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Primeira usina de etanol de trigo do Brasil recebe licença de operação e pode diversificar matriz energética limpa do Rio Grande do Sul com biocombustível 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 26/11/2025 às 11:34
Assista o vídeoUsina de etanol de trigo em operação com estruturas industriais ao fundo e céu azul claro
Primeira usina de etanol de trigo do Brasil recebe licença de operação e pode diversificar matriz energética limpa do Rio Grande do Sul com biocombustível/ Imagem Ilustrativa
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A primeira usina de etanol de trigo recebe autorização de operação no Brasil e marca um avanço estratégico no Rio Grande do Sul, ampliando a produção de biocombustível sustentável e fortalecendo a transição energética nacional

O governo do Estado autorizou oficialmente o início da operação da C.B Bioenergia, situada em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, dando início ao funcionamento da primeira usina de etanol de trigo do Brasil. A licença de operação foi concedida pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), nesta segunda-feira (24), possibilitando o início imediato da produção industrial. Segundo informações oficiais, o empreendimento foi aprovado após a comprovação de conformidade ambiental e técnica. 

Um marco para o setor de energia sustentável

A operação da unidade representa um novo capítulo para a produção de biocombustíveis no Rio Grande do Sul e no país. Isso acontece porque:

  • É a primeira usina de etanol de trigo em operação no Brasil, e está instalada em Santiago (RS).
  • O empreendimento foi licenciado após atender a todas as exigências ambientais estabelecidas pela Fepam.
  • A planta permitirá a produção de etanol e também subprodutos de alto valor agregado para uso agropecuário, como DDGS e WDGS.

Além disso, a iniciativa contribui para a diversificação da matriz energética do estado e para a redução da dependência de combustíveis fósseis. Trata-se de um avanço estratégico que fortalece o esforço nacional de transição energética e de desenvolvimento de tecnologias limpas.

Capacidade produtiva e características técnicas da usina de etanol de trigo

A planta industrial está instalada em uma área de aproximadamente 150 mil metros quadrados, com capacidade prevista para produzir 1.300 m³ por mês de álcool hidratado e 1.140 m³ de álcool neutro, segundo dados oficiais. 

Além do etanol, a usina fabricará:

  • 810 toneladas de DDGS (grãos secos)
  • 2.160 toneladas de WDGS (grãos úmidos)

Esses coprodutos possuem um alto potencial de uso na cadeia pecuária, principalmente para alimentação animal, agregando valor e promovendo a chamada economia circular.

O empreendimento deve gerar 28 empregos diretos inicialmente, impactando positivamente a economia local e aumentando a oferta de trabalho qualificado na região.

Matéria-prima e processo de produção de etanol

A usina utilizará diferentes cereais como matéria-prima, com destaque para o trigo. Além disso, também poderá usar triticale, cevada, centeio e milho na produção de etanol. Esse modelo garante flexibilidade e maior segurança operacional.

O processo industrial engloba as etapas clássicas de produção:

  1. Recepção e pesagem dos grãos
  2. Moagem e preparação
  3. Sacarificação e fermentação
  4. Destilação e purificação
  5. Armazenamento do etanol

O sistema segue normas técnicas e ambientais reconhecidas, garantindo eficiência, segurança e qualidade final do produto.

Novo impulso para o agronegócio regional

A instalação da usina representa uma oportunidade concreta de fortalecimento do agronegócio no Sul do Brasil. Isso porque amplia o uso de culturas de inverno como insumo energético, criando novas possibilidades de mercado para agricultores.

Expansão da produção agrícola

A demanda por trigo para produção de energia pode estimular:

  • o aumento da área plantada,
  • a valorização de culturas regionais,
  • a diversificação da renda do produtor.

Para muitos agricultores, essa expansão pode trazer acesso a um mercado mais estável e com alto potencial de crescimento.

Subprodutos com valor agregado

Os coprodutos do processamento dos cereais possuem alta aplicação no setor pecuário, podendo ser utilizados na alimentação de bovinos, suínos e outros animais. Com isso, a usina não só gera biocombustível, mas também gera um ciclo produtivo que fortalece diferentes cadeias produtivas do agronegócio regional.

Energia limpa e sustentabilidade no Rio Grande do Sul

Segundo a secretária da Sema, Marjorie Kauffmann, expandir a produção de biocombustíveis no Rio Grande do Sul é decisivo para impulsionar uma matriz energética mais limpa.

Produzir etanol por meio de cereais é uma alternativa viável e sustentável em relação aos combustíveis fósseis. Essa modalidade de produção contribui para:

  • a redução das emissões de gases de efeito estufa,
  • o cumprimento de metas ambientais,
  • a descarbonização da economia.

Essa mesma tecnologia permite que regiões que não possuem condições adequadas para o cultivo de cana-de-açúcar avancem em produção própria de biocombustível sustentável.

Desafios e perspectivas para a produção de etanol

Mesmo com todos os avanços, o setor ainda precisa enfrentar desafios importantes. Entre eles:

  • Garantir o fornecimento contínuo de matéria-prima agrícola.
  • Expandir a capacidade logística e industrial.
  • Fortalecer políticas de incentivo e infraestrutura.

Além disso, é necessário monitorar a produção agrícola para evitar impactos sobre áreas de produção de alimentos. Porém, os benefícios econômicos, sociais e ambientais demonstram que o modelo é viável e estratégico para o futuro.

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Iniciativa do Rio Grande do Sul: avanço estratégico para o país

A entrada em operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil consolida um projeto inovador e coloca o Rio Grande do Sul em posição de destaque na produção de biocombustível sustentável. O Estado já se diferencia por iniciativas voltadas a etanol proveniente de cereais, em especial graças a novos investimentos anunciados no setor.

Essa inauguração marca um passo importante para a transição energética brasileira, já que contribui para ampliar a oferta de combustíveis renováveis, diversificar a produção agrícola e fortalecer a economia local.

Além disso, o projeto demonstra que o setor pode crescer com responsabilidade ambiental e gerar empregos, renda e desenvolvimento regional. Para produtores, consumidores e governo, o empreendimento representa uma oportunidade concreta de expandir a produção de energia limpa e avançar em direção a uma economia mais sustentável e competitiva.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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