Nas simulações, as chapas externas absorveram a maior parcela da energia do impacto, enquanto cavernas e vigas longitudinais distribuíram a carga pelo casco.
Uma simulação de colisão com gelo marinho mostrou que, quanto maior a velocidade da batida, maior é a força máxima que atinge um navio de transporte. A estrutura também absorve mais energia nessas condições.
No estudo publicado na edição de 15 de outubro de 2026 da revista Ocean Engineering, Zeping Wang e outros seis pesquisadores simularam impactos na lateral da embarcação. Eles examinaram as cargas, os danos e a deformação da estrutura.
Chapas externas absorvem mais energia
As chapas externas do costado absorveram a maior parcela da energia em todos os cenários avaliados. Cavernas, que formam a armação transversal do casco, absorveram parte da energia, assim como reforços e vigas longitudinais.
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As cavernas e as vigas longitudinais do costado distribuíram a carga do impacto. Segundo os pesquisadores, esse apoio aumentou a resistência das chapas externas à colisão.
O ponto de contato e a forma do gelo influenciaram a resposta do casco. Essas variáveis afetaram a carga exercida pelo gelo, a energia absorvida e os danos à estrutura nas simulações.
Modelo considera temperatura e pressão
A equipe adaptou o modelo de Burgers para representar a deformação do gelo marinho. O modelo incorporou a temperatura, a pressão de confinamento, a velocidade com que o material se deforma e os efeitos dos danos no gelo.
Os pesquisadores verificaram o modelo com ensaios de compressão triaxial, que avaliam a deformação ao longo do tempo sob pressão em mais de uma direção. Também recorreram a simulações de carregamento em um único elemento.
Aplicação no projeto de navios polares
A equipe implementou o modelo no LS-DYNA para simular a resposta do navio. Os autores apresentam os resultados como referência teórica para projetar a estrutura de navios polares e avaliar sua resistência a colisões.
