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Megaestrutura de cerca de 5 mil anos reúne cinco enormes anéis de basalto, mais de 40 mil toneladas de pedras e 150 metros de diâmetro, enquanto arqueólogos ainda tentam descobrir quem ergueu o monumento

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 06/09/2026 às 01:09 Atualizado em 06/09/2026 às 01:21
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Monumento desperta interesse dos especialistas
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Construído a partir de 3.500 a.C., Rujm el-Hiri reúne cinco círculos concêntricos de basalto, ultrapassa 150 metros de diâmetro e intriga arqueólogos por não revelar quem o ergueu nem qual era sua finalidade original exata

O Rujm el-Hiri, nas Colinas de Golã, reúne cinco círculos concêntricos de basalto, mais de 40 mil toneladas de pedras e um anel externo superior a 150 metros de diâmetro. Construído a partir de cerca de 3.500 a.C., o monumento permanece sem construtor ou finalidade comprovados.

Apesar das grandes dimensões, a estrutura praticamente desaparece quando observada do nível do solo. Sua configuração circular, semelhante a um alvo, torna-se evidente principalmente quando vista de cima.

O monumento entrou para o registro histórico depois que Israel assumiu o controle das Colinas de Golã da Síria durante a guerra de 1967. Levantamentos aéreos revelaram a disposição dos círculos de pedra ao redor de um monte central.

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Rujm el-Hiri reúne milhares de rochas e mais de 40 mil toneladas

Segundo informações divulgadas pela Reuters, o complexo possui cinco círculos concêntricos formados por milhares de pequenas rochas basálticas. Juntas, essas pedras ultrapassam 40.000 toneladas.

A construção se diferencia de monumentos como Stonehenge porque não depende de enormes blocos individuais.

No caso do Rujm el-Hiri, a escala surge da quantidade de pedras empregadas e da extensão das paredes circulares.

O maior anel ultrapassa 150 metros de diâmetro. No centro existe uma câmara funerária de aproximadamente seis metros de comprimento, atualmente acessível a visitantes dispostos a rastejar para entrar em seu interior.

O monte central tem cerca de cinco metros de altura. Mesmo a partir desse ponto elevado, parte do desenho circular pode ser percebida, mas a configuração completa permanece muito mais clara em imagens aéreas.

Monumento desperta interesse dos especialistas
Imagem: Reprodução

Construção pode ter começado por volta de 3.500 a.C.

A idade do monumento foi estimada principalmente a partir de fragmentos de cerâmica e ferramentas de sílex encontrados durante diferentes escavações no local.

Com base nesse material, estudiosos situam o início da construção por volta de 3.500 a.C. Algumas partes podem ter sido acrescentadas ou ampliadas durante os aproximadamente dois mil anos seguintes.

Isso significa que a megaestrutura pode não ter surgido em uma única etapa. O complexo pode ter sido modificado gradualmente ao longo de diferentes gerações, conforme indicam as evidências arqueológicas apresentadas no material.

O sítio também é conhecido pelo nome hebraico Gilgal Refaim, traduzido como “roda dos gigantes”. Rujm el-Hiri, por sua vez, é apresentado como uma expressão árabe traduzida como “monte de pedras do gato selvagem”.

Nenhum dos dois nomes, porém, identifica os responsáveis pela construção.

Teorias tentam explicar quem ergueu o monumento

Uri Berger, especialista em túmulos megalíticos da Autoridade de Antiguidades de Israel, definiu o local como enigmático e afirmou que ainda não existe um quadro completo sobre sua história.

Uma das hipóteses citadas por Berger considera que uma civilização nômade posteriormente estabelecida na região poderia ter construído o complexo.

A própria escala do trabalho, entretanto, cria dificuldades para essa interpretação. Uma obra formada por milhares de pedras e dezenas de milhares de toneladas exigiria uma rede de apoio considerável.

Outra proposta relacionou o monumento à astronomia. Aberturas existentes na estrutura foram associadas ao nascer do sol nos solstícios de verão e inverno, alimentando a possibilidade de utilização como marcador celeste ou calendário.

Estudo questiona possível alinhamento astronômico

Essa interpretação passou a enfrentar novas dúvidas após pesquisa publicada na revista Remote Sensing, baseada em dados geofísicos da região onde está localizado o Rujm el-Hiri.

Segundo os pesquisadores, mudanças geológicas graduais teriam provocado rotação no sentido anti-horário e deslocamento de dezenas de metros em relação à posição original do sítio.

Com isso, a orientação atual das entradas e paredes radiais não corresponderia necessariamente à existente entre aproximadamente 4.000 e 2.000 a.C.

Os autores afirmam que essa alteração impede sustentar, com base na configuração atual, as especulações de que as estruturas estivessem alinhadas com corpos celestes no passado.

O monumento permanece em uma área utilizada para treinamento militar israelense. Conforme o material fornecido, visitantes podem acessar o local durante fins de semana e feriados, caminhar entre as antigas muralhas e entrar na câmara funerária central.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Reuters, da revista Remote Sensing e da Autoridade de Antiguidades de Israel, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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05/11/2026 16:13

Wishing you all the best

pornip
pornip
16/10/2026 21:16

Its Amazing

pornip
pornip
09/10/2026 11:19

That was amazing

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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