O pouso inédito de um Boeing 787 Dreamliner na Antártida, realizado em novembro de 2023 por um piloto da Norse Atlantic Airways, marcou uma operação logística sem precedentes ao levar 45 pesquisadores e 12 toneladas de equipamentos científicos para uma pista de gelo de 9.840 pés na Base Aérea de Troll
O primeiro pouso de um Boeing 787 Dreamliner na Antártida foi realizado em novembro de 2023 por um piloto da Norse Atlantic Airways, em uma missão inédita que levou 45 pesquisadores e 12 toneladas de equipamentos à Base Aérea de Troll, em uma pista de gelo e neve.
Pouso histórico em pista de gelo e neve
Um Boeing 787 Dreamliner operado pela Norse Atlantic Airways tornou-se a primeira aeronave desse modelo a pousar na Antártida. O feito foi registrado em imagens consideradas históricas e mostra o avião tocando o solo em uma pista formada exclusivamente por gelo e neve.
A aeronave pousou na Base Aérea de Troll, recebida por uma faixa branca em meio ao ambiente antártico. A pista utilizada mede 9.840 pés (aprox. 3 km) de comprimento por 100 pés (aprox. 30 m) de largura, características que exigem precisão absoluta durante a aproximação e o pouso.
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Missão científica e não comercial
Apesar da dimensão do feito, o voo não teve caráter turístico ou comercial. A operação foi planejada para transportar 45 pesquisadores e 12 toneladas de equipamentos científicos até a estação de pesquisa Troll, localizada na Terra da Rainha Maud, na Antártida.
A maioria dos passageiros fazia parte do Instituto Polar Norueguês. O voo N0787 cumpriu a função logística de apoiar atividades científicas na região, reforçando a importância do transporte aéreo para pesquisas em ambientes extremos.
Capacidade de carga como fator decisivo
A escolha do Boeing 787 Dreamliner não foi aleatória. Um dos principais fatores foi a capacidade de carga da aeronave, que pode acomodar mais de 5.000 pés cúbicos em seus compartimentos. Essa caracterísitca foi determinante para viabilizar o transporte das 12 toneladas de equipamentos necessários à missão.
O amplo espaço interno permitiu organizar a carga de forma segura e eficiente, respeitando as limitações operacionais impostas pelas condições climáticas e pela infraestrutura disponível na Antártida.
Eficiência de combustível e logística antártica
Outro motivo central para a escolha do modelo foi sua eficiência no consumo de combustível. O avião realizou o trajeto da Cidade do Cabo até a Antártida e retornou utilizando um único tanque de combustível, fator considerado essencial para operações em regiões remotas.
Segundo Paul Erlandsson, representante de serviço de campo da Boeing, essa eficiência ajudou a resolver as complexidades logísticas de transportar, armazenar e manusear combustível na Antártida, onde não há infraestrutura tradicional.
Desafios das pistas de gelo azul
A Antártida não possui pistas de pouso convencionais. As aeronaves precisam operar em pistas conhecidas como gelo azul, formadas naturalmente e mantidas por condições climáticas específicas.
O vídeo do pouso mostra uma aproximação precisa em uma das pistas mais desafiadoras do mundo.
A operação abre precedentes para avaliar a possibilidade de novos pousos de aeronaves de grande porte no gelo antártico, ampliando as opções logísticas para missões científicas futuras, mesmo em um ambiente considerado extremamante hostil.

Cadê o filme do pouso? A reportagem ficou capalenga…