Nova tecnologia detecta impulsos musculares do antebraço e permite controlar celulares e computadores apenas com a intenção de movimento
A pulseira da Meta está em fase avançada de testes e promete transformar a maneira como interagimos com dispositivos. O acessório usa sensores de eletromiografia (EMG) e inteligência artificial para ler sinais elétricos dos músculos do antebraço, sem toque físico ou necessidade de telas.
Segundo o Meta Reality Labs, a pulseira da Meta pode identificar comandos ainda antes do corpo se mover de fato, bastando a intenção muscular. Com isso, usuários conseguem mover cursores, abrir aplicativos ou até digitar “no ar”, apenas ativando discretamente algumas fibras musculares.
Tecnologia que lê o movimento antes dele acontecer
A pesquisa sobre a pulseira da Meta começou anos atrás, ainda na startup Ctrl Labs, adquirida pela empresa de Mark Zuckerberg em 2019. Desde então, foram coletados dados de mais de 10 mil pessoas para treinar os algoritmos de IA responsáveis por interpretar com precisão os impulsos neurais. O estudo completo foi publicado na revista Nature.
-
Numa área degradada de Mata Atlântica, uma moradora de São Gonçalo reuniu as mulheres da comunidade, plantou pau-brasil e cedro e transformou o terreno num ecomuseu vivo, hoje referência em educação ambiental
-
A primeira fábrica de baterias de lítio-enxofre do mundo sai do papel e promete dobrar a autonomia sem depender da China
-
Os data centers de inteligência artificial agora vêm com usina nuclear embutida e já contrataram reatores que nem existem
-
Na Índia, milhares de pessoas ganham cerca de R$ 13 por hora para cozinhar e limpar com um celular preso à cabeça, enquanto cada gesto vira dado para treinar robôs humanoides na ironia cruel de ensinar às máquinas exatamente o trabalho que elas podem um dia assumir
A pulseira utiliza tecnologia de eletromiografia não invasiva, que lê sinais elétricos diretamente da pele. Diferente de chips cerebrais — como os da Neuralink — ela dispensa qualquer cirurgia e pode ser usada por qualquer pessoa. O sistema também está sendo testado com óculos de realidade aumentada e deve integrar futuros produtos da Meta voltados à computação espacial.
Potencial para acessibilidade e trabalho sem telas
Além da promessa futurista, a pulseira da Meta tem se mostrado especialmente promissora em aplicações de acessibilidade. Em testes com pessoas com lesões medulares, foi possível realizar tarefas digitais básicas apenas com comandos musculares mínimos. A expectativa é que a tecnologia ofereça novas alternativas de inclusão digital para quem tem limitações motoras.
A empresa afirma que o dispositivo pode substituir o uso tradicional de mouse e teclado em muitos contextos. O projeto também reforça a aposta da Meta em ambientes imersivos e interfaces naturais — parte dos esforços para expandir seu ecossistema além das redes sociais.
Você usaria a pulseira da Meta para substituir seu mouse e teclado? Acha que ela pode mesmo revolucionar a interação digital? Deixe sua opinião nos comentários!
