Porto de Suape quer ampliar liderança no mercado de cabotagem

Suape

Venda da Petroquimica em Suape e da Rnest aliados a inauguração da rota expressa Santos-Suape são fatores de otimismo para o complexo industrial aumentar a liderança no transporte de cargas nacional

O porto de Suape é líder isolado no transporte de cargas entre portos brasileiros (cabotagem), entretanto o complexo que transporta atualmente 5,8 milhões de toneladas em cargas, a partir de setembro contará com uma via expressa que o interligará ao Porto de Santos.
Aliado a esta nova possibilidade, o Complexo Industrial do Suape espera ainda até o final do ano aumentar seu volume transportado em função de duas grandes transações na região.

Uma delas é a venda da Petroquímica Suape para a mexicana Alpek e a outra é a venda da refinaria Abreu e Lima (Rnest) que faz parte da lista de desinvestimentos da Petrobras.

O Diretor de operações do Porto de Suape fez questão de destacar a infraestrutura do empreendimento , tais como seu parque de tanques com capacidade de estocar vários produtos, fazendo com que os produtos possam chegar via navegação nacional e depois serem transferidos para o exterior por meio de navegação de longo curso.
Segundo ele com a chegada do Tecon 2, que permitirá a atracação de navios maiores, também será um fator que contribuirá com o aumento de produção do porto.

A rota expressa Santos – Suape

Previsto para este mês de julho, mas que deverá entrar em operação somente em setembro, a rota expressa Santos – Suape, permitirá uma maior agilidade no transporte de cargas entre as cidades (no máximo 3 dias) e despertará o interesse em se movimentar outros tipos de carga.
O mercado da cabotagem está vibrando com o aumento do volume de cargas no Porto de Suape. Já se percebeu uma diminuição de 2 a 3% ao ano no modal rodoviário, que atende a cerca de 70% do setor.

Na opinião do diretor da Cone, um condomínio de negócios com 46 empresas instaladas, a cabotagem tem surgido como uma boa opção ao transporte de cargas e que seu crescimento de 20% a 25% em movimentação por contêiner tem muito a ver com a baixa redução do frete rodoviário que muitas vezes não paga o tempo do produto parado quando se tem algum problema.

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Renato Oliveira

Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)