A prefeitura do Rio oficializa a desapropriação de imóvel na Estrada da Gávea para a construção do novo terminal intermodal na Rocinha. Projeto prevê reorganização de vans, microônibus e mototáxi, integração com o metrô e investimentos milionários via PAC Periferia Viva.
A prefeitura do Rio deu um passo decisivo para mudar a mobilidade na rocinha. Foi publicado o Decreto Rio nº 57.556, que declara de utilidade pública, para fins de desapropriação de imóvel, uma área localizada na estrada da gávea, no Largo das Flores.
O espaço, onde já funcionou uma edificação utilizada pela empresa Oi, será destinado à construção do novo terminal intermodal, considerado peça estratégica dentro do pacote de investimentos milionários do PAC Periferia Viva.
A medida não é isolada. Ela integra um plano robusto de urbanização e infraestrutura que soma cerca de R$ 350 milhões em investimentos na comunidade, conforme divulgado pela própria Prefeitura do Rio e pelo Ministério das Cidades em apresentação oficial do programa.
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A execução das obras ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura, enquanto a coordenação institucional envolve o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, em parceria direta com o município.
Novo terminal intermodal promete reorganizar vans, microônibus e mototáxi na Rocinha
O novo terminal intermodal ainda terá seu projeto executivo desenvolvido, mas já há diretrizes claras. A estrutura deve ocupar aproximadamente 3 mil metros quadrados e contará com áreas organizadas para embarque e desembarque de vans, microônibus e mototáxi, três modais que hoje operam com grande intensidade na rocinha.
A proposta é reorganizar o fluxo, reduzir conflitos viários e melhorar a circulação interna. Atualmente, a dinâmica de transporte na comunidade ocorre de forma pulverizada, o que gera gargalos em horários de pico.
Segundo o Ministério das Cidades, o PAC Periferia Viva tem como foco “promover urbanização integrada, garantindo mobilidade, infraestrutura e qualidade de vida nas periferias brasileiras”. Essa diretriz se encaixa diretamente no objetivo do terminal.
Além da área operacional para transporte, o equipamento terá:
- Espaço administrativo;
- Boxes destinados ao comércio popular;
- Estrutura de apoio às operações de limpeza urbana.
Isso significa que o impacto vai além da mobilidade. O projeto também influencia organização econômica local e serviços públicos.
Integração com metrô de São Conrado fortalece conexão urbana
Um dos pontos centrais da construção do novo terminal intermodal é a conexão com a estação de metrô São Conrado. A integração deve facilitar o deslocamento entre a rocinha e outras regiões da cidade.
A expansão da mobilidade integrada é uma das metas históricas da prefeitura do Rio, especialmente em áreas de grande densidade populacional. De acordo com dados do Instituto Pereira Passos, a Rocinha é considerada uma das maiores comunidades da América Latina, o que exige soluções estruturais permanentes para transporte.
Ao organizar vans, microônibus e mototáxi em um ponto estruturado, a tendência é melhorar a segurança viária, ampliar a acessibilidade e oferecer mais conforto aos passageiros.
Desapropriação de imóvel é etapa estratégica para viabilizar obra
A desapropriação de imóvel na estrada da gávea é considerada etapa essencial para que a construção saia do papel. Sem a posse legal da área, o município não poderia iniciar a implantação da infraestrutura.
O Decreto Rio nº 57.556 formaliza essa condição jurídica e permite o avanço administrativo do projeto.
A utilização de instrumentos legais de utilidade pública é comum em obras de mobilidade urbana de grande porte. Conforme explica o próprio portal da Prefeitura do Rio, a declaração de utilidade pública é mecanismo previsto em lei para garantir a execução de projetos considerados de interesse coletivo.
No caso da rocinha, o interesse envolve reorganização do transporte local, qualificação urbana e integração metropolitana.
Investimentos milionários do PAC Periferia Viva impulsionam transformação urbana
O pacote de R$ 350 milhões destinados à rocinha não contempla apenas o novo terminal intermodal. O valor integra um conjunto de ações de urbanização e infraestrutura mais amplo.
O PAC Periferia Viva, retomado pelo Governo Federal, prioriza territórios com alta vulnerabilidade social e déficit histórico de investimentos. Informações oficiais do programa destacam que as ações incluem saneamento, mobilidade, contenção de encostas e equipamentos públicos.
A construção do terminal se insere justamente nesse eixo de requalificação urbana.
Ao concentrar embarque e desembarque de vans, microônibus e mototáxi em um espaço planejado, a prefeitura do Rio busca reduzir conflitos viários, ordenar o tráfego e elevar o padrão de serviço oferecido à população.
Impacto esperado: mobilidade mais segura e circulação mais eficiente
A reorganização dos modais dentro da rocinha pode gerar reflexos imediatos no dia a dia da comunidade.
Entre os principais impactos esperados estão:
- Redução de pontos informais de parada;
- Melhoria da fluidez na estrada da gávea;
- Aumento da segurança para pedestres;
- Maior integração com o sistema metroviário.
Especialistas em mobilidade urbana defendem que terminais integradores ajudam a racionalizar o transporte em áreas densas, diminuindo sobreposição de rotas e conflitos operacionais.
Além disso, a presença de boxes comerciais dentro do novo terminal intermodal tende a estimular a economia local, criando oportunidades formais dentro de um equipamento público estruturado.
Rocinha entra em nova fase de infraestrutura
Com a publicação do decreto e o avanço da desapropriação de imóvel, a prefeitura do Rio sinaliza que a construção do novo terminal intermodal deixou de ser promessa e passou a ser etapa concreta dentro do cronograma do PAC.
A estrada da gávea, eixo central da rocinha, deve se tornar o ponto estratégico dessa transformação.
Agora, a expectativa gira em torno da elaboração do projeto detalhado e do início efetivo das obras.
A pergunta que fica é: essa nova estrutura vai realmente transformar a mobilidade da rocinha ou será apenas mais uma intervenção pontual?
Você é morador da Rocinha ou do Rio de Janeiro? Acredita que a construção do novo terminal intermodal na Estrada da Gávea vai realmente melhorar o transporte de vans, microônibus e mototáxi na região? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta matéria com quem vive essa realidade todos os dias.

Deveria desapropriar a Rocinha, já que é tudo ****, ilegale e ****, e replantar a linda vegetação natural.