Com taxa anual de desemprego em 5% em 2025, São Paulo registra o menor índice desde 2012, supera médias nacional e do Sudeste, amplia emprego formal, reduz informalidade para 29% e atinge rendimento médio de R$ 4.190 no período analisado
O estado de São Paulo registrou taxa anual de desemprego de 5% em 2025, a menor em 13 anos desde 2012, segundo o IBGE e a Fundação Seade, com recuo frente a 2024 e desempenho abaixo da média nacional e regional.
A taxa de desemprego de 5% em 2025 representa a menor marca da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os dados foram disponibilizados pelo IBGE e divulgados pela Fundação Seade.
O desemprego paulista ficou abaixo da média nacional de 5,6% e da região Sudeste, que registrou 5,3% no mesmo período. O resultado consolida a trajetória de queda do desemprego no estado ao longo dos últimos anos.
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De 2024 para 2025, a taxa de desemprego caiu 1,2 ponto percentual. Na comparação entre 2023 e 2025, a redução foi de 2,5 pontos percentuais. Em relação a 2022, a queda acumulada foi de 4,1 pontos percentuais.
Desemprego atinge menor patamar anual desde 2012
A série histórica mostra que o desemprego em São Paulo passou de 14,4% em 2021 para 9,1% em 2022, 7,5% em 2023, 6,2% em 2024 e 5% em 2025. Trata-se do menor índice anual desde o início da pesquisa.
Entre 2012 e 2014, as taxas variaram entre 7,2% e 7,4%. A partir de 2015, o desemprego subiu e alcançou 14,4% em 2017 e 2021. Desde então, houve recuo contínuo até o nível registrado em 2025.
Segundo o governador Tarcísio de Freitas, os resultados estão ligados ao compromisso de modernização da máquina pública desde o início do governo. Ele afirmou que o ambiente de negócios contribui para a geração de postos de trabalho.
Desemprego e mercado formal apresentam movimentos opostos
Enquanto o desemprego recuou, a população ocupada com carteira assinada subiu 5,2% de 2024 para 2025. No mesmo período, o contingente sem carteira assinada caiu 8,7%.
A taxa anual de informalidade foi de 29% da população ocupada em São Paulo, a terceira menor entre os estados. O índice ficou abaixo da média nacional de 38,1% e da região Sudeste, de 33%.
No rendimento médio real habitual, o estado registrou R$ 4.190 em 2025, acima da média nacional de R$ 3.560 e da média do Sudeste, de R$ 3.958. O valor superou ainda Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
Os dados seguem as diretrizes do programa São Paulo na Direção Certa, que estabelece metas para ampliar a eficiência do Estado, atrair investimentos e gerar oportunidades.
Desemprego no quarto trimestre também bate recorde da série
No quarto trimestre de 2025, de outubro a dezembro, o desemprego foi de 4,7%, também o menor da série iniciada em 2012. O índice ficou abaixo do nacional, de 5,1%, e do Sudeste, de 4,8%.
O total de pessoas ocupadas com carteira assinada no setor privado atingiu 11,593 milhões, alta de 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No país, eram 39,409 milhões. O estado concentrou 30% desse total.
O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 82,2%, segundo maior do país. No Brasil, o índice foi de 74,4%.
O total de pessoas ocupadas no estado chegou a 24,576 milhões, alta de 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,3% na comparação anual. Foi o maior número da série histórica desde 2012.
O número de desocupados era de 1,212 milhão, queda de 9,3% ante o trimestre anterior e de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o menor patamar registrado em todos os trimestres desde 2012.
Desemprego trimestre a trimestre mostra trajetória de queda
Em 2025, o desemprego foi de 6,3% no 1º trimestre, 5,1% no 2º, 5,2% no 3º e 4,7% no 4º trimestre. Em 2024, variou de 7,4% no 1º trimestre a 5,9% no 4º.
Em 2023, as taxas foram de 8,5%, 7,8%, 7,2% e 6,9% ao longo dos quatro trimestres. Em 2022, foram registrados 9,2% no 2º trimestre, 8,7% no 3º e 7,7% no 4º.
Em 2020, no 1º trimestre, o desemprego foi de 12,3%, com impacto da pandemia na pesquisa. Em 2019, as taxas variaram de 13,6% no 1º trimestre a 11,6% no 4º.
Entre 2018 e 2016, os índices oscilaram entre 14,1% e 12,2%. Em 2015, o desemprego subiu de 8,6% no 1º trimestre para 10,2% no 4º. Em 2014, variou entre 7,1% e 7,3%.
Em 2013, o desemprego ficou entre 7,8% e 6,6%. Em 2012, primeiro ano da série, os índices foram de 7,8% no 1º trimestre e 6,8% no 4º trimestre, marcando o início da trajetória historica do levantamento.

Mais uma vez o Brasil que está quebrando segundo a narrativa da direita kkkkkk