Hatch da Dacia segue no centro da estratégia europeia da Renault, em meio à transição para novas motorizações e mudanças no mercado automotivo, com expectativa de atualização relevante para um dos modelos mais conhecidos da marca.
Sandero híbrido na estratégia da Dacia
O Renault Sandero deixou de ser vendido no Brasil em 2025, mas continua em linha na Europa em sua terceira geração, onde é um dos modelos mais relevantes da Dacia, marca do Grupo Renault.
A próxima geração do hatch está confirmada e deverá ampliar a eletrificação da gama, com a previsão de uma versão híbrida.
Por outro lado, uma configuração totalmente elétrica ainda não deve chegar no mesmo momento.
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As informações publicadas pela imprensa europeia indicam que o Sandero continuará no centro da estratégia da Dacia nos próximos anos.
A marca trabalha com a proposta de oferecer carros mais acessíveis que os modelos da Renault em vários mercados do continente.
Dentro dessa lógica, a eletrificação do hatch deve avançar de forma gradual, sem uma mudança imediata para uma linha exclusivamente elétrica.
Esse posicionamento ajuda a explicar por que a fabricante tem tratado o Sandero como um modelo estratégico.
A Dacia atua em um segmento de preços mais baixos e, por isso, adota um ritmo próprio na transição energética.
Em vez de concentrar a oferta apenas em veículos elétricos, a empresa vem apostando em diferentes soluções de motorização para atender exigências de emissões sem se afastar de sua faixa de mercado.
Nova geração do Sandero e proposta multienergia
Nesse cenário, a futura geração do Sandero deve seguir a proposta chamada pela própria marca de “multienergia”.
O termo tem sido usado pela Dacia para se referir à convivência de diferentes tipos de motorização na linha.
Isso inclui versões a combustão, sistemas híbridos e, mais adiante, uma opção elétrica, conforme declarações já dadas pela direção da empresa à imprensa internacional.

Embora a Dacia ainda não tenha detalhado qual conjunto será usado no novo Sandero, a marca já oferece na Europa um modelo híbrido que serve de referência para essa transição.
Desde 2023, o Jogger conta com uma versão equipada com motor 1.6 a gasolina e sistema híbrido pleno.
O conjunto combina motor térmico, unidade elétrica e bateria de 1,2 kWh, solução que marca a entrada da Dacia nesse tipo de tecnologia.
Esse sistema já mostrou como a marca pretende avançar na eletrificação sem abandonar sua proposta de custo mais baixo.
Ainda assim, não há confirmação oficial de que o Sandero adotará exatamente a mesma configuração do Jogger.
Até agora, o que se sabe com segurança é que a próxima geração do hatch deverá ter alguma forma de hibridização, mas os dados técnicos ainda não foram divulgados pela fabricante.
Ao mesmo tempo, o grupo também estuda alternativas de eletrificação mais simples em outros projetos, como sistemas híbridos leves.
Esse tipo de solução costuma exigir menor complexidade e pode ajudar a preservar preços mais competitivos.
Mesmo assim, a empresa não confirmou publicamente se essa será a escolha para o Sandero, o que impede afirmar, neste momento, qual arquitetura será adotada.
Motorização híbrida e versão elétrica do hatch
A permanência do hatch entre os modelos centrais da Dacia ajuda a entender por que a marca trata o projeto como prioridade.
O Sandero registra desempenho comercial relevante em mercados europeus e continua entre os carros mais vendidos da empresa.
Por isso, a renovação do modelo é vista como etapa importante na adaptação da marca às novas exigências regulatórias e comerciais do setor automotivo europeu.
Ao contrário do que se poderia supor, a eletrificação total do modelo não deve ocorrer de forma imediata.
Segundo declarações do CEO da Dacia, Denis Le Vot, à agência Reuters em janeiro de 2025, a próxima geração do Sandero deverá receber uma versão totalmente elétrica por volta do fim de 2027.
A indicação mostra que a marca prevê esse movimento, mas em prazo diferente do lançamento inicial da nova geração.
Com isso, a tendência é que o Sandero renovado chegue primeiro com opções compatíveis com a estratégia de transição gradual da Dacia.
A versão híbrida aparece como possibilidade mais próxima no curto prazo, enquanto a elétrica deve ser incorporada depois.
Essa ordem acompanha a linha adotada pela fabricante, que vem ampliando a oferta eletrificada sem abandonar, de uma vez, os motores convencionais.
Futuro do Sandero no Brasil e na Europa
Além disso, o contexto europeu reforça essa escolha.
A transição para veículos elétricos tem avançado, mas ainda enfrenta desafios ligados a preço, infraestrutura e ritmo de adoção em diferentes mercados.
Para uma marca voltada ao segmento de entrada, a adoção de sistemas híbridos pode representar uma forma de atender novas exigências sem alterar de forma brusca o posicionamento comercial da linha.
No Brasil, a situação é diferente.
O Sandero saiu de linha após o encerramento de sua trajetória local, e a Renault reorganizou o portfólio com foco em outros produtos.
Assim, a nova geração do hatch está ligada ao planejamento europeu da Dacia e, até o momento, não há confirmação de retorno do modelo ao mercado brasileiro.
A nova fase do Sandero, portanto, deve refletir a tentativa da Dacia de atualizar seu principal hatch dentro das exigências atuais do setor automotivo europeu.


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