SUV ultrapassou a marca de 60 mil milhas e começou a apresentar engasgos em baixa aceleração. Na concessionária, o diagnóstico indicou falha completa do câmbio CVT, com orçamento de milhares de dólares e uma situação ligada diretamente ao limite original de garantia do veículo.
Um proprietário de Nissan Rogue 2017 relatou que o SUV começou a engasgar em acelerações lentas pouco depois de ultrapassar 60 mil milhas, situação que o levou à concessionária para uma avaliação mais detalhada do comportamento apresentado durante o uso.
Segundo a reclamação de consumidor disponível no Center for Auto Safety, o atendimento ocorreu com 60.900 milhas no hodômetro, quando a rede informou falha completa da transmissão CVT e apresentou estimativa de US$ 4.700, já com os impostos incluídos, para o reparo.
A proximidade entre o diagnóstico e o limite original de cobertura tornou a situação especialmente incômoda para o motorista, que procurou a Nissan para verificar se a garantia ainda poderia ser considerada mesmo após o veículo ter ultrapassado aquela marca.
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No registro, o consumidor afirmou que o caso seria encaminhado para análise e que aguardava uma decisão de um supervisor regional, acrescentando também que aquele era seu terceiro veículo da marca Nissan adquirido ao longo de sete anos.

Nissan Rogue começou a engasgar após ultrapassar 60 mil milhas
Antes da visita à concessionária, o sintoma não envolvia imobilização completa, mas um engasgo percebido quando o veículo acelerava lentamente, justamente depois de ultrapassar a marca de 60 mil milhas mencionada pelo proprietário ao discutir a situação da garantia.
Ao chegar à rede autorizada, porém, a orientação recebida foi muito mais ampla do que um simples ajuste pontual, pois o conjunto da transmissão foi considerado falho e a substituição passou a ser indicada como solução para o problema encontrado.
Registradas no atendimento, as 60.900 milhas equivalem a aproximadamente 98 mil quilômetros e colocam o episódio apenas 900 milhas acima da referência de 60 mil usada pelo consumidor para explicar por que entendia que a cobertura havia terminado.
Também aparece diretamente na reclamação o valor de US$ 4.700, incluindo impostos, como custo informado para reparar a transmissão, quantia apresentada pela concessionária durante aquele atendimento e associada à substituição do conjunto apontado como defeituoso.
Garantia do câmbio CVT foi ampliada posteriormente pela Nissan
Anos depois, o contexto da garantia ganhou outro capítulo quando a Nissan North America publicou um boletim ampliando a cobertura do CVT para determinados Rogue T32 dos anos-modelo 2014 a 2018 comercializados nos Estados Unidos.
De acordo com o documento oficial, a proteção originalmente limitada a 60 meses ou 60 mil milhas passou para 84 meses ou 84 mil milhas nessa extensão posterior, permanecendo válido em cada caso o limite que fosse atingido primeiro.
A Nissan classificou a medida como extensão de garantia, e não como recall de segurança, afirmando que a iniciativa buscava assegurar a satisfação dos clientes, demonstrar confiança nas transmissões continuamente variáveis e responder a preocupações apresentadas por consumidores.
No mesmo boletim, a fabricante mencionou preocupações expressas em ações coletivas como parte do contexto que levou à ampliação da cobertura destinada aos veículos incluídos no programa e abrangidos pelas condições previstas no comunicado oficial.

Cobertura passou a incluir componentes internos da transmissão
Além do conjunto CVT e de seus componentes internos, a extensão passou a abranger juntas, vedações, corpo de válvulas, conversor de torque, kit do resfriador quando aplicável e reprogramação do módulo eletrônico responsável pelo controle da transmissão.
Para cada veículo apresentado à rede, entretanto, o boletim orienta as concessionárias a verificar a cobertura pelo número de identificação específico, uma vez que as condições de elegibilidade poderiam variar de acordo com a situação individual de cada proprietário.
O documento ainda informa que alguns consumidores poderiam ficar fora da ampliação caso tivessem se excluído do acordo relacionado à ação coletiva, razão pela qual a conferência do VIN era necessária antes de qualquer confirmação sobre a cobertura disponível.
Quando o veículo já não estivesse protegido por garantia de trem de força ou de peças, a orientação da Nissan era fornecer orçamento de teste, diagnóstico e reparo, além de consultar as diretrizes de assistência sempre que essa avaliação fosse solicitada.

Substituição do CVT exigia procedimentos específicos da rede
Nos casos em que a substituição do CVT fosse necessária, a Nissan determinou que as concessionárias seguissem os procedimentos de garantia correspondentes e obtivessem aprovação prévia quando o custo ultrapassasse os limites internos de autorização do estabelecimento.
A empresa também orientou o uso do boletim técnico correspondente ou do manual eletrônico de serviço para identificar a causa da reclamação e definir o reparo adequado para cada veículo antes que o trabalho fosse efetivamente realizado.
Publicada anos depois do episódio envolvendo o Rogue 2017, a ampliação de garantia não altera as condições encontradas pelo proprietário quando procurou atendimento logo após superar o limite original de 60 mil milhas mencionado em sua reclamação.
Naquele momento, ele declarou que a garantia havia expirado, entrou em contato com o atendimento da Nissan e aguardava uma decisão sobre eventual auxílio para a substituição da transmissão que havia sido indicada pela concessionária.
Engasgos terminaram em diagnóstico de falha completa do CVT
O caso individual reúne uma sequência bem definida: engasgos em baixa aceleração, visita à concessionária, diagnóstico de transmissão completamente falha e orçamento de US$ 4.700 para substituição, conforme os dados registrados na reclamação do proprietário.
A documentação posterior da Nissan confirma, por outro lado, que a fabricante ampliou a cobertura de determinados Rogue daquela geração, elevando os limites originais de 60 meses e 60 mil milhas para 84 meses e 84 mil milhas.
Se um SUV começasse a engasgar apenas 900 milhas depois do limite original de quilometragem da garantia e a concessionária recomendasse substituir toda a transmissão por US$ 4.700, você autorizaria o reparo imediatamente ou buscaria outra avaliação antes de decidir?

