Especialistas dizem que a Petrobras vem diminuindo drasticamente suas operações no Brasil a medida que estrangeiras adquirem blocos exploratórios
A Petrobras produziu cerca 75% em fevereiro em 2018 e mais de 92% em 2010, bem no final do governo do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta redução iniciou-se acontecer quando às atividades do pré-sal estavam se iniciando, já na governança de Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assumiu a presidência do Brasil em 2016, houve uma leve aceleração devido a abertura de mercado às estrangeiras, o que ocasionou redução de 7 pontos de papeis participativos da Petrobras no mercado.
Segundo especialistas, a Petrobras tende a reduzir suas operações a medida que outras multinacionais do petróleo vão ocupando o mercado, entre as principais, a Statoil, Total, Exxon Mobil e Shell, que já estão em uma verdadeira maratona para assegurar tantas participações no pré-sal quanto possível, que na verdade, é um dos ativos de petróleo mais promissores do planeta já encontrado, muita extensa e que apenas uma companhia não é capaz de explorar.
Desde setembro de 2017 até o momento, o Brasil promoveu três leilões de blocos exploratórios com mais um agendando daqui à 2 meses. A Petrobras enxerga isto como uma faca de dois gumes: Ela perde o monopólio das produtividades operacionais em território nacional, porém, ela consegue agregar novas tecnologias e ganhar fôlego financeiro fazendo parcerias com multinacionais.
-
Radar marítimo mais avançado da Marinha dos EUA ganha contrato de US$ 515 milhões, mira mísseis hipersônicos, navios e aeronaves hostis e deve equipar mais de 50 embarcações na próxima década
-
Egito importa 12 milhões de trigo da Rússia, Ucrânia, Romênia, França e Bulgária e comprou 6,5 milhões de toneladas de milho brasileiro, mas agora quer criar um império agrícola no deserto: plano de autossuficiência mira lavouras irrigadas, ameaça fornecedores globais de grãos e acende alerta para o Brasil no tabuleiro alimentar da África
-
Enquanto uma obra comum ainda depende de meses de pedreiro, entulho e orçamento estourado, casas prontas que chegam de caminhão, paredes impressas em 3D e robôs que assentam blocos começam a transformar a construção em linha de montagem
-
A China está projetando um navio porta-contêineres com reator nuclear de tório que vai funcionar por 40 anos sem reabastecer, e o gigante de 25.000 contêineres do Jiangnan Shipyard vai cruzar oceanos sem emitir carbono numa indústria que queima 300 milhões de toneladas de combustível por ano
Nelson Silva, diretor de Estratégia da Petrobras, disse que a situação infelizmente é um mal necessário, mas é de suma importância outras petroleiras operarem no país neste momento. Como muitos dos projetos da estatal foram congelados devido a questão da Lava-jato, foram muito prejuízos, na ordem de bilhões em dólares comerciais com as baixas nos preços do barril de petróleo.
A cada dia que passa, as empresas estrangeiras estão expandindo seus negócios no Brasil, podemos pegar com ilustração a Exxon, que injetou mais de US$ bilhões fazendo parcerias para adquirir 22 permissões operacionais offshore nos últimos meses. Samuel Pessoa, economista da FGV, diz que a inserção das petrolíferas estrangerias em nosso mercado é essencial para que o Brasil volte a produzir pelo menos 4 milhões de barris diariamente e garantir uma certa “estabilidade”.
Muitos dizem que a Petrobras está trilhando um caminho inevitável para privatização entregando suas carteira de serviços para estrangeiras, outros alegam que a estatal não tem caixa e tecnologia para explorar todos os blocos de petróleo do país. Uma coisa é certa, o Brasil tem um dos potenciais de hidrocarbonetos mais relevantes do país e explora-lo é necessário para garantir impostos e robustez na economia.

Seja o primeiro a reagir!