuva moderada a forte no leste do Rio Grande do Sul, centro-leste de Santa Catarina, leste do Paraná e em áreas do norte, centro e leste de São Paulo.
A circulação associada ao sistema também favorece a organização de uma frente fria, que deve alterar as condições do tempo em parte do Sudeste e do Centro-Oeste ao longo da sexta-feira.
Embora a frente seja classificada como de fraca intensidade pela previsão, ela deve ser suficiente para provocar pancadas isoladas no sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e centro-sul de Mato Grosso.
No decorrer da sexta-feira, o ciclone tende a amadurecer e atrair a umidade para sua circulação, o que altera a distribuição das áreas de chuva sobre o Centro-Sul do país.
Com essa reorganização, a chuva perde força em parte da Região Sul, enquanto a frente fria associada ao sistema avança para novas áreas e mantém instabilidades sobre o Sudeste.
Chuva acima do padrão previsto para junho
A Meteored aponta que o padrão de chuva esperado para a semana é atípico para esta época do ano no Centro-Sul do Brasil, considerando a climatologia do mês de junho.
Nesta época do ano, parte das áreas afetadas costuma registrar tempo mais seco, principalmente no interior do Sudeste e no Centro-Oeste, o que torna os acumulados previstos acima do comportamento médio do período, segundo a avaliação meteorológica citada.
Em São Paulo, a previsão indica que os volumes podem chegar a 100 mm até o fim de semana em áreas do interior e do noroeste paulista.
A condição foi associada à atuação de uma nova frente fria, que deve aumentar o risco de temporais e rajadas de vento em parte da Região Sudeste.
O Inmet também prevê acumulados expressivos na Região Sul, com possibilidade de até 150 mm no noroeste do Rio Grande do Sul ao longo da semana.
Para o Centro-Oeste, o instituto indica chuvas pontuais e baixos acumulados, com precipitação possível no noroeste de Mato Grosso e no centro-sul de Mato Grosso do Sul.
Estados na área de influência do ciclone
Ao todo, os efeitos combinados das instabilidades, da frente fria e do segundo ciclone devem alcançar 10 estados, conforme a área de influência descrita nas previsões meteorológicas.
No Sul, a mudança no tempo envolve Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com risco de chuva mais intensa entre quinta-feira (11) e sexta-feira (12) em áreas específicas dos três estados.
No Sudeste, São Paulo deve concentrar parte dos maiores volumes previstos, enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo entram na área de influência da frente fria ao longo da sexta-feira.
Em Minas, a chuva deve atingir principalmente áreas do centro-sul, Triângulo Mineiro e, mais tarde, o nordeste do estado, conforme o avanço do sistema associado à frente fria.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás aparecem na área de instabilidade associada ao sistema, mas com diferenças relevantes na intensidade prevista para cada área.
Ainda assim, a previsão do Inmet é mais cautelosa para a região, ao indicar precipitação pontual e baixos acumulados durante a semana, com tempo mais firme em Goiás e no Distrito Federal.
A combinação entre ciclones, baixa pressão e frente fria deve manter a atmosfera mais instável no Centro-Sul até o fim da semana, segundo as previsões consultadas.
Mesmo com diferenças entre os cenários previstos por região, os órgãos e serviços meteorológicos indicam possibilidade de chuva forte, temporais isolados, rajadas de vento e transtornos pontuais em áreas urbanas e rodovias.

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