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Putin e Kim Jong-un aprofundam aliança militar que já enviou 14 mil soldados norte-coreanos para a guerra na Ucrânia, e agora ministro da Defesa russo viaja a Pyongyang para fechar novo pacto de cooperação com bases estáveis até 2031

Publicado em 28/04/2026 às 21:25
Atualizado em 28/04/2026 às 23:55
Putin e Kim Jong-un fecham aliança militar até 2031 após 14 mil soldados irem à Ucrânia. O pacto de defesa formaliza cooperação Rússia-Coreia do Norte.
Putin e Kim Jong-un fecham aliança militar até 2031 após 14 mil soldados irem à Ucrânia. O pacto de defesa formaliza cooperação Rússia-Coreia do Norte.
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A Rússia e a Coreia do Norte negociam um novo acordo de cooperação em defesa com validade de 2027 a 2031. Putin e Kim Jong-un aprofundam uma aliança que já enviou cerca de 14 mil soldados norte-coreanos para combater ao lado das forças russas na Ucrânia. O ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, esteve em Pyongyang para reuniões com autoridades sobre a expansão dos laços militares, e autoridades da Coreia do Sul e da Ucrânia estimam que mais de 6 mil norte-coreanos morreram no conflito.

Putin e Kim Jong-un estão transformando o que começou como apoio circunstancial em uma aliança militar de longo prazo com consequências que vão muito além da guerra na Ucrânia. Uma delegação russa liderada pelo ministro da Defesa, Andrei Belousov, esteve em Pyongyang para negociar um plano de cooperação em defesa que cobrirá o período de 2027 a 2031, com bases descritas pelo próprio Belousov como “estáveis e de longo prazo”. Os detalhes do acordo não foram revelados, mas a expectativa é de formalização ainda em 2026.

A aproximação entre Moscou e Pyongyang já produziu resultados concretos no campo de batalha. A Coreia do Norte enviou cerca de 14 mil soldados para atuar ao lado das forças russas na Ucrânia, principalmente em operações na região de Kursk. Autoridades da Coreia do Sul e da Ucrânia estimam que mais de 6 mil desses combatentes morreram em combate, um número que, se confirmado, representaria uma das maiores perdas militares norte-coreanas desde a Guerra da Coreia nos anos 1950. Durante a visita a Pyongyang, a delegação russa inaugurou um memorial em homenagem aos soldados norte-coreanos mortos em território russo.

O que se sabe sobre o novo acordo de defesa até 2031

Segundo informações divulgadas pelo R7, o plano de cooperação negociado em Pyongyang cobre o período de 2027 a 2031 e representa uma formalização institucional de uma relação que até recentemente era mantida em ambiguidade. O acordo anterior, assinado em junho de 2024 durante encontro entre Putin e Kim Jong-un na própria Pyongyang, já estabelecia defesa mútua entre os dois países, mas o novo pacto adiciona um horizonte temporal definido e compromissos específicos que ainda não foram divulgados.

Belousov afirmou que a cooperação militar deve ter bases “estáveis e de longo prazo”, linguagem que sugere integração permanente entre as forças armadas dos dois países, não apenas apoio pontual durante o conflito na Ucrânia. Autoridades norte-coreanas reafirmaram apoio à política russa em temas de soberania e segurança nacional, sinalizando que a aliança é percebida como mutuamente benéfica: a Rússia obtém soldados e munição, e a Coreia do Norte recebe tecnologia, recursos econômicos e proteção diplomática.

Os 14 mil soldados norte-coreanos na guerra da Ucrânia

O envio de 14 mil soldados norte-coreanos para combater na Ucrânia é o aspecto mais visível e polêmico da aliança entre Putin e Kim Jong-un. As tropas foram destacadas principalmente para a região de Kursk, na fronteira russa com a Ucrânia, onde forças ucranianas haviam realizado uma incursão em agosto de 2024. Os combatentes norte-coreanos operaram integrados às unidades russas, participando de operações ofensivas e defensivas.

As estimativas de perdas são elevadas. Autoridades da Coreia do Sul e da Ucrânia indicam que mais de 6 mil soldados norte-coreanos morreram, uma taxa de baixas de mais de 40% que revela tanto a intensidade dos combates quanto a forma como as tropas norte-coreanas foram empregadas em zonas de alto risco. O memorial inaugurado pela delegação russa em Pyongyang oficializa essas perdas e transforma os mortos em símbolo da aliança, uma estratégia que busca dar significado político ao sacrifício humano.

O que Putin ganha e o que Kim Jong-un recebe nessa aliança

A lógica da aliança é transacional. A Rússia enfrenta dificuldade de recrutamento para a guerra na Ucrânia e obtém da Coreia do Norte soldados, munição de artilharia e mísseis balísticos que complementam sua capacidade bélica sem exigir mobilização interna adicional que seria politicamente custosa para Putin. Os soldados norte-coreanos preenchem lacunas que o exército russo não consegue cobrir com voluntários e contratados.

Para Kim Jong-un, a parceria oferece benefícios que décadas de isolamento não proporcionaram. A Coreia do Norte recebe receita em moeda forte, acesso a tecnologia militar russa, experiência de combate real para suas tropas e proteção diplomática no Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia detém poder de veto. A cooperação também pode incluir transferência de tecnologia espacial e nuclear, embora nenhum dos dois países confirme esse aspecto publicamente.

O memorial aos soldados mortos e o que ele simboliza

A inauguração de um memorial em Pyongyang em homenagem aos soldados norte-coreanos mortos na Ucrânia é um gesto carregado de simbolismo. A Coreia do Norte, que oficialmente nega ter enviado tropas para o conflito, reconhece indiretamente as perdas ao permitir que a Rússia inaugure um monumento dedicado aos combatentes em seu território. A participação de autoridades de ambos os países na cerimônia sugere que o envio de tropas, longe de ser um segredo constrangedor, é tratado como motivo de orgulho militar.

Para a comunidade internacional, o memorial é uma confirmação adicional de que a participação norte-coreana na guerra não é boato nem propaganda ucraniana, mas fato reconhecido pelos próprios envolvidos. A formalização das perdas torna mais difícil para a Rússia e a Coreia do Norte negar a extensão da cooperação militar, e fornece aos adversários do eixo Moscou-Pyongyang evidência concreta para justificar sanções adicionais.

O que a aliança significa para o equilíbrio de poder global

A parceria entre Putin e Kim Jong-un redesenha alianças em uma região que já concentra tensões entre grandes potências. Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul veem na cooperação Rússia-Coreia do Norte uma ameaça direta à segurança na Ásia-Pacífico, e a formalização de um acordo até 2031 sugere que a aliança não desaparecerá com o eventual fim da guerra na Ucrânia.

O cenário preocupa analistas porque cria um precedente de cooperação militar entre um país com armas nucleares e um Estado que desenvolve seu próprio arsenal atômico. Se a Rússia transferir tecnologia nuclear ou de mísseis para a Coreia do Norte como parte do acordo, o equilíbrio de dissuasão na Ásia-Pacífico se alterará de forma potencialmente irreversível. O pacto de defesa até 2031 não é apenas sobre a Ucrânia: é sobre o tipo de ordem internacional que Putin e Kim Jong-un querem construir.

Você acredita que a aliança entre Rússia e Coreia do Norte vai se manter depois que a guerra na Ucrânia terminar, ou acha que é uma parceria de conveniência temporária? Conte nos comentários o que pensa sobre o envio de soldados norte-coreanos e o novo pacto de defesa até 2031.

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Nelson Luiz Batista
Nelson Luiz Batista
29/04/2026 11:52

A tropas da Rússia estão sem motivação. Podem ficar por mais de uma década! Não sairão facilmente dessa enrascada! Prejuízo em vidas, dinheiro, prestígio, sossego e outras coisas mais! Lamentável!!

José Dias
José Dias
Em resposta a  Nelson Luiz Batista
29/04/2026 12:29

Amigo os 20% que a Russia tomaram da Ucrânia nunca mais serão devolvidos. Já era! Até o Trump está tentando convencer o Zelensky a aceitar isso e terminar a guerra antes que Russia tome mais territórios

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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