A produção de petróleo e gás natural no Brasil atingiu 4,143 milhões de boe/d no pré-sal em setembro, estabelecendo novo marco e destacando o avanço nas reservas e extração sustentável
A produção de petróleo e gás natural no Brasil alcançou novo patamar em setembro de 2025, resultado que reflete avanço tecnológico, escala operacional e a maturidade crescente dos campos do pré-sal, segundo uma matéria publicada.
O boletim mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado em 3/11 aponta que a extração chegou a 4,143 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) exclusivamente na camada do pré-sal.
Esse volume representa 81,1 % do total nacional, consolidando o papel crítico dessa frente produtiva. Além disso, a produção total nacional, considerando todos os ambientes, foi de 5,114 milhões de boe/d no mês.
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Esses números evidenciam o protagonismo da produção em águas profundas, a eficiência no aproveitamento de gás e o domínio operacional dos campos marítimos.
Para quem busca compreender o cenário atual do setor, os dados revelam crescimento tanto na extração de óleo como no gás natural, além das dinâmicas de poços, instalações e operações da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) em consórcio.
Vamos agora analisar os principais indicadores em três frentes: produção por ambiente, aproveitamento de gás natural e origem operacional.
Produção recorde no pré-sal e participação dominante da camada
A produção de petróleo e gás natural no Brasil teve como destaque a camada do pré-sal, que registrou 4,143 milhões de boe/d, aumento de 2,7 % frente a agosto e 12,5 % comparado a setembro de 2024.
No total nacional, foram produzidos 5,114 milhões de boe/d, inferior ao recorde de julho (5,160 milhões boe/d).
Desse total de 4,143 milhões no pré-sal, 3,209 milhões bbl/d referem-se a óleo bruto, e 148,37 milhões m³/d ao gás natural.
A produção atingiu-se por meio de 169 poços nessa camada. A participação do pré-sal no total foi de 81,1 %.
Esse desempenho confere à camada do pré-sal uma posição estratégica na matriz de hidrocarbonetos nacional, e evidencia o efeito da escala e das condições geológicas favoráveis.
A evolução mostra que investimentos em tecnologia e perfuração em águas profundas estão produzindo resultados concretos.
Aproveitamento de gás natural e eficiência operacional
No que tange à eficiência, a produção de petróleo e gás natural no Brasil também apresenta índice de aproveitamento de gás natural de 97,9 % em setembro, com disponibilização ao mercado de 66,24 milhões m³/d e queima de apenas 4,10 milhões m³/d.
A queima caiu 16,1 % ante agosto e cresceu 12,8 % frente ao mesmo mês de 2024. Já a produção de gás ficou em 190,60 milhões m³/d, um avanço de 0,9 % sobre agosto e 12,1 % sobre setembro de 2024.
Esses dados revelam que além de extrair volumes maiores, há esforço intenso para reduzir desperdício e queima, maximizando valor econômico e ambiental dos recursos.
Um aproveitamento quase total indica maturidade operacional e atenção às melhores práticas de produção.
Origens da produção e destaque da Petrobras nas operações
Este bloco aborda como a produção de petróleo e gás natural no Brasil depende substancialmente de operações marítimas e do protagonismo da Petrobras.
Em setembro, campos marítimos foram responsáveis por 97,6 % do óleo e 85,7 % do gás natural, enquanto operações da Petrobras, sozinha ou em consórcio, responderam por 91,29 % da produção total.
No mês foram contabilizados 6.533 poços no país, sendo 524 marítimos e 6.009 terrestres. No campo de maior destaque, o Tupi, na Bacia de Santos, foram produzidos 818,08 bbl/d de petróleo e 40,48 milhões m³/d de gás natural.
A maior unidade de produção de óleo foi o FPSO Almirante Tamandaré (222.160 bbl/d) e de gás o FPSO Guanabara (12,13 milhões m³/d).
Essa estrutura revela concentração e escala elevadas nas operações em águas profundas, bem como uma dominância quase esmagadora da Petrobras no cenário nacional, fatores que moldam o rumo da indústria de hidrocarbonetos no Brasil.
