Projeto redesenha a travessia da serra com novo traçado, túneis extensos e foco em segurança operacional.
O governo de São Paulo e a concessionária Ecovias Imigrantes avançam no planejamento da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), uma nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista desenhada para ampliar a capacidade do Sistema Anchieta-Imigrantes.
O traçado prevê um conjunto de túneis que somam cerca de 17 quilômetros, equivalente a aproximadamente 80% do percurso, e inclui um túnel com perto de 6 quilômetros, projetado para ser o maior túnel rodoviário do país.
A nova pista, com aproximadamente 21,5 quilômetros de extensão, está em fase de detalhamento técnico.
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O projeto básico já foi concluído e o projeto executivo segue em elaboração, etapa que define com precisão soluções de engenharia, métodos construtivos e parâmetros operacionais.
A previsão mais citada para entrega é 2031, embora o cronograma dependa do avanço das fases de projeto e do licenciamento ambiental.
Traçado da terceira pista da Imigrantes entre planalto e Baixada
O desenho apresentado para a terceira pista parte do km 43 da Rodovia dos Imigrantes, no trecho de serra, com acesso facilitado para quem chega pelo Rodoanel Mário Covas (SP-021).

Do outro lado, já na Baixada, a conexão está prevista para ocorrer no km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055), nas proximidades do polo industrial de Cubatão.
Ao longo do caminho, a proposta combina trechos subterrâneos com estruturas elevadas.
Além dos 17 quilômetros em túneis, o projeto considera cerca de 4 quilômetros de viadutos, solução adotada para vencer a topografia da Serra do Mar e reduzir intervenções diretas em superfície ao longo do corredor.
Túnel de 6 km e obras subterrâneas na Serra do Mar
O trecho mais marcante do pacote é o túnel com aproximadamente seis quilômetros, citado pelo governador Tarcísio de Freitas como o mais longo entre os túneis rodoviários do Brasil.
Por causa dessa dimensão, a estrutura se torna o elemento central do projeto, tanto pelo desafio técnico quanto pela necessidade de incorporar sistemas de segurança, ventilação e operação compatíveis com longos segmentos subterrâneos.
A aposta em um traçado predominantemente em túneis também responde ao caráter sensível da região em que a rodovia atravessa a Serra do Mar.
Ao concentrar a maior parte do percurso no subsolo, o projeto procura limitar a abertura de novos caminhos e frentes de obra em áreas de vegetação, mantendo o corredor mais “contido” do ponto de vista físico.
Inclinação de 4% e logística de caminhões até Cubatão
Outro ponto destacado pela concessionária é a inclinação média prevista, de cerca de 4%, pensada para oferecer condições mais estáveis de circulação a veículos pesados.
Na prática, a geometria do traçado busca tornar o fluxo de caminhões e ônibus mais previsível e seguro na descida até Cubatão, área estratégica pela proximidade com o polo industrial e com os acessos ao Porto de Santos.
Por esse desenho, a terceira pista nasce com vocação logística: ela foi concebida para atender, sobretudo, a demanda de transporte de carga entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada.
Ao mesmo tempo, a nova ligação passa a funcionar como alternativa operacional dentro do sistema, ampliando a margem de manobra em períodos de grande movimento.
Túneis paralelos de emergência e segurança no Sistema Anchieta-Imigrantes
Por operar majoritariamente no subsolo, o projeto incorpora uma camada extra de segurança.
A Ecovias Imigrantes informa que o trecho subterrâneo contará com túneis paralelos de emergência, planejados para servir como rota alternativa em casos de ocorrências graves e para permitir evacuação mais rápida em situações críticas.
Essas galerias também devem facilitar o acesso de equipes de resgate, ponto considerado essencial em uma rodovia com longos segmentos subterrâneos.
A concepção busca reduzir o tempo de resposta quando há pane, incêndio ou qualquer evento que exija isolamento de um trecho, oferecendo caminhos dedicados para apoiar a operação.
Investimento bilionário e etapa atual do projeto executivo
As estimativas divulgadas para o investimento variam conforme a fonte e o momento das declarações.
Parte das informações públicas fala em cerca de R$ 6 bilhões, enquanto o governador já mencionou valor aproximado de R$ 8 bilhões em declarações mais recentes.
Como se trata de uma obra ainda em desenvolvimento de projeto, os números podem oscilar até que o executivo seja finalizado e os contratos de execução estejam definidos.
No estágio atual, a concessionária concentra esforços no detalhamento técnico e na preparação das etapas necessárias para o licenciamento ambiental.
É esse conjunto de entregas que costuma determinar quando a obra pode, de fato, entrar em fase de construção em larga escala, especialmente em projetos com presença extensa de túneis e obras de arte especiais.
Com um traçado desenhado para redistribuir o fluxo de caminhões, reforçar a segurança em trechos de serra e criar uma ligação adicional até Cubatão, a terceira pista promete mudar a forma como o Sistema Anchieta-Imigrantes absorve picos de demanda; na sua visão, qual deve ser a prioridade quando a obra começar a impactar o dia a dia de quem usa a serra, a logística de cargas ou o turismo da Baixada?


Precisa de investimento na malha ferroviária. Tirar caminhões e ônibus isso sim. Acho que sairia até mais barato
É preciso fazer ligação de São Paulo para as praias de Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, ou seja continuará a mesma coisa, Praia Grande ficará travada.