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Refúgio de Paulo Zulu na Guarda do Embaú sai de uma escolha de vida junto à natureza, ganha forma quando a morada vira pousada, adota horta orgânica sem agrotóxicos para produzir alimentos e transforma a propriedade em negócio com hospedagem oferecida a turistas no litoral de Santa Catarina

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 25/08/2026 às 14:39 Atualizado em 25/08/2026 às 14:40
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Transformação de um refúgio pessoal em hospedagem mostra como escolhas ligadas ao mar, à terra e a um estilo de vida mais simples passaram a dividir espaço com turismo, cultivo orgânico e uma estrutura criada para receber visitantes na Guarda do Embaú, em Santa Catarina.

Na Guarda do Embaú, em Palhoça, no litoral de Santa Catarina, Paulo Zulu transformou a casa escolhida para viver perto do mar em um empreendimento de hospedagem que preserva sua rotina, como o cultivo de alimentos e o contato com a natureza.

Nascida dessa relação com o lugar, a Zululand funciona hoje como pousada cercada por vegetação, com bangalôs, árvores frutíferas e horta orgânica, mantendo a hospedagem ligada ao ambiente que levou Zulu a escolher a região.

Da chegada à Guarda do Embaú à criação da pousada

A ligação de Zulu com a Guarda do Embaú começou antes da atividade comercial, quando ele ainda buscava um lugar associado ao surfe, à natureza e a uma rotina distante dos grandes centros urbanos frequentados durante a carreira.

Em reportagem publicada pela GZH em dezembro de 2013, o modelo contou que chegou ao vilarejo em 1983, quando procurava ondas, e se impressionou com a paisagem e com a comunidade de pescadores que encontrou no litoral catarinense.

Mesmo depois de uma carreira internacional em Paris, Milão e Nova York, a escolha pela Guarda do Embaú ganhou força e passou a orientar a vida familiar, aproximando residência, natureza e atividades ligadas ao mar.

Segundo a reportagem, Zulu decidiu estabelecer a família na região, e a residência acabou se transformando na pousada Zululand, fazendo com que um espaço inicialmente ligado à vida pessoal também assumisse uma função comercial voltada a receber visitantes.

No site oficial, o empreendimento informa que a Zululand foi idealizada por Paulo Zulu em 2000, com uma proposta associada à tranquilidade, ao contato com a natureza e à permanência no litoral catarinense de Palhoça.

A propriedade permanece na Guarda do Embaú e mantém os bangalôs como estrutura central de hospedagem, conectando a atividade turística ao cenário que motivou a escolha de Zulu pela região e ao estilo de vida desenvolvido ali.

Horta orgânica integra a rotina da Zululand

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Dentro dessa proposta, o cultivo de alimentos aparece como parte da rotina da propriedade e não apenas como elemento paisagístico, reforçando uma relação cotidiana com a terra que acompanha a história do espaço desde antes de sua consolidação como pousada.

À GZH, Zulu relatou que a horta era orgânica e autossustentável, sem uso de agrotóxicos, e afirmou que o controle de pragas era feito manualmente, prática que aproximava a produção de alimentos do modo de vida adotado na propriedade.

Em vez de funcionar como atividade agrícola independente, a produção fazia parte do cotidiano do local, ao lado da pesca, do contato com a terra e de outros hábitos ligados ao ambiente escolhido pela família para estabelecer residência.

Essa característica continua presente na apresentação atual da pousada, cujo site informa que a horta orgânica integra as áreas verdes e divide espaço com plantas, flores e árvores frutíferas distribuídas pelo terreno utilizado pelos hóspedes durante a estadia.

Com a hospedagem concentrando a atividade econômica, o cultivo permanece incorporado à identidade do espaço, sem indicação nas duas fontes consultadas de que a venda separada de hortaliças seja oferecida ao público como uma frente comercial da propriedade.

Estrutura da pousada mantém vínculo com a natureza e a praia

Atualmente, a Zululand informa possuir cerca de 7,5 mil metros quadrados de área verde e estar a aproximadamente 400 metros da praia da Guarda do Embaú, distância que mantém o empreendimento próximo do mar sem afastá-lo do ambiente de vegetação.

Ao todo, o empreendimento apresenta 15 bangalôs distribuídos em cinco tipos de acomodações, enquanto a estrutura inclui piscina, quadra de areia, sala de jogos, spa, fogueira, salão para café da manhã, parque infantil, redário, estacionamento e horta.

Mais do que ampliar a estrutura física, a configuração atual modificou a função da propriedade sem apagar sua origem ligada à vida pessoal de Zulu, pois o espaço que começou como moradia passou a receber turistas de forma organizada.

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Essa continuidade ajuda a entender por que a horta ocupa lugar relevante na identidade da pousada, já que vegetação, árvores frutíferas, áreas de convivência e acomodações dividem o mesmo terreno e mantêm uma relação direta com o entorno natural.

Escolha de vida de Paulo Zulu virou atividade turística

Conhecido por trabalhos como modelo, ator e apresentador, Paulo Zulu construiu parte da carreira fora do Brasil, mas preservou a ligação com o surfe e escolheu a Guarda do Embaú para estabelecer a vida familiar em Santa Catarina.

Quando a moradia passou a funcionar também como pousada, a relação com o litoral ganhou uma dimensão comercial, permitindo que visitantes se hospedassem em um espaço organizado a partir de escolhas pessoais ligadas ao mar, à natureza e ao cotidiano local.

Na forma como se apresenta ao público, a Zululand mantém essa combinação entre hospedagem e ambiente natural, fazendo com que a horta orgânica, a vegetação e a proximidade da praia integrem a experiência oferecida a quem escolhe permanecer na propriedade.

Para quem visita a Guarda do Embaú, a proposta reúne hospedagem, áreas verdes e proximidade do mar em um espaço criado a partir de uma escolha pessoal de moradia, preservando elementos que antecederam a transformação da residência em empreendimento turístico.

Uma pousada com horta orgânica, áreas verdes, proximidade do mar e contato direto com a natureza teria peso na sua decisão de hospedagem durante uma viagem ao litoral de Santa Catarina ou outros fatores seriam mais importantes nessa escolha?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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