Petrobras prorroga por 304 dias contrato do navio Skandi Olinda, da DOF e TechnipFMC, garantindo operações submarinas no Brasil até 2028.
Um navio de quase 140 metros de comprimento continuará trabalhando para a Petrobras nas operações de instalação de equipamentos e tubulações no fundo do mar brasileiro. A embarcação Skandi Olinda, equipada com sistemas capazes de lançar linhas flexíveis em águas profundas, teve seu contrato ampliado depois de uma negociação entre a estatal e a norueguesa DOF Group. Segundo o comunicado oficial divulgado pela DOF em 5 de novembro de 2026, a Petrobras aprovou uma prorrogação de 304 dias, levando o encerramento do contrato de abril de 2027 para janeiro de 2028.
O navio pertence a uma parceria entre a DOF e a TechnipFMC, que dividem igualmente sua propriedade. Construída no Brasil e entregue para operações em 2019, a embarcação possui equipamentos destinados à instalação de estruturas submarinas utilizadas pela indústria de petróleo e gás.
Petrobras amplia por 304 dias contrato do navio Skandi Olinda
A DOF confirmou que concluiu uma negociação com a Petrobras para manter o Skandi Olinda em atividade. O acordo foi anunciado ao mercado financeiro em 5 de novembro de 2026.
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O contrato anterior tinha encerramento previsto para abril de 2027. Com a alteração, a embarcação continuará contratada até janeiro de 2028, acrescentando 304 dias ao período de prestação de serviços.
A companhia não divulgou o valor financeiro da prorrogação. Também não apresentou mudanças específicas nas atividades contratadas ou nas condições operacionais do navio.
Navio de quase 140 metros trabalha na instalação de tubulações submarinas
O Skandi Olinda possui 139,9 metros de comprimento e 28 metros de largura. A embarcação foi projetada para realizar serviços de construção submarina e instalação de linhas utilizadas na produção de petróleo.
Esse tipo de navio é conhecido pela sigla PLSV, expressão inglesa que identifica embarcações especializadas no lançamento de tubulações. Seu trabalho acontece principalmente em áreas de produção offshore.
As linhas instaladas no fundo do mar permitem transportar fluidos e conectar equipamentos submarinos às estruturas de produção. A instalação exige precisão, equipamentos especiais e acompanhamento das condições marítimas.
Equipamentos permitem instalar linhas flexíveis a 2.500 metros de profundidade
O Skandi Olinda possui uma torre vertical de lançamento com capacidade de 340 toneladas, conforme as informações divulgadas pela TechnipFMC na entrada do navio em operação.
A embarcação também conta com um grande carrossel instalado abaixo do convés. O equipamento pode armazenar até 2.500 toneladas de linhas flexíveis, que são preparadas para lançamento durante as operações.
Segundo os dados apresentados pelas empresas em 2019, esses sistemas permitem instalar tubulações em profundidades de até 2.500 metros. Essa capacidade é especialmente importante para projetos de exploração e produção em águas profundas.
Dois robôs submarinos acompanham os trabalhos no fundo do oceano
Além dos sistemas de lançamento, a embarcação dispõe de dois veículos submarinos operados remotamente. Esses equipamentos são conhecidos pela sigla ROV.
Os robôs recebem comandos de profissionais que trabalham a bordo. Eles podem utilizar câmeras, sensores e ferramentas para observar estruturas e apoiar atividades executadas em grandes profundidades.
Durante operações de instalação, esses equipamentos ajudam a acompanhar a posição das linhas e verificar as condições de trabalho. Sua utilização reduz a necessidade de intervenção humana direta em ambientes submarinos profundos.
DOF e TechnipFMC dividem igualmente a propriedade da embarcação
O Skandi Olinda pertence a uma empresa formada pela DOF e pela TechnipFMC. Cada grupo possui 50% de participação na parceria responsável pela embarcação.

As duas companhias também dividem responsabilidades operacionais. Pelo acordo anunciado na entrada do navio em serviço, a TechnipFMC administra as atividades de lançamento das linhas flexíveis.
A DOF responde pelas operações marítimas. Essa divisão permite reunir a experiência de uma empresa especializada em serviços navais com a capacidade de engenharia submarina da TechnipFMC.
Navio foi construído no Brasil pelo estaleiro Vard Promar
O Skandi Olinda possui uma ligação direta com a construção naval brasileira. A embarcação foi construída pelo estaleiro Vard Promar, em Pernambuco.
O projeto faz parte da família VARD 3 16, desenvolvida para embarcações de construção submarina e lançamento de tubulações. A estrutura inclui um convés equipado para atividades offshore e acomodações para até 120 pessoas.
O navio começou a prestar serviços à Petrobras em 2019. Na ocasião, a DOF e a TechnipFMC anunciaram o início de um contrato de afretamento de oito anos, com a embarcação navegando sob bandeira brasileira.
Skandi Olinda tem capacidade para acomodar até 120 pessoas
A bordo, o navio reúne espaços destinados à tripulação e aos profissionais envolvidos nas operações submarinas. A capacidade de acomodação informada pelo fabricante é de até 120 pessoas.
A embarcação também possui sistemas de posicionamento dinâmico. Essa tecnologia utiliza equipamentos de navegação e propulsão para ajudar a manter o navio na posição necessária durante determinadas atividades.
O posicionamento é importante porque a instalação das linhas exige controle dos movimentos da embarcação. Em operações profundas, alterações de posição podem interferir no lançamento dos equipamentos.
Petrobras já havia prorrogado outros dois navios da mesma parceria
A extensão do Skandi Olinda acontece depois de outros acordos anunciados pela DOF em 2026. Em 31 de julho, a companhia informou que a Petrobras também prorrogou os contratos dos navios Skandi Buzios e Skandi Recife.
O Skandi Buzios recebeu uma extensão de 516 dias, enquanto o Skandi Recife teve seu contrato ampliado por 550 dias. Os dois acordos também passaram a ter término previsto para janeiro de 2028.
Assim como o Skandi Olinda, essas embarcações pertencem à parceria entre DOF e TechnipFMC. Os três navios fazem parte da estrutura de serviços submarinos utilizada nas operações brasileiras de petróleo e gás.
Continuidade dos contratos amplia previsibilidade para operações offshore
Navios de lançamento de linhas submarinas dependem de equipamentos especializados e equipes treinadas. Sua utilização envolve planejamento de operações, manutenção e disponibilidade de materiais.
A manutenção de contratos por períodos mais longos permite organizar essas atividades com antecedência. Também oferece às empresas prestadoras de serviços maior visibilidade sobre a utilização de suas embarcações.
No caso do Skandi Olinda, a Petrobras assegurou sua disponibilidade contratual até janeiro de 2028. A DOF não detalhou quais campos petrolíferos ou projetos específicos serão atendidos durante os 304 dias adicionais.
Construção e manutenção de sistemas submarinos movimentam fornecedores especializados
As operações realizadas por embarcações como o Skandi Olinda exigem serviços de engenharia, equipamentos marítimos, ferramentas e materiais utilizados nas instalações submarinas.
Além das atividades executadas no mar, a operação de navios especializados envolve manutenção, logística, abastecimento e apoio técnico em terra. Essas necessidades podem envolver fornecedores e empresas brasileiras.
A prorrogação anunciada, entretanto, não apresenta uma previsão de novas contratações de trabalhadores. Também não informa investimentos adicionais em estaleiros ou encomendas de novas embarcações.
Acordo mantém embarcação brasileira em atividade até janeiro de 2028
A extensão do contrato representa a continuidade de uma relação iniciada quando o Skandi Olinda entrou em operação para a Petrobras, em 2019. O navio permanece ligado à prestação de serviços especializados em águas profundas.
O anúncio de novembro confirma o acréscimo de 304 dias ao contrato e sua nova data de encerramento. O comunicado não informa o valor do aditivo nem apresenta uma nova licitação de construção naval.
Com o Skandi Olinda, o Skandi Buzios e o Skandi Recife contratados até janeiro de 2028, a parceria entre DOF e TechnipFMC mantém três embarcações especializadas sob contratos prorrogados com a estatal brasileira.
