O gasoduto “Poder da Sibéria 2” fará da China o maior cliente de energia da Rússia, substituindo de vez o mercado europeu perdido após a guerra na Ucrânia.
Segundo o portal IstoÉ Dinheiro, nesta terça-feira (2 de setembro de 2025), Rússia e China assinaram em Pequim um acordo vinculante para a construção do gasoduto Poder da Sibéria 2, considerado o maior projeto de capital da indústria mundial de gás. O entendimento foi firmado entre a estatal russa Gazprom e a China National Petroleum Corporation (CNPC), com presença dos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, reforçando a aliança estratégica entre Moscou e Pequim.
Na prática, o projeto redireciona para a China o volume de gás que a Rússia exportava para a Europa, mercado praticamente perdido após as sanções internacionais decorrentes da guerra na Ucrânia. O movimento consolida Pequim como principal cliente energético de Moscou, ao mesmo tempo em que garante à China fornecimento estável e competitivo.
Por que o Poder da Sibéria 2 é estratégico?
O gasoduto Poder da Sibéria 2 será um dos maiores empreendimentos energéticos do planeta. Estimado em milhares de quilômetros de extensão, o duto permitirá à Rússia escoar para a Ásia volumes equivalentes aos que antes abasteciam o mercado europeu. Essa mudança representa uma guinada estrutural no comércio de gás global, reforçando a dependência mútua entre os dois países.
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Para a Rússia, o projeto é a resposta mais concreta às perdas causadas pelas sanções ocidentais. Ao fechar a porta da Europa, Moscou abre uma nova frente comercial com Pequim, que se torna seu cliente mais importante. Já para a China, trata-se de ampliar a segurança energética em um momento de forte crescimento da demanda industrial e urbana.
O que foi assinado além do gasoduto?
O encontro entre Rússia e China resultou na assinatura de 22 documentos adicionais de cooperação, de acordo com a agência russa Tass. Entre eles está um Acordo de Cooperação Estratégica em energia, que prevê expansão da parceria em setores como petróleo, carvão e novas tecnologias energéticas.
Segundo o CEO da Gazprom, Alexey Miller, o Poder da Sibéria 2 “será um marco para a indústria global de gás”, não apenas pelo tamanho, mas pela reconfiguração das rotas de exportação. A consolidação dessa aliança energética reforça a posição dos dois países frente às potências ocidentais.
Qual o impacto geopolítico?
O fortalecimento da parceria entre Rússia e China vai além da energia. O acordo sinaliza que Moscou encontrou em Pequim um aliado capaz de absorver parte relevante de sua produção de gás, reduzindo a vulnerabilidade causada pelo isolamento europeu. Já a China ganha previsibilidade de abastecimento, condição essencial para sustentar sua expansão econômica.
Esse realinhamento energético também pressiona o equilíbrio geopolítico global. Enquanto EUA e União Europeia buscam diversificação e transição para fontes renováveis, Rússia e China reforçam sua cooperação bilateral em combustíveis fósseis, consolidando um eixo alternativo no mercado internacional de energia.
O acordo entre Rússia e China para o gasoduto Poder da Sibéria 2 é um divisor de águas no setor energético. De um lado, Moscou garante destino para seu principal produto de exportação; de outro, Pequim assegura fornecimento em larga escala e a preços competitivos. O impacto não é apenas econômico, mas também geopolítico, aproximando ainda mais os dois países em um cenário de fragmentação global.
Você acredita que essa aliança entre Rússia e China pode redesenhar o mapa da energia mundial? Ou o Ocidente ainda terá meios de conter essa parceria? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir diferentes visões sobre esse movimento estratégico.

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