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Samsung Galaxy S26 Ultra chega ao Brasil com tela que bloqueia curiosos, Snapdragon 8 Elite, 16 GB de RAM, 1 TB de armazenamento e vídeo em 8K enquanto promete ser o Android mais completo já lançado pela marca

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 02/03/2026 às 12:33
Assista o vídeoSamsung Galaxy S26 Ultra chega com tela de privacidade, vídeo em 8K e câmeras refinadas para disputar o Android mais completo da marca.
Samsung Galaxy S26 Ultra chega com tela de privacidade, vídeo em 8K e câmeras refinadas para disputar o Android mais completo da marca.
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Apresentado na Casa Conectada da Samsung em São Paulo, o Samsung Galaxy S26 Ultra desembarca com opções de até 1 TB, carregamento com fio de 60 W, gravação em 8K, Galaxy AI ampliada e uma tela com modo de privacidade exclusivo que bloqueia curiosos ao redor em qualquer ângulo de visão.

O Samsung Galaxy S26 Ultra chega ao Brasil cercado por um discurso de evolução seletiva, não de ruptura completa. À primeira vista, ele preserva muito do que já colocava a linha Ultra no topo da Samsung, mas acrescenta mudanças que mexem com conforto, privacidade, vídeo e processamento, tentando responder à crítica mais comum lançada sobre a nova geração: a de que teria mudado pouco.

No contato inicial em São Paulo, o aparelho mostrou que a Samsung preferiu refinar pontos muito específicos do que reinventar a fórmula inteira. A tela com bloqueio lateral de visualização, o Snapdragon 8 Elite no modelo Ultra brasileiro, a gravação em 8K e os novos recursos de estabilização pesam a favor, enquanto bateria de 5.000 mAh e a S Pen sem Bluetooth deixam claro que nem toda demanda antiga foi atendida.

Design mais fino, formato menos agressivo e uma tela que muda a conversa

Samsung Galaxy S26 Ultra chega com tela de privacidade, vídeo em 8K e câmeras refinadas para disputar o Android mais completo da marca.

A primeira mudança perceptível do Samsung Galaxy S26 Ultra está no corpo. O aparelho ficou mais fino, mais confortável na mão e menos agressivo no desenho, aproximando o módulo de câmeras e o formato geral do restante da linha S.

A intenção é clara: reduzir a sensação de “trambolho” que sempre acompanhou parte da família Ultra, herdada do passado mais quadrado da era Note. A Samsung tentou deixar o topo de linha menos intimidante sem abrir mão da identidade premium.

Mesmo com essa busca por ergonomia, a empresa manteve a S Pen integrada. Ela continua presente no corpo do aparelho, mas segue sem Bluetooth, repetindo a decisão já adotada na geração anterior.

Isso significa que o acessório permanece útil para escrita, anotação e precisão na navegação, mas continua sem funções como controle remoto para câmera ou apresentações, recursos que parte dos usuários ainda lamenta ter perdido.

O ponto realmente novo, porém, está na tela. O Samsung Galaxy S26 Ultra preserva a tecnologia antirreflexo, que já reduz bastante o incômodo da luz direta, mas ganha um modo de privacidade que faz algo mais incomum: dificulta fortemente a visualização do conteúdo por quem está ao lado.

Na prática, o usuário continua vendo a interface normalmente de frente, enquanto a leitura lateral cai de forma acentuada. É uma resposta direta para quem sempre recorreu a películas de privacidade para proteger aplicativos de banco, mensagens ou redes sociais.

Esse recurso ainda oferece dois níveis de intensidade e pode ser ativado de forma geral no sistema ou apenas em apps específicos. A limitação importante é que ele existe só no Ultra.

Segundo a explicação apresentada, não se trata de uma função que possa chegar depois por software, porque depende da própria construção física da tela. Em outras palavras, Plus e modelo padrão ficam fora dessa novidade.

Potência máxima, versões amplas e uma bateria que não avançou

Samsung Galaxy S26 Ultra chega com tela de privacidade, vídeo em 8K e câmeras refinadas para disputar o Android mais completo da marca.

No Brasil, o Samsung Galaxy S26 Ultra chega com o Snapdragon 8 Elite de quinta geração, enquanto os modelos S26 e S26 Plus usam o Exynos 2600.

Essa escolha separa claramente o Ultra do restante da linha e reforça a posição do aparelho como a versão mais completa da família. Em memória e armazenamento, a apresentação mostrou uma configuração de até 1 TB com 16 GB de RAM, além das versões de 256 GB e 512 GB.

Essa ficha técnica ajuda a sustentar a proposta de longevidade. O aparelho sai de fábrica com Android 16 e promessa de sete anos de atualizações de sistema e de interface One UI, o que amplia bastante a vida útil para quem pensa em permanecer mais tempo com o mesmo telefone.

Num mercado em que top de linha virou investimento prolongado, esse ciclo de atualização pesa tanto quanto câmera ou processador.

Do outro lado, a bateria não acompanhou o mesmo ritmo de novidade. O Samsung Galaxy S26 Ultra continua com 5.000 mAh, exatamente como o S25 Ultra. A justificativa apresentada passa por cautela técnica e pela decisão de ainda não adotar baterias de silício-carbono, tecnologia que vem aparecendo em concorrentes chinesas.

O resultado é conservador: a Samsung melhora processamento, tela e vídeo, mas mantém a capacidade energética no mesmo patamar.

No carregamento, a situação ficou mais ambígua. O aparelho agora suporta 60 W com fio e 25 W sem fio, o que acelera a reposição de carga, mas o material mostrado na apresentação incluiu carregador de 25 W, não o de potência máxima.

O ganho existe, mas continua acompanhado daquela sensação recorrente de que a empresa poderia ter ido um pouco além no kit e na bateria ao mesmo tempo.

Galaxy AI mais integrada e um sistema que tenta agir antes do comando

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A Samsung voltou a empurrar a inteligência artificial para o centro da experiência, mas agora com uma abordagem mais difusa e menos baseada apenas em comando direto. Além da Bixby e do Gemini, a marca integrou a Perplex ao sistema, enquanto o Galaxy AI segue expandindo funções já conhecidas.

A promessa é que o Samsung Galaxy S26 Ultra entenda melhor o uso cotidiano e entregue soluções de forma mais automática, sem esperar a ordem explícita do usuário a todo momento.

Essa integração é relevante porque tenta mudar a percepção de IA no celular. Em vez de ser só um catálogo de ferramentas espalhadas em menus, ela passa a atuar como camada distribuída por diferentes partes do sistema.

A ambição da Samsung é fazer a IA parecer menos recurso isolado e mais comportamento geral do aparelho. Isso inclui desde rotinas de uso até recursos multimídia e edição.

Na galeria e no consumo de vídeo, a marca também ampliou funções. O cancelamento de ruído, que antes ficava restrito ao conteúdo armazenado localmente, agora aparece também em aplicativos como YouTube, Netflix e Instagram.

Isso não transforma o aparelho em um estúdio de áudio portátil, mas melhora bastante a experiência para quem consome vídeo em ambientes barulhentos e quer reduzir ruído externo de forma prática.

No cotidiano, outro detalhe técnico importante é a flexibilidade de chip. O Samsung Galaxy S26 Ultra aceita eSIM, chip físico ou combinações entre ambos, algo relevante para quem trabalha com duas linhas ou alterna uso pessoal e profissional.

Não é um recurso chamativo como câmera ou IA, mas segue sendo um elemento prático que conta muito no uso real.

Câmeras mais maduras, abertura maior e vídeo com recursos de ação

A base da fotografia continua forte. O Samsung Galaxy S26 Ultra mantém a câmera principal de 200 megapixels, mas a Samsung mexeu em algo menos visível e mais importante para a imagem: a abertura.

Segundo a apresentação, a câmera principal agora trabalha em f/1.4, permitindo entrada maior de luz. Isso tende a melhorar desempenho em cenas difíceis, reduzir ruído e dar ao processamento mais material para trabalhar, especialmente em baixa luminosidade.

O conjunto traseiro segue com ultra-wide de 0,6x, câmera principal em 1x, lentes dedicadas para 3x e 5x, e zoom que pode ir até 100x. A mudança, portanto, não foi uma explosão de megapixels novos, mas um refinamento de captura e processamento.

O próprio processador entra nessa conta, porque o salto de plataforma ajuda no pós-processamento e na forma como o aparelho interpreta cada cena.

Em vídeo, o aparelho abre mais espaço para argumento de evolução. O Samsung Galaxy S26 Ultra grava em 8K a 30 fps em diferentes câmeras e adiciona recursos que deixam o pacote mais versátil.

Entre eles, estão um modo de estabilização avançado para movimentos mais bruscos, um bloqueio de horizonte em 360 graus e um enquadramento automático que acompanha o objeto selecionado.

É um pacote que aproxima o celular de usos mais criativos e dinâmicos, inclusive para quem grava andando, pedalando ou fazendo movimentos menos previsíveis.

Esses modos, porém, não funcionam sempre na resolução máxima. Algumas funções ficam limitadas a 4K a 30 fps, o que mostra que a Samsung ampliou possibilidades, mas ainda faz concessões quando mistura resolução alta, rastreamento e estabilização extrema.

Na câmera frontal, não houve revolução em megapixels, mas a explicação apresentada aponta melhorias de interpretação e recorte graças a um coprocessador dedicado ao tratamento de imagem.

Resistência, cores e o esforço para parecer completo em quase tudo

O aparelho mantém IP68, o que significa resistência à água doce e poeira dentro do padrão já esperado para a categoria. A observação é importante porque a própria apresentação reforçou o limite: água salgada continua sendo fator corrosivo e não entra nessa promessa de resistência.

É um detalhe conhecido, mas necessário num aparelho que tenta se vender como robusto em quase todas as frentes.

Em cores, o Samsung Galaxy S26 Ultra aparece no Brasil em quatro opções mostradas: branco, violeta, preto e um azul que, sob certas luzes, se aproxima do verde.

A proposta visual parece menos extravagante do que em outras gerações, o que combina com a estratégia de design mais limpo e menos agressivo. É um top de linha que tenta parecer sofisticado sem precisar gritar isso o tempo todo.

Esse esforço pela imagem de completude aparece também no discurso geral do aparelho. O celular quer ser potente, inteligente, confortável, seguro e versátil em câmera, mas não escapa de escolhas que ainda geram cobrança.

A manutenção da bateria de 5.000 mAh e a ausência de Bluetooth na S Pen continuam sendo dois dos pontos mais fáceis de atacar num produto que, no restante, tenta fechar quase todos os flancos.

Ainda assim, o saldo inicial é difícil de chamar de estagnação pura. Há mudanças concretas na tela, no vídeo, no processador e na forma como a Samsung empurra IA para dentro do sistema.

O Samsung Galaxy S26 Ultra não rompe com o passado, mas também não cabe direito na caricatura de “mais do mesmo”.

O Samsung Galaxy S26 Ultra chega ao Brasil tentando reforçar a posição de Android mais completo da marca sem depender de uma revolução visual ou de uma ficha técnica absurdamente diferente em todos os pontos.

A estratégia foi outra: melhorar ergonomia, investir numa tela que resolve um problema cotidiano pouco explorado pelos rivais, refinar o conjunto de câmeras e ampliar a presença da IA no sistema.

Ao mesmo tempo, o aparelho conserva limites que impedem um consenso automático. A bateria não evoluiu, a S Pen segue sem Bluetooth e parte do brilho da experiência depende de recursos muito específicos do Ultra, não da linha toda.

Se você tivesse que escolher o que realmente pesa num topo de linha desse nível, apostaria mais na tela com privacidade, no pacote de vídeo e câmera, ou cobraria da Samsung primeiro uma bateria maior antes de qualquer outra novidade?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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