Construído a partir de 3.500 a.C., Rujm el-Hiri reúne cinco círculos concêntricos de basalto, ultrapassa 150 metros de diâmetro e intriga arqueólogos por não revelar quem o ergueu nem qual era sua finalidade original exata
O Rujm el-Hiri, nas Colinas de Golã, reúne cinco círculos concêntricos de basalto, mais de 40 mil toneladas de pedras e um anel externo superior a 150 metros de diâmetro. Construído a partir de cerca de 3.500 a.C., o monumento permanece sem construtor ou finalidade comprovados.
Apesar das grandes dimensões, a estrutura praticamente desaparece quando observada do nível do solo. Sua configuração circular, semelhante a um alvo, torna-se evidente principalmente quando vista de cima.
O monumento entrou para o registro histórico depois que Israel assumiu o controle das Colinas de Golã da Síria durante a guerra de 1967. Levantamentos aéreos revelaram a disposição dos círculos de pedra ao redor de um monte central.
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Rujm el-Hiri reúne milhares de rochas e mais de 40 mil toneladas
Segundo informações divulgadas pela Reuters, o complexo possui cinco círculos concêntricos formados por milhares de pequenas rochas basálticas. Juntas, essas pedras ultrapassam 40.000 toneladas.
A construção se diferencia de monumentos como Stonehenge porque não depende de enormes blocos individuais.
No caso do Rujm el-Hiri, a escala surge da quantidade de pedras empregadas e da extensão das paredes circulares.
O maior anel ultrapassa 150 metros de diâmetro. No centro existe uma câmara funerária de aproximadamente seis metros de comprimento, atualmente acessível a visitantes dispostos a rastejar para entrar em seu interior.
O monte central tem cerca de cinco metros de altura. Mesmo a partir desse ponto elevado, parte do desenho circular pode ser percebida, mas a configuração completa permanece muito mais clara em imagens aéreas.

Construção pode ter começado por volta de 3.500 a.C.
A idade do monumento foi estimada principalmente a partir de fragmentos de cerâmica e ferramentas de sílex encontrados durante diferentes escavações no local.
Com base nesse material, estudiosos situam o início da construção por volta de 3.500 a.C. Algumas partes podem ter sido acrescentadas ou ampliadas durante os aproximadamente dois mil anos seguintes.
Isso significa que a megaestrutura pode não ter surgido em uma única etapa. O complexo pode ter sido modificado gradualmente ao longo de diferentes gerações, conforme indicam as evidências arqueológicas apresentadas no material.
O sítio também é conhecido pelo nome hebraico Gilgal Refaim, traduzido como “roda dos gigantes”. Rujm el-Hiri, por sua vez, é apresentado como uma expressão árabe traduzida como “monte de pedras do gato selvagem”.
Nenhum dos dois nomes, porém, identifica os responsáveis pela construção.
Teorias tentam explicar quem ergueu o monumento
Uri Berger, especialista em túmulos megalíticos da Autoridade de Antiguidades de Israel, definiu o local como enigmático e afirmou que ainda não existe um quadro completo sobre sua história.
Uma das hipóteses citadas por Berger considera que uma civilização nômade posteriormente estabelecida na região poderia ter construído o complexo.
A própria escala do trabalho, entretanto, cria dificuldades para essa interpretação. Uma obra formada por milhares de pedras e dezenas de milhares de toneladas exigiria uma rede de apoio considerável.
Outra proposta relacionou o monumento à astronomia. Aberturas existentes na estrutura foram associadas ao nascer do sol nos solstícios de verão e inverno, alimentando a possibilidade de utilização como marcador celeste ou calendário.
Estudo questiona possível alinhamento astronômico
Essa interpretação passou a enfrentar novas dúvidas após pesquisa publicada na revista Remote Sensing, baseada em dados geofísicos da região onde está localizado o Rujm el-Hiri.
Segundo os pesquisadores, mudanças geológicas graduais teriam provocado rotação no sentido anti-horário e deslocamento de dezenas de metros em relação à posição original do sítio.
Com isso, a orientação atual das entradas e paredes radiais não corresponderia necessariamente à existente entre aproximadamente 4.000 e 2.000 a.C.
Os autores afirmam que essa alteração impede sustentar, com base na configuração atual, as especulações de que as estruturas estivessem alinhadas com corpos celestes no passado.
O monumento permanece em uma área utilizada para treinamento militar israelense. Conforme o material fornecido, visitantes podem acessar o local durante fins de semana e feriados, caminhar entre as antigas muralhas e entrar na câmara funerária central.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Reuters, da revista Remote Sensing e da Autoridade de Antiguidades de Israel, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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