Chuva, frio e temporais voltam a influenciar o tempo no Sul e no Sudeste, com destaque para São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A combinação de ar polar, umidade e céu fechado mantém temperaturas baixas, risco de rajadas de vento e atenção para novas instabilidades.
A chuva e o frio voltam a ganhar força nesta sexta-feira (22), em parte do Sul e do Sudeste, com atenção maior para áreas do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
A combinação entre instabilidades atmosféricas, umidade e ar frio mantém o tempo fechado, favorece temporais isolados e segura as temperaturas em patamares baixos para capitais e regiões do interior.
De acordo com a Climatempo, o cenário é provocado pela atuação de um novo cavado meteorológico, associado ao fluxo de umidade e à infiltração marítima.
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Esse conjunto ajuda a organizar áreas de instabilidade, aumenta a nebulosidade e reforça as condições para chuva em diferentes pontos do país, especialmente entre o Sul, parte do Sudeste e a Região Norte.
“A atuação de um novo cavado meteorológico, somada ao fluxo de umidade e à infiltração marítima, organiza as instabilidades e reforça o cenário de atenção em várias áreas do País”, informou a Climatempo.
A empresa destaca que a chuva tende a ocorrer com maior frequência ao longo do dia, com variação de intensidade conforme a região.
Temporais no Paraná e em Santa Catarina
No Sul do Brasil, o tempo instável ganha força principalmente sobre o Paraná e Santa Catarina, onde há condições para pancadas de chuva, raios e rajadas de vento.
Em alguns pontos, a instabilidade pode vir acompanhada de temporais, embora a distribuição da chuva varie bastante entre áreas litorâneas, serranas e de interior.
O Instituto Nacional de Meteorologia também indicou, em boletim semanal, a presença de chuva persistente no trecho litorâneo entre Santa Catarina e São Paulo durante a semana de 18 a 25 de maio.
O órgão apontou ainda precipitações mais moderadas em parte do litoral sul da Bahia, enquanto áreas do Centro-Oeste, oeste da Bahia, sul do Tocantins e trechos do interior nordestino mantêm padrão mais seco.
Além da chuva, a queda de temperatura segue como outro fator relevante na região.
O ar polar que avançou pelo centro-sul do país derrubou as marcas térmicas nos últimos dias, especialmente nas áreas mais altas do Sul, onde as mínimas ficaram baixas e reforçaram a sensação de frio durante a manhã e à noite.
Previsão do tempo em São Paulo
Em São Paulo, a sexta-feira deve ser marcada por céu encoberto, chuva mais frequente e temperatura baixa.
A Climatempo prevê tempo fechado no litoral, na faixa leste, na região metropolitana da capital paulista, no Vale do Paraíba e em áreas do interior, com chuva em geral fraca a moderada ao longo do dia.
Ainda segundo a empresa, há possibilidade de chuva localmente forte, com raios e rajadas de vento, no norte, no nordeste e em pontos do interior paulista.
A instabilidade não deve ocorrer de forma uniforme em todo o estado, mas o aumento de nuvens reduz a presença do sol e contribui para manter a sensação térmica mais baixa.
Na capital paulista, as temperaturas permanecem comportadas até sábado, 23 de maio, com máxima prevista em torno de 18°C.
A partir de domingo, 24 de maio, a tendência indicada pela Meteoblue é de elevação gradual, com máximas próximas dos 20°C, sem avanço expressivo do calor nos dias seguintes.
Mesmo com a recuperação lenta, a previsão não indica aquecimento intenso no curto prazo.
Em determinados dias, os termômetros não devem passar de 23°C, enquanto a umidade e a nebulosidade ainda podem favorecer chuva entre sábado e segunda-feira, 25 de maio, especialmente em períodos de maior instabilidade.
Chuva no Sudeste atinge Minas, Rio e Espírito Santo
A instabilidade não se limita a São Paulo.
A Climatempo aponta aumento da chuva em áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com possibilidade de precipitações mais frequentes em setores do Sudeste.
A atuação do cavado e a presença de umidade favorecem a formação de nuvens carregadas em pontos isolados.
O Inmet informou que a atenção no Sudeste se concentra especialmente na Zona da Mata mineira, no norte do estado do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.
Nessas áreas, pancadas fortes e localmente intensas podem ocorrer, com potencial para transtornos pontuais quando a chuva se concentra em curto intervalo.
Embora o volume previsto para o Sudeste não seja comparável aos acumulados esperados para áreas da Região Norte, a intensidade localizada preocupa.
Pancadas rápidas e fortes podem elevar os acumulados em poucas horas, principalmente entre a noite e a madrugada, período em que as instabilidades costumam se organizar com maior facilidade.
Alerta de temporais na Região Norte
Enquanto o frio chama atenção no centro-sul, a Região Norte continua sob alerta para temporais e volumes elevados de chuva.
Segundo a Climatempo, áreas do Norte permanecem sujeitas a precipitações fortes, com risco de acumulados expressivos em alguns estados e manutenção do padrão de instabilidade.
O Inmet também destacou a possibilidade de chuva volumosa em Amazonas, Pará, Amapá e Roraima durante a semana.
Em pontos isolados, os acumulados podem superar 200 milímetros no período, especialmente em áreas do extremo oeste do Amazonas, de Roraima, do norte do Amapá e da faixa de divisa entre Amazonas e Pará.
No Acre e em Rondônia, a previsão indica volumes mais modestos em comparação com outras áreas da Região Norte.
Ainda assim, a chegada do ar frio de origem polar a parte da região contribuiu para queda de temperatura e sensação de friagem, fenômeno que já havia sido observado em episódios anteriores deste mês.
Capitais registram menor máxima de 2026
A massa de ar polar e o excesso de nuvens derrubaram as temperaturas em várias capitais brasileiras, principalmente no Sul, no Sudeste e em parte do Centro-Oeste.
A Climatempo informou que, em 19 de maio, São Paulo, Cuiabá e Rio Branco registraram as menores temperaturas máximas de 2026 até aquele momento.
Entre as capitais, Curitiba marcou 16,4°C, enquanto Porto Alegre chegou a 16,7°C e Campo Grande registrou 17,8°C.
São Paulo teve máxima de 18,3°C, Cuiabá marcou 19,4°C e Rio Branco chegou a 20,2°C, valores que representaram recorde anual de menor máxima nessas três últimas capitais.
A queda nas máximas foi favorecida pela combinação entre ar frio, céu fechado e pouca ou nenhuma abertura de sol durante parte do dia.
Quando a nebulosidade persiste, a radiação solar chega com menor intensidade à superfície, o que limita o aquecimento e mantém a tarde com sensação mais fria.
Em São Paulo, esse padrão se repete nos dias seguintes, com máximas ainda baixas para os padrões da cidade.
A sequência de tempo fechado, chuva ocasional e vento úmido mantém a capital sob condição típica de outono mais frio, mesmo sem indicação de queda extrema generalizada nas temperaturas.
Frio deve perder força aos poucos
Nos próximos dias, a tendência é de enfraquecimento gradual do frio em parte do centro-sul, mas sem retorno imediato de calor forte em São Paulo.
A nebulosidade, a infiltração marítima e as áreas de instabilidade ainda devem influenciar a sensação térmica, principalmente em regiões próximas ao litoral e em áreas mais altas.
No Sul, a chuva tende a oscilar conforme o avanço das instabilidades, com atenção para temporais isolados no Paraná e em Santa Catarina.
Já no Sudeste, a combinação entre umidade e circulação atmosférica mantém condições para chuva em áreas paulistas, mineiras, fluminenses e capixabas, ainda que a intensidade varie bastante.
A recomendação para a população é acompanhar os avisos meteorológicos dos órgãos oficiais e das empresas de previsão, especialmente em áreas sujeitas a temporais, rajadas de vento e chuva forte.
Mudanças rápidas no tempo podem afetar deslocamentos, atividades ao ar livre e trechos com histórico de alagamentos.

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