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Primeiro Ferrari elétrico surge com cinco lugares, visual fora do padrão, preço milionário e uma pergunta que pegou fogo entre fãs: genialidade ou traição à tradição?

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 27/05/2026 às 11:58
Atualizado em 27/05/2026 às 12:02
Ferrari Luce vermelho em estúdio escuro com design futurista, carro elétrico de luxo da marca italiana exibido em perspectiva traseira lateral com iluminação dramática.
Ferrari Luce marca a estreia do primeiro carro totalmente elétrico da montadora italiana e chama atenção pelo visual futurista e proposta inédita de cinco lugares.
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Modelo de cinco lugares marca nova fase da Ferrari, divide opiniões nas redes sociais e expõe os desafios dos elétricos de luxo.

A Ferrari apresentou seu primeiro carro totalmente elétrico, o Luce, na segunda-feira, 25 de maio. O modelo custa US$ 640 mil, cerca de R$ 3,2 milhões, e marca uma virada importante na história da montadora italiana.

O lançamento chamou atenção porque rompe parte da tradição da marca. O Luce é o primeiro Ferrari de cinco lugares e foi criado em colaboração com a LoveFrom, agência fundada por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple.

Segundo o diretor-executivo Benedetto Vigna, o projeto levou cerca de cinco anos para ser desenvolvido. O nome Luce significa “luz” em italiano e reforça a tentativa da Ferrari de apresentar uma nova identidade elétrica.

Projeto elétrico marca mudança de rota da Ferrari

Ferrari Luce azul-claro estacionado em área externa de arquitetura moderna, exibindo design futurista, teto preto, rodas esportivas e visual elétrico sofisticado da montadora italiana.
Ferrari Luce elétrico aparece em cenário moderno com design futurista, destacando a nova proposta visual da marca italiana para o segmento de supercarros de luxo.

A Ferrari havia descartado inicialmente a ideia de lançar um carro totalmente elétrico. A montadora priorizava modelos híbridos, movidos por gasolina e eletricidade.

O Luce, porém, mudou esse caminho. O modelo usa um motor elétrico fabricado pela Ferrari em cada roda e pode atingir 96 km/h em cerca de 2,5 segundos, segundo a própria empresa.

A Ferrari também afirmou que todos os componentes são produzidos internamente. Dessa forma, a marca busca facilitar reparos futuros e proteger o valor de revenda do veículo.

Redes sociais transformam lançamento em debate

Cabine interna do Ferrari Luce com bancos em couro bege, painel digital moderno, volante esportivo e tela multimídia central em ambiente sofisticado e futurista.
Interior futurista do Ferrari Luce destaca acabamento premium, iluminação ambiente e central multimídia avançada no primeiro carro elétrico da marca italiana.

O lançamento provocou reações intensas nas redes sociais. Uma pessoa escreveu no X que a Ferrari teria “matado sua marca”, comparando o caso ao reposicionamento visual da Jaguar.

Outra publicação questionou o rumo das montadoras europeias de luxo. A crítica citou primeiro a Jaguar e depois a Ferrari como exemplos de mudanças consideradas arriscadas.

Parte do público, no entanto, reagiu de forma positiva. Um usuário classificou o Luce como “uma verdadeira aula de design” e chamou o conceito de divisor de águas.

Concorrentes recuam nos carros elétricos de luxo

A estreia do Luce ocorre em um momento delicado para os elétricos de alto padrão. Marcas rivais reduziram seus planos diante da baixa demanda e da concorrência chinesa.

A Lamborghini abandonou a ideia de lançar carros totalmente elétricos e passou a priorizar modelos híbridos. A Porsche também diminuiu suas ambições no segmento.

A montadora alemã enfrenta demanda fraca, vendas menores na China e tarifas nos Estados Unidos. Fabricantes chinesas, por sua vez, produzem veículos com mais rapidez e custos menores.

Ferrari tenta equilibrar tradição e futuro

A Ferrari informou que continuará vendendo carros a gasolina e híbridos. Assim, a marca tenta avançar na eletrificação sem abandonar seus clientes tradicionais.

Atualmente, a Ferrari é a fabricante de carros mais valiosa da Europa. Sua estratégia depende de modelos altamente exclusivos, o que ajudou a empresa a enfrentar melhor a pressão do setor.

As ações da Ferrari, porém, caíram mais de 25% no último ano. Essa queda acompanhou um movimento maior nas marcas de luxo, pressionadas pela inflação global e pela menor demanda por produtos de alto padrão.

O desafio do Luce para a imagem da marca

O diretor de design Flavio Manzoni afirmou que críticas fazem parte do processo de inovação. Ele reconheceu que uma Ferrari elétrica com novo desenho é uma proposta polarizadora.

A marca acredita que o público poderá apreciar melhor o conceito nos próximos meses. O Luce, portanto, nasce como uma aposta cara, ousada e simbólica.

A grande dúvida agora é simples: a Ferrari conseguirá levar sua tradição para os carros elétricos sem perder a essência que tornou a marca um símbolo mundial?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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