Em Santos, o Ministério de Portos e Aeroportos autorizou expansão de 17,2 milhões de m² e estruturou leilão de R$ 6,4 bilhões para elevar a capacidade para até 9 milhões de TEU por ano, provocando forte expectativa no setor portuário e logístico
O Porto de Santos alcançou em 2025 o maior volume de movimentação de sua história. Foram 186,4 milhões de toneladas em um único ano. Esse crescimento consolidou o complexo como o maior terminal portuário da América Latina e acendeu um alerta claro: a infraestrutura atual começa a operar no limite.
A resposta veio com um pacote robusto de expansão territorial e com o avanço do megaterminal Tecon Santos 10, projeto que promete elevar em cerca de 50 por cento a capacidade de contêineres do porto.
Mas, o que parecia apenas mais um projeto de concessão ganhou dimensão estratégica nacional.
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Recorde histórico em 2025 expõe limite operacional e pressiona expansão
O ano de 2025 terminou com 186,4 milhões de toneladas movimentadas, superando o recorde anterior de 179,8 milhões registrado em 2024. O avanço foi de 3,6 por cento.
Enquanto isso, o setor de contêineres teve papel central nesse crescimento. O porto movimentou 5,9 milhões de TEU (medida padronizada para o setor marítimo no mundo todo), somando 62,3 milhões de toneladas, alta de 3,9 por cento.
Nos granéis sólidos, o volume chegou a 94,5 milhões de toneladas. Só a soja respondeu por 44,9 milhões. A celulose atingiu 9,9 milhões de toneladas. Os números impressionam e mostram uma tendência contínua de crescimento.
Tecon Santos 10 promete elevar capacidade em 50 por cento e pode levar porto a 9 milhões de TEU por ano

O megaterminal Tecon Santos 10 deve se tornar o maior leilão da história do setor portuário brasileiro. Esse investimento estimado gira em torno de R$ 6,4 bilhões. A concessão terá prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de prorrogação.
O terminal terá área superior a 620 mil m², com quatro berços de atracação preparados para navios de grande porte. A capacidade estimada é de até 3,5 milhões de TEU por ano.
Somado aos terminais existentes, o porto poderá atingir cerca de 9 milhões de TEU anuais. O impacto direto é um aumento aproximado de 50 por cento na movimentação de contêineres.
O leilão deve ocorrer entre 30 de março e 20 de abril. O critério será maior valor de outorga, com piso mínimo de R$ 500 milhões.
Expansão territorial adiciona 17,2 milhões de m² e permite construção de até oito novos terminais
Além do Tecon 10, o porto vai dobrar de tamanho. Isso porque o Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a inclusão de 17,2 milhões de m² entre áreas terrestres e espaços de fundeio e deposição de resíduos de dragagem.
Somente em áreas terrestres, onde já existe infraestrutura portuária, o crescimento será de 56 por cento. A área passará de 9,3 milhões para 14,5 milhões de m².
Na prática, isso permite a construção de pelo menos oito novos terminais, com porte semelhante ao de grandes operadores já instalados em Santos.
Os primeiros leilões dessas novas áreas devem começar em 2027.
Receita de R$ 1,4 bilhão e R$ 4 bilhões em caixa fortalecem plano de dobrar capacidade em até 30 anos
A Autoridade Portuária de Santos encerrou 2025 com receita líquida de R$ 1,4 bilhão e R$ 4 bilhões em caixa.
A expectativa é de aumento de pelo menos 20 por cento no volume financeiro em três a quatro anos, impulsionado pela expansão.
Atualmente, o porto conta com 65 berços de atracação. Com a nova configuração, deve ganhar pelo menos mais 15 até 2030.
A meta estratégica é dobrar a capacidade de movimentação de cargas em até 30 anos. Com os novos projetos, esse prazo pode ser antecipado.
Mudança do terminal de cruzeiros e novas áreas em Cubatão, São Vicente e Santos ampliam horizonte logístico
Outras áreas ainda estão em análise no Ministério de Portos.
Entre elas, terrenos em Cubatão, São Vicente e na própria cidade de Santos.
Um dos espaços é o atual terminal de passageiros de cruzeiros, com 42 mil m², considerado o principal do país. A mudança já foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários em janeiro, mas depende de recursos que devem vir do leilão do Tecon 10.
Quando for transferido, o espaço poderá ser usado para movimentação de cargas, ampliando ainda mais a capacidade operacional.
O Porto de Santos vive um momento decisivo. Recordes históricos, expansão territorial inédita e um leilão bilionário colocam o complexo no centro da logística brasileira. A escala chama atenção e pode redefinir o papel do Brasil no comércio internacional nos próximos anos.
E você, acredita que essa expansão vai colocar o Porto de Santos em outro patamar global? Deixe sua opinião nos comentários.

Olá. Eu acho que tem tudo pra dar certo. Só depende da vontade e seriedade das pessoas envolvidas. Se misturar política e jeitinho brasileiro, pode esquecer. Não sai do papel.