Venezuela é citada em novo caso de petroleiro interceptado pelos EUA, acusado de integrar frota fantasma que transporta petróleo sob sanções internacionais.
A Venezuela voltou a chamar a atenção da comunidade internacional depois que um petroleiro suspeito de transportar petróleo sob sanções foi interceptado por forças dos Estados Unidos.
O navio, chamado Veronica III, é apontado por monitoramentos independentes como parte de uma chamada “frota fantasma”, usada para driblar restrições comerciais e manter o fluxo de petróleo em funcionamento.
A operação ocorreu no Oceano Índico. Ainda assim, o rastro da embarcação leva diretamente ao Caribe e, principalmente, à Venezuela, que aparece como ponto de origem de uma carga milionária de petróleo.
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Petroleiro ligado à Venezuela foi rastreado por milhares de quilômetros
Segundo dados de monitoramento marítimo, o Veronica III teria deixado a Venezuela no dia 3 de janeiro, transportando cerca de 1,9 milhão de barris de petróleo bruto e óleo combustível.
A informação foi divulgada pelo site TankerTrackers.com, que acompanha a movimentação de navios ao redor do mundo.
O petroleiro, de bandeira panamenha, já constava na lista do Tesouro dos Estados Unidos como uma embarcação sancionada por supostas ligações com o Irã.
Ainda assim, o navio seguiu navegando, cruzando oceanos, até ser abordado por militares americanos.
De acordo com os registros, desde 2023 a embarcação já esteve envolvida no transporte de petróleo russo, iraniano e também da Venezuela, o que reforça as suspeitas de que atuava em uma rede internacional para burlar sanções.
EUA afirmam que o navio tentou desafiar a ordem de Trump
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou uma mensagem dura nas redes sociais ao confirmar a interdição do Veronica III. A postagem afirmou:
“Defendemos a Pátria à frente. A distância não protege você. Durante a noite, forças dos Estados Unidos realizaram, sem incidentes, uma visita de direito, interdição marítima e abordagem do Veronica III na área de responsabilidade do INDOPACOM. A embarcação tentou desafiar a quarentena do presidente Trump, esperando escapar. Nós a rastreamos do Caribe até o Oceano Índico, reduzimos a distância e a neutralizamos. Nenhuma outra nação tem o alcance, a resistência ou a disposição para fazer isso. As águas internacionais não são refúgio. Por terra, ar ou mar, vamos encontrá-lo e levar justiça. O Departamento de Guerra negará a atores ilícitos e seus intermediários a liberdade de movimentação no domínio marítimo”.
A declaração reforça que os EUA tratam o caso como parte de uma ofensiva global para bloquear o transporte de petróleo sob sanções, incluindo o petróleo que sai da Venezuela.
Especialistas apontam que a chamada “shadow fleet”, ou frota fantasma, é formada por petroleiros que mudam de nome, bandeira e registro para despistar autoridades.
Esses navios costumam desligar sistemas de rastreamento e operar em rotas menos vigiadas.
O Veronica III, segundo os investigadores, também era conhecido pelo apelido DS Vector. Esse tipo de estratégia facilita o transporte de petróleo de países como a Venezuela, que enfrentam sanções e restrições no comércio internacional.


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