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Petrobras pagará R$ 210 mi à União relativo à sua participação em campo de petróleo na Bacia de Campos

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 14/10/2019 às 19:33

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Petrobras bacia de campos petróleo
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Petrobras começou a exploração do campo de Tartaruga, na Bacia de Campos em 2004, em regime de concessão, e foram descobertas duas jazidas.

A Petrobras vai pagar R$ 210 milhões à União até o final de novembro pelo acordo relativo à sua participação na produção do campo de petróleo Tartaruga, na bacia de Campos, fruto de uma conciliação financeira celebrada nesta segunda-feira entre a PPSA (Pré-sal Petróleo), representando a União, e a estatal. Com o foco no pré-sal, Petrobras acelera o descomissionamento na Bacia de Campos.

Em nota a Pré-Sal Petróleo (PPSA), informou que com esse pagamento, os recursos recebidos pela União referentes a conciliações financeiras no pré-sal subiram para R$ 1,16 bilhão.

Em dezembro do ano passado, um acordo com o consórcio liderado pela Petrobras no Campo de Sapinhoá, na bacia de Santos, resultou em R$ 847 milhões para a União e em abril deste ano houve mais um acordo com o mesmo consórcio no valor de R$ 108 milhões.

O campo de Tartaruga fica a 127 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, entre os campos de Tartaruga Verde e Tartaruga Verde Sudoeste.

A Petrobras começou a exploração da área em 2004, em regime de concessão, e foram descobertas duas jazidas, sendo que uma se estendeu a sudoeste para uma área não contratada, ainda de propriedade da União.

Foi necessário então um acordo de unitização e posterior acordo para a União receber parcela da produção da área.

Na jazida de Tartaruga ficou acordado uma fatia de 17,85% para a União e realizado um acerto de contas considerando as receitas desde o início da exploração, resultando em um saldo credor de R$ 202 milhões que foi ajustado pelo IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado) para R$ 210 milhões, que serão depositados no Tesouro Nacional.

Quando um campo de petróleo extrapola a área de concessão, a petrolífera precisa assinar um acordo de individualização da produção em que a União passa a ter direito a uma parcela da produção e uma responsabilidade equivalente sobre os gastos.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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