Proposta polêmica da Aneel é criticada e associação sugere desestimulo a energia solar no Brasil

Fábio Lucas
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07-04-2021 13:47:20
em Energia Renovável
Energia Solar / Pixabay Energia Solar / Pixabay

Proposta da Aneel altera as regras da geração de energia solar distribuída no Brasil. Associação criticou duramente esta possibilidade de mudança

Segundo informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), apenas 0,6% da população brasileira usa a energia solar no seu dia-a-dia. A quantidade é muito baixa para um país tropical, onde os números poderiam ser ainda maiores. Porém, se os números já são baixos, a nova proposta da Aneel poderá brecar o crescimento do uso da energia limpa no país.

A ideia da nova proposta da Aneel é sobre a geração distribuída. A proposta da Aneel foi vista como mais uma coisa que poderá brecar o crescimento da energia limpa no país. Rodrigo Sauiaa, presidente executivo da ABSOLAR informou que a proposta da Aneel está contrariando declarações antigas da entidade de que iriam aguardar a aprovação do marco legal que está em trâmite no Congresso antes de fazerem qualquer alteração nas regras.

O produtor fornece a energia a seus vizinhos e não recebe em dinheiro, mas em crédito para consumo de energia elétrica. Hoje esta troca é um por um. Mas, de acordo com a nova proposta da agência, só receberia de volta 43% do que emprestou. É um desincentivo”, disse Rodrigo em texto na Coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

Investimentos em energia solar geram bilhões para a economia

Rodrigo ainda afirmou que por conta da insegurança jurídica causada pela proposta de Aneel, neste caso, certamente afetará os investimentos em energia solar. Ele destacou que no último ano, o segmento de geração distribuída de energia solar foi responsável por injetar R$ 11 bilhões na economia do país, além de gerar 75 mil empregos na área.

Pensamento da ABSOLAR sobre o tema

A ABSOLAR defende que seja construído um marco legal para a geração de energia solar distribuída no Brasil. Isso é visto no projeto de lei 5829/2019, com relatoria do deputado Lafayette Andada. A associação entende que os termos do projeto é a melhor forma de manter a segurança jurídica e não desencorajar a energia no país.

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Fábio Lucas
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