Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi capturado em Mulungu após cerca de 48 horas de operação e afirmou ter cometido aproximadamente 80 homicídios, número que ainda não foi confirmado pela Polícia Civil.
Em 13 de setembro de 2026, Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi preso em Mulungu, no Agreste da Paraíba, usando vestido, peruca e carregando uma criança de aproximadamente dois anos no colo. A captura encerrou cerca de 48 horas de operação e ganhou uma nova dimensão durante o interrogatório, quando o investigado afirmou à Polícia Civil ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida.
A declaração chamou atenção pelo tamanho do número, mas ainda não representa uma conclusão oficial da investigação. Segundo o delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso, Jorlan é investigado por 16 homicídios ocorridos durante aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape. A polícia agora confronta as informações apresentadas pelo suspeito com provas técnicas, registros e investigações de mortes ocorridas no estado.
Declaração sobre cerca de 80 homicídios ainda precisa ser confirmada pela Polícia Civil da Paraíba
O número que colocou Jorlan no centro das investigações surgiu durante seu depoimento depois da prisão em Mulungu. O suspeito afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida, enquanto os investigadores passaram a verificar quais crimes poderiam efetivamente apresentar elementos relacionados a ele.
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Douglas Garcia afirmou que a quantidade relatada é expressiva e que a polícia trabalha para confrontar a declaração com informações já disponíveis. Até o momento, portanto, não existe confirmação oficial de que Jorlan seja responsável pelas aproximadamente 80 mortes mencionadas por ele. O número comprovável dependerá das investigações, das provas técnicas e da eventual relação encontrada com outros homicídios.
Primeiro homicídio teria ocorrido aos 13 anos e Jorlan havia deixado a prisão em maio de 2026
O histórico relatado pelo próprio investigado remonta à adolescência. Segundo Douglas Garcia, Jorlan afirmou que teria cometido o primeiro homicídio aos 13 anos, informação que também passou a integrar a reconstrução de sua trajetória feita pela Polícia Civil.
Ao longo da vida, ele teria permanecido preso durante aproximadamente cinco ou seis anos. Em maio de 2026, Jorlan foi colocado em liberdade, poucos meses antes da sequência de homicídios atualmente investigada no Vale do Mamanguape. A polícia busca estabelecer quais episódios possuem provas capazes de relacioná-lo diretamente aos crimes.
Duplo homicídio de comerciantes em Rio Tinto está entre os crimes investigados pela polícia
Um dos episódios sob investigação aconteceu em 1º de agosto de 2026, em Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba. Dois comerciantes foram mortos e, segundo a Polícia Civil, Jorlan teria participado do duplo homicídio acompanhado de outros quatro homens.
Outra investigação apura sua possível participação na morte de uma jovem. O corpo foi localizado depois que, conforme Douglas Garcia, o próprio suspeito informou aos policiais onde ele estava enterrado. Os dois casos fazem parte do trabalho realizado para reconstruir a atuação atribuída ao investigado e verificar suas declarações.
Possível ligação com facção criminosa levou investigação de Rio Tinto até Cabedelo e Mulungu
A Polícia Civil também investiga uma possível ligação de Jorlan com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro e atuante na Paraíba. Depois de fugir de um confronto em Rio Tinto, segundo a investigação, ele teria encontrado abrigo em uma comunidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, associada à organização criminosa.
O trabalho de inteligência permitiu aos policiais identificar o imóvel onde o suspeito estaria escondido e acompanhar os deslocamentos do grupo. Jorlan teria deixado Cabedelo em direção a Mulungu acompanhado de outros integrantes. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal, os investigadores identificaram o veículo utilizado, prenderam um dos suspeitos durante uma abordagem, mas Jorlan conseguiu escapar novamente.
Vestido, peruca, óculos escuros e uma criança no colo foram usados na tentativa de escapar dos policiais
A tentativa de fuga terminou em Mulungu no domingo, 13 de setembro de 2026. Segundo a Polícia Civil, Jorlan chegou a passar pelos agentes usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas, enquanto carregava uma criança de aproximadamente dois anos que não era sua parente.
O suspeito teria retornado posteriormente à residência onde estava escondido, deixado a criança e pegado um revólver. Ao sair novamente, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem Jorlan, encerrando aproximadamente 48 horas de operação. A Polícia Civil não havia informado como a criança chegou até o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada.
Prisão em Mulungu terminou com três suspeitos detidos e Jorlan encaminhado para João Pessoa
Contra Jorlan havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Outros dois homens suspeitos de envolvimento em crimes na região também foram presos durante a operação em Mulungu. Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, os três teriam ligação com a mesma facção criminosa investigada pelas forças de segurança.
Após passar por audiência de custódia, Jorlan foi encaminhado ao Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, na segunda-feira, 14 de setembro. A Polícia Civil informou ainda que avalia a necessidade de submetê-lo a teste de sanidade mental.

Investigação continua para determinar quais homicídios podem efetivamente ser atribuídos ao suspeito
O trabalho policial não terminou com a prisão em Mulungu. Os investigadores continuam analisando a possível participação de Jorlan nos homicídios registrados no Vale do Mamanguape e também verificam se outros crimes podem apresentar relação com o suspeito.
A declaração sobre cerca de 80 mortes permanece como informação fornecida pelo próprio investigado e ainda não foi confirmada oficialmente. O dado apresentado pela Polícia Civil até agora é que Jorlan está sendo investigado por 16 homicídios ocorridos em aproximadamente três meses, enquanto provas, registros e investigações são confrontados para esclarecer a extensão do caso.
A trajetória investigada chama atenção pela sequência apresentada pela polícia: uma declaração de primeiro homicídio aos 13 anos, anos passados na prisão, liberdade em maio de 2026 e uma nova prisão quatro meses depois. Cabe agora à investigação determinar quais crimes possuem elementos suficientes para relacionar Jorlan e verificar se sua declaração sobre aproximadamente 80 homicídios corresponde aos fatos.
Na sua opinião, o que mais precisa ser esclarecido pela investigação: a possível participação do suspeito nos 16 homicídios investigados ou se a declaração sobre cerca de 80 mortes corresponde aos fatos? Deixe sua opinião nos comentários!

