Lynne Kirchoff, de Michigan, deixou a contabilidade em maio de 2023, quando a empresa foi comprada e seu cargo deixou de existir. Em setembro de 2025, ela aceitou uma vaga de meio período no varejo e afirma que arrumar o cabelo e se maquiar para o trabalho reforçou sua autoestima
Lynne Kirchoff se aposentou aos 59 anos depois de quase quatro décadas trabalhando com contabilidade e, mais de dois anos depois, decidiu voltar ao mercado em um emprego de meio período no varejo. Mãe de três filhos e moradora de Michigan, nos Estados Unidos, ela diz que o retorno não teve a ver com dinheiro, e sim com a falta que sentia da convivência com outras pessoas. Hoje, aos 62 anos, afirma que a nova rotina lhe deu muito mais confiança.
As informações foram publicadas pela revista PEOPLE em 6 de setembro de 2026, em reportagem exclusiva assinada por Tereza Shkurtaj. Kirchoff falou à publicação sobre a saída da contabilidade, o período em casa e a decisão de voltar a trabalhar.
Cargo foi extinto em maio de 2023 após a venda da empresa
A saída de Lynne Kirchoff da contabilidade aconteceu em maio de 2023, quando a empresa em que trabalhava foi adquirida e o cargo dela foi extinto.
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Na ocasião, ela achou que estava pronta para se afastar do mundo profissional.
Marido também se aposentava da contabilidade e o casal parou junto

imagem: Lynne Kirchoff
O marido de Kirchoff também estava se aposentando da contabilidade, o que fez o momento parecer certo para que os dois deixassem o trabalho para trás juntos.
Ela tinha 59 anos quando a decisão foi tomada.
‘Eu trabalho e/ou estudo desde os 14 anos’, diz Lynne Kirchoff
O ritmo de vida anterior, porém, vinha de muito antes da carreira em contabilidade. “Eu trabalho e/ou estudo desde os 14 anos!”, disse Kirchoff à PEOPLE com exclusividade.
Ela completou: “Acho que não estava pronta para parar de uma vez. Eu tinha muito tempo livre!”
Mais de dois anos depois, ela percebeu que não estava preparada
Depois de passar mais de dois anos aposentada, Kirchoff percebeu que não estava totalmente preparada para uma vida dedicada principalmente ao lar.
Aposentadoria deu mais tempo com a família e com o negócio de cosméticos coreanos

imagem: Lynne Kirchoff
O período fora do mercado trouxe mais tempo com o marido, a família e os amigos, segundo a reportagem.
Kirchoff também ganhou liberdade para se concentrar em seu negócio de maquiagem e cuidados com a pele coreanos.
Plano de saúde foi apontado como o maior custo da aposentadoria antecipada
A saída do trabalho trouxe junto algumas realidades financeiras. “Eu diria que o maior prejuízo é o plano de saúde”, afirmou ela.
O casal pagava o próprio plano enquanto aguardava a elegibilidade para o Medicare aos 65 anos, despesa que Kirchoff aponta como uma das maiores desvantagens de se aposentar antes dessa idade.
Dois filhos ainda estavam na faculdade quando o casal parou de trabalhar
Segundo Kirchoff, no período em que os dois se aposentaram ainda havia dois filhos na faculdade, e o casal ajudava com essas despesas.
Os três filhos já se formaram, conseguiram empregos em suas respectivas áreas e passaram a ter seus próprios planos de saúde, o que aliviou parte do peso financeiro.
Dinheiro não foi o motivo do retorno ao trabalho
Kirchoff afirma que o dinheiro não foi a razão pela qual voltou a trabalhar.
O que pesou, segundo ela, foi a falta da interação social e da sensação de conexão que um emprego proporcionava.
Vaga de meio período no varejo começou em setembro de 2025
Depois de quase 40 anos na área contábil, Kirchoff aceitou um emprego de meio período no varejo em setembro de 2025, com uma jornada completamente diferente da que conhecia.
Nas palavras dela: “Trabalhar meio período no comércio varejista me proporciona uma válvula de escape social e um grupo totalmente novo de pessoas com quem conversar, que, além dos meus colegas de trabalho, pode ser diferente a cada dia! Então, a pessoa extrovertida e sociável que existe em mim adora isso.”
Atendimento ao cliente virou a parte favorita do novo trabalho

imagem: Lynne Kirchoff
A parte do trabalho voltada às pessoas se tornou uma das preferidas de Kirchoff, que atende clientes chegando sem saber ao certo o que querem e acompanha a mudança de humor quando encontram algo que agrada.
“Emocionalmente, sinto uma verdadeira descarga de dopamina ao poder ajudar uma mulher a montar o look perfeito, ou ajudar um marido ou filho a encontrar um presente para o Dia das Mães ou para um aniversário”, contou ela. Segundo Kirchoff, os clientes chegam ansiosos e saem se sentindo como se tivessem ganhado na loteria quando encontram a roupa ideal.
Vídeos de ‘arrume-se comigo’ mostram a rotina antes do expediente
Em um de seus vídeos virais de “arrume-se comigo”, publicados no Instagram, Kirchoff explicou que a aposentadoria facilitava ficar em casa de pijama o dia todo, e que ter um compromisso passou a lhe dar um motivo para se arrumar.
No vídeo, em que descreve como arruma o cabelo, se maquia e se veste para o trabalho, ela disse: “Pode parecer uma coisa pequena, mas me faz sentir bem comigo mesma”.
Nova rotina teve impacto maior na autoconfiança do que ela esperava
Kirchoff contou à PEOPLE que a mudança mexeu com sua autoconfiança além do previsto. “Fiquei surpresa ao ver que [trabalhar em tempo parcial] me deu muito mais confiança”, afirmou.
Ela acrescentou: “Na verdade, se dependesse só de mim, eu seria o tipo de garota que não usa maquiagem, mal arruma o cabelo, usa calça de moletom e pijama. Então, arrumar o cabelo, me maquiar e vestir roupas bonitas é um grande reforço para a minha autoestima.”
Marido passou a assumir compras e jantar enquanto ela trabalha
O marido de Kirchoff aceitou bem o novo arranjo e assumiu mais responsabilidades domésticas, como fazer compras no supermercado e preparar o jantar, enquanto ela está no trabalho.
Sobre isso, ela disse: “Tenho muita sorte de ele estar disposto a fazer isso por mim!”
Kirchoff planeja seguir no varejo por pelo menos alguns anos
Questionada sobre por quanto tempo pretende continuar em regime de meio período, Kirchoff afirma que se vê permanecendo na função por “pelo menos” os próximos anos. Ela lembra que faltam cinco anos para começar a receber a aposentadoria e diz esperar que, até lá, talvez já seja avó.
Aos 62 anos, ela planeja continuar trabalhando enquanto expande seus negócios de cuidados com a pele e maquiagem. O conselho que dá a quem pensa em fazer o mesmo é direto: “Escolha algo que os faça felizes e animados para sair de casa e ir trabalhar. Porque quando é um trabalho maçante e você o detesta, qual é o sentido?”
Na sua opinião, voltar a trabalhar depois de se aposentar é uma boa forma de manter a convivência social e a rotina, ou a aposentadoria deve ser usada só para descansar? Deixe sua opinião nos comentários.
