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Proprietário de Nissan Rogue 2017 passa dos 60 mil milhas, sente SUV engasgar ao acelerar e leva carro à concessionária; oficina aponta falha completa do câmbio CVT e orçamento chega a US$ 4,7 mil justamente após o limite original da garantia

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Escrito por Ana Alice Publicado em 02/09/2026 às 16:39 Atualizado em 02/09/2026 às 16:40
Assista o vídeoNissan Rogue 2017 em vista frontal, modelo ligado ao relato de engasgos e diagnóstico de falha completa no câmbio CVT. (Imagem: Nissan)
Nissan Rogue 2017 em vista frontal, modelo ligado ao relato de engasgos e diagnóstico de falha completa no câmbio CVT. (Imagem: Nissan)
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SUV ultrapassou a marca de 60 mil milhas e começou a apresentar engasgos em baixa aceleração. Na concessionária, o diagnóstico indicou falha completa do câmbio CVT, com orçamento de milhares de dólares e uma situação ligada diretamente ao limite original de garantia do veículo.

Um proprietário de Nissan Rogue 2017 relatou que o SUV começou a engasgar em acelerações lentas pouco depois de ultrapassar 60 mil milhas, situação que o levou à concessionária para uma avaliação mais detalhada do comportamento apresentado durante o uso.

Segundo a reclamação de consumidor disponível no Center for Auto Safety, o atendimento ocorreu com 60.900 milhas no hodômetro, quando a rede informou falha completa da transmissão CVT e apresentou estimativa de US$ 4.700, já com os impostos incluídos, para o reparo.

A proximidade entre o diagnóstico e o limite original de cobertura tornou a situação especialmente incômoda para o motorista, que procurou a Nissan para verificar se a garantia ainda poderia ser considerada mesmo após o veículo ter ultrapassado aquela marca.

No registro, o consumidor afirmou que o caso seria encaminhado para análise e que aguardava uma decisão de um supervisor regional, acrescentando também que aquele era seu terceiro veículo da marca Nissan adquirido ao longo de sete anos.

Traseira do Nissan Rogue 2017, geração envolvida no caso em que a concessionária indicou troca do câmbio CVT por US$ 4,7 mil. (Imagem: Nissan)
Traseira do Nissan Rogue 2017, geração envolvida no caso em que a concessionária indicou troca do câmbio CVT por US$ 4,7 mil. (Imagem: Nissan)

Nissan Rogue começou a engasgar após ultrapassar 60 mil milhas

Antes da visita à concessionária, o sintoma não envolvia imobilização completa, mas um engasgo percebido quando o veículo acelerava lentamente, justamente depois de ultrapassar a marca de 60 mil milhas mencionada pelo proprietário ao discutir a situação da garantia.

Ao chegar à rede autorizada, porém, a orientação recebida foi muito mais ampla do que um simples ajuste pontual, pois o conjunto da transmissão foi considerado falho e a substituição passou a ser indicada como solução para o problema encontrado.

Registradas no atendimento, as 60.900 milhas equivalem a aproximadamente 98 mil quilômetros e colocam o episódio apenas 900 milhas acima da referência de 60 mil usada pelo consumidor para explicar por que entendia que a cobertura havia terminado.

Também aparece diretamente na reclamação o valor de US$ 4.700, incluindo impostos, como custo informado para reparar a transmissão, quantia apresentada pela concessionária durante aquele atendimento e associada à substituição do conjunto apontado como defeituoso.

Garantia do câmbio CVT foi ampliada posteriormente pela Nissan

Anos depois, o contexto da garantia ganhou outro capítulo quando a Nissan North America publicou um boletim ampliando a cobertura do CVT para determinados Rogue T32 dos anos-modelo 2014 a 2018 comercializados nos Estados Unidos.

De acordo com o documento oficial, a proteção originalmente limitada a 60 meses ou 60 mil milhas passou para 84 meses ou 84 mil milhas nessa extensão posterior, permanecendo válido em cada caso o limite que fosse atingido primeiro.

A Nissan classificou a medida como extensão de garantia, e não como recall de segurança, afirmando que a iniciativa buscava assegurar a satisfação dos clientes, demonstrar confiança nas transmissões continuamente variáveis e responder a preocupações apresentadas por consumidores.

No mesmo boletim, a fabricante mencionou preocupações expressas em ações coletivas como parte do contexto que levou à ampliação da cobertura destinada aos veículos incluídos no programa e abrangidos pelas condições previstas no comunicado oficial.

Motor do Nissan Rogue 2017 aparece sob o capô; o SUV da geração utiliza transmissão Xtronic CVT, foco do caso relatado. (Imagem: Nissan)
Motor do Nissan Rogue 2017 aparece sob o capô; o SUV da geração utiliza transmissão Xtronic CVT, foco do caso relatado. (Imagem: Nissan)

Cobertura passou a incluir componentes internos da transmissão

Além do conjunto CVT e de seus componentes internos, a extensão passou a abranger juntas, vedações, corpo de válvulas, conversor de torque, kit do resfriador quando aplicável e reprogramação do módulo eletrônico responsável pelo controle da transmissão.

Para cada veículo apresentado à rede, entretanto, o boletim orienta as concessionárias a verificar a cobertura pelo número de identificação específico, uma vez que as condições de elegibilidade poderiam variar de acordo com a situação individual de cada proprietário.

O documento ainda informa que alguns consumidores poderiam ficar fora da ampliação caso tivessem se excluído do acordo relacionado à ação coletiva, razão pela qual a conferência do VIN era necessária antes de qualquer confirmação sobre a cobertura disponível.

Quando o veículo já não estivesse protegido por garantia de trem de força ou de peças, a orientação da Nissan era fornecer orçamento de teste, diagnóstico e reparo, além de consultar as diretrizes de assistência sempre que essa avaliação fosse solicitada.

Transmissão Xtronic CVT da Nissan, tecnologia citada no caso do Rogue 2017 que recebeu diagnóstico de falha completa. (Imagem: Nissan Motor Co.)
Transmissão Xtronic CVT da Nissan, tecnologia citada no caso do Rogue 2017 que recebeu diagnóstico de falha completa. (Imagem: Nissan Motor Co.)

Substituição do CVT exigia procedimentos específicos da rede

Nos casos em que a substituição do CVT fosse necessária, a Nissan determinou que as concessionárias seguissem os procedimentos de garantia correspondentes e obtivessem aprovação prévia quando o custo ultrapassasse os limites internos de autorização do estabelecimento.

A empresa também orientou o uso do boletim técnico correspondente ou do manual eletrônico de serviço para identificar a causa da reclamação e definir o reparo adequado para cada veículo antes que o trabalho fosse efetivamente realizado.

Publicada anos depois do episódio envolvendo o Rogue 2017, a ampliação de garantia não altera as condições encontradas pelo proprietário quando procurou atendimento logo após superar o limite original de 60 mil milhas mencionado em sua reclamação.

Naquele momento, ele declarou que a garantia havia expirado, entrou em contato com o atendimento da Nissan e aguardava uma decisão sobre eventual auxílio para a substituição da transmissão que havia sido indicada pela concessionária.

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Engasgos terminaram em diagnóstico de falha completa do CVT

O caso individual reúne uma sequência bem definida: engasgos em baixa aceleração, visita à concessionária, diagnóstico de transmissão completamente falha e orçamento de US$ 4.700 para substituição, conforme os dados registrados na reclamação do proprietário.

A documentação posterior da Nissan confirma, por outro lado, que a fabricante ampliou a cobertura de determinados Rogue daquela geração, elevando os limites originais de 60 meses e 60 mil milhas para 84 meses e 84 mil milhas.

Se um SUV começasse a engasgar apenas 900 milhas depois do limite original de quilometragem da garantia e a concessionária recomendasse substituir toda a transmissão por US$ 4.700, você autorizaria o reparo imediatamente ou buscaria outra avaliação antes de decidir?

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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