A escalada sem cordas do edifício mais icônico de Taiwan, transmitida pela Netflix com atraso de segurança, revelou valores milionários, riscos extremos e os bastidores financeiros de uma façanha comparada ao documentário Free Solo, vencedor do Oscar
A escalada do arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, entrou para a história como uma das façanhas urbanas mais arriscadas já transmitidas por uma plataforma de streaming. No último domingo (25), o alpinista norte-americano Alex Honnold subiu os 508 metros de altura do edifício sem qualquer tipo de corda ou equipamento de segurança, repetindo em ambiente urbano o mesmo estilo que o consagrou mundialmente no documentário Free Solo.

A ação, exibida pela Netflix, foi marcada por um nível de risco tão elevado que a própria plataforma decidiu adotar um delay de transmissão. A medida visava evitar que imagens de um possível acidente fatal fossem exibidas ao vivo. Inicialmente programada para o sábado (24), a escalada precisou ser adiada em 24 horas devido às condições climáticas, o que reforçou ainda mais a complexidade da operação.
O desafio extremo de escalar o Taipei 101 sem cordas
Ao longo de aproximadamente 1 hora e 30 minutos, Alex Honnold superou cada centímetro da fachada do Taipei 101, um dos edifícios mais altos do mundo. Embora o prédio já tenha sido escalado anteriormente, Honnold se tornou a primeira pessoa a completar o trajeto inteiro em estilo Free Solo, ou seja, sem nenhum tipo de proteção, ancoragem ou rede de segurança.
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Esse tipo de escalada exige precisão absoluta, controle psicológico extremo e condicionamento físico acima da média. Qualquer erro, por menor que fosse, poderia resultar em uma queda fatal de centenas de metros. Ainda assim, o alpinista manteve a frieza que o tornou referência mundial no esporte.
A informação foi divulgada inicialmente por veículos internacionais e detalhada em entrevistas concedidas após o evento, incluindo declarações ao New York Times, que trouxe à tona não apenas os bastidores técnicos da escalada, mas também o aspecto financeiro da produção.
Quanto Alex Honnold ganhou da Netflix pela escalada
Apesar da magnitude da façanha, o valor pago pela Netflix surpreendeu parte do público. Segundo o próprio Honnold, a remuneração ficou na faixa das chamadas “mid-six figures”, expressão usada para se referir a valores próximos de US$ 500 mil.
Em entrevista ao New York Times, o alpinista foi direto ao comparar o pagamento com o que recebem atletas de esportes tradicionais. Para ele, embora o montante seja elevado para o padrão do montanhismo, ainda está muito distante das cifras bilionárias vistas em ligas como a Major League Baseball (MLB) ou a NBA.
“Se você comparar com os esportes tradicionais, é uma quantia vergonhosamente pequena”, afirmou Honnold. Segundo ele, jogadores pouco conhecidos chegam a assinar contratos de US$ 170 milhões, enquanto uma escalada com risco real de morte gera valores muito menores.
Do Free Solo ao espetáculo global da Netflix
Alex Honnold ganhou projeção internacional em 2019, quando o documentário Free Solo retratou sua escalada do El Capitan, uma parede de granito de 915 metros no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos. O filme venceu o Oscar de Melhor Documentário, transformando o alpinista em um ícone cultural muito além do universo da escalada.
Desde então, suas expedições passaram a atrair o interesse de grandes produtoras, marcas globais e plataformas de streaming. A escalada do Taipei 101 marca uma nova fase dessa trajetória, ao levar o conceito de Free Solo para o ambiente urbano, ampliando o alcance do esporte e transformando o risco extremo em entretenimento global.
Mesmo com valores inferiores aos de atletas tradicionais, o evento consolidou Alex Honnold como um dos nomes mais influentes do esporte de aventura contemporâneo, capaz de unir performance humana extrema, narrativa cinematográfica e alcance midiático internacional.
Você teria coragem de escalar um arranha-céu de 508 metros sem cordas, como Alex Honnold fez no Taipei 101, mesmo sabendo que um único erro seria fatal?
Fonte: Infomoney


Não. Tem que ser muito irresponsável consigo próprio! É ser mercenário. Não dar valor a vida das pessoas que o amam e nem a sua própria!
Não. Tem que ter coragem e muito preparo.