Construção da Ponte Giratória revelou risco iminente de queda, segundo João Campos. Intervenção segue até março de 2026 no Recife.
A Ponte Giratória, uma das vias mais simbólicas do Recife, permanece interditada desde 2023 após técnicos identificarem falhas sérias na construção, o que colocava o equipamento em risco de desabamento.
A situação foi revelada pelo prefeito João Campos, que afirmou que a ponte poderia ter caído caso continuasse operando normalmente. A previsão atual de reabertura é março de 2026.
O alerta foi detalhado em entrevista na Rádio Folha FM, quando João Campos explicou que a decisão de fechar a ponte se baseou em laudos feitos por um especialista de referência no Estado.
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O prefeito reforçou que a medida, apesar de impopular, se tornou necessária para garantir segurança e evitar uma tragédia semelhante às já registradas em outras cidades brasileiras.
“Tinha um risco iminente da ponte ter caído. Se nós não tivéssemos feito isso, a ponte podia ter caído”, afirmou o prefeito.
Falhas graves foram descobertas durante a obra inicial
A intervenção na Ponte Giratória começou em setembro de 2023. Inicialmente, seria uma obra simples, com prazo de apenas quatro meses.
Entretanto, durante a etapa de quebra do concreto, equipes identificaram que parte dos cabos de aço da área protendida estava completamente corroída.
Segundo João Campos, o problema só foi percebido quando a estrutura foi aberta.
“Com 65% da obra concluída, foi feito um processo de quebra do concreto para colocar uma armadura de ferro. Quando o concreto foi quebrado, foi identificado que cabos de aço da área protendida da ponte… tinham desaparecido. Ele foi 100% corroído. A ferrugem comeu ele inteiro”, explicou.
Dessa forma, foi necessária uma nova licitação. O investimento, que era de R$ 9,4 milhões, passou para R$ 14,3 milhões.
Além disso, foi preciso realizar mais de 30 ensaios estruturais antes de avançar para a nova etapa de construção.

Importância da Ponte Giratória e impacto no trânsito do Recife
Com extensão de 195,25 metros e função estratégica entre os bairros do Recife e São José, a Ponte Giratória é considerada vital para a mobilidade do centro da cidade.
Ela também serve como rota alternativa para a Zona Sul, além de receber grande fluxo de pedestres diariamente.
Por isso, desde o fechamento, o trânsito da região enfrenta congestionamentos constantes. A prefeitura precisou reorganizar o esquema viário, mas motoristas continuam relatando lentidão, especialmente nos horários de pico. Mesmo assim, João Campos lembra que a prioridade é evitar riscos.
“Quando descobriu, imediatamente o projetista disse que era preciso parar 100% do fluxo de carros sobre a ponte para que a gente possa fazer mais de 30 ensaios”, disse.
Risco comparado ao desabamento da ponte no Tocantins
Durante a entrevista, João Campos citou o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava Tocantins e Maranhão e deixou 14 mortos em 2024.
Para ele, a falta de intervenções preventivas contribuiu diretamente para a tragédia.
O prefeito comparou o cenário ao que poderia ter acontecido no Recife caso a Ponte Giratória não fosse fechada.
“Imagina o que seria um sábado ou domingo de Carnaval… 2 mil pessoas em cima da ponte e a ponte cai. Podia ter acontecido isso. A gente não pode achar que isso é normal”, afirmou.
Quando a Ponte Giratória será reaberta
Segundo a Prefeitura do Recife, a obra da ponte deve ser concluída em março de 2026. João Campos garante que, apesar do transtorno causado pela interdição, o resultado será uma estrutura segura e preparada para décadas de uso.
“Agora a gente vai inaugurar a ponte na virada do ano. Ela vai estar segura, reestabelecida, e não vai acontecer aquilo que aconteceu no Tocantins”, completou.

Concordo plenamente com o prefeito manutenção e o nome da segurança, parar fazer a manutenção preventiva, melhor, que ter que construir uma nova depois de acidente com vítimas parabéns