Robôs inspirados em insetos, criados pelo MIT, agora podem voar 100 vezes mais graças a um novo design de asas, ampliando o potencial de uso em diversas áreas tecnológicas
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram robôs aéreos do tamanho de insetos capazes de voar por até 1.000 segundos. Esse feito impressionante representa um avanço significativo, já que é 100 vezes mais rápido do que qualquer outro robô semelhante já fabricado.
Inspiradas na eficiência das abelhas, essas pequenas máquinas pesam menos de uma grama e apresentam asas que batem, o que garantem agilidade e manobras complexas, como cambalhotas.
Além disso, os robôs são surpreendentemente rápidos, atingindo uma velocidade média de 30 centímetros por segundo, superando até mesmo a mosca-das-frutas. Essa combinação de velocidade e manobrabilidade abre portas para aplicações práticas em ambientes agrícolas e industriais.
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Potencial de agricultura e polinização
A principal utilidade desses robôs é a polinização artificial. Eles podem atuar em armazéns de plantio, facilitando o cultivo de frutas e vegetais em ambientes fechados e diminuindo a necessidade de grandes extensões de terras agrícolas.
Essa solução pode ser crucial, considerando o declínio drástico da população mundial de abelhas.
As abelhas, fundamentais para a polinização natural, têm morrido em números alarmantes nos últimos anos. As causas incluem o uso de pesticidas e a perda de habitat.
Nos Estados Unidos, uma pesquisa recente revelou que mais de 200 apicultores comerciais relataram perdas superiores a 50% em suas colmeias, gerando um impacto financeiro de mais de US$ 139 milhões.
Diante desse cenário, os robôs aéreos podem complementar a polinização natural, mitigando prejuízos e garantindo a produção de alimentos.
Design inovador para voos mais longos
Para melhorar o desempenho desses robôs aéreos, os pesquisadores do MIT redesenharam completamente o sistema de asas. Os modelos anteriores utilizavam oito asas em pares, mas esse arranjo criava interferência entre elas, diminuindo a força de sustentação.
A nova abordagem diminuiu o número de asas para quatro, o que melhorou a estabilidade e a capacidade de voo. Essa modificação também liberou espaço para a inclusão de componentes eletrônicos adicionais.
As asas são movimentadas por atuadores macios, compostos por camadas de elastômero e eletrodos de nanotubos de carbono enrolados em cilindros.
Esses “músculos artificiais” se contraem e se alongam rapidamente, gerando a força necessária para o calor das asas. O design atualizado inclui dobradiças mais longas, capazes de lidar melhor com o estresse causado pelo movimento intenso.
Robôs mais eficientes e precisos
Cada robô cabe em um espaço de 4 cm x 4 cm e pode voar por até 17 minutos, realizando manobras complexas com eficiência. Esses microbots cobrem trajetórias de voo predeterminadas e fazem giros precisos, superando projetos anteriores em velocidade e ritmo de voo.
Os pesquisadores acreditam que novas melhorias são possíveis. O objetivo é estender o tempo de voo para até 10.000 segundos e incorporar baterias e sensores nos espaços liberados pelo design otimizado.
Além disso, aprimorar a precisão em voo pode permitir pousos e decolagens diretamente do centro de flores. Isso viabilizaria aplicações em fazendas verticais, expandindo o uso dessas minúsculas máquinas para além dos laboratórios.
Com informações de New Atlas.

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