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Pequena cidade no interior de Goiás surpreende ao alcançar PIB de R$ 266 mil por morador, supera grandes cidades e tem economia impulsionada pela soja, milho e cana-de-açúcar

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 08/11/2026 às 11:18 Atualizado em 08/11/2026 às 11:19
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Perolândia, cidade de apenas 3 mil habitantes no interior de Goiás, movimenta quase R$ 800 milhões por ano, alcança PIB per capita de R$ 266 mil e deixa para trás Goiânia, Anápolis e Rio Verde graças à força do agronegócio
Imagem: Divulgação / Prefeitura
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Com apenas 3 mil habitantes, Perolândia movimenta quase R$ 800 milhões por ano, impulsionada pela produção de soja, milho e cana-de-açúcar, mas ainda enfrenta dificuldades em saneamento básico e outros serviços essenciais

Uma pequena cidade do interior de Goiás, com cerca de 3 mil moradores, alcançou um resultado econômico que supera o de grandes municípios do estado. O PIB per capita de Perolândia chegou a R$ 266,8 mil, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela indústria.

Cidade pequena movimenta quase R$ 800 milhões e supera grandes centros de Goiás

Localizada no Sudoeste goiano, Perolândia registrou um Produto Interno Bruto de aproximadamente R$ 791 milhões em 2023. O valor é pequeno quando comparado ao de Goiânia, mas chama atenção pelo número reduzido de habitantes.

Segundo reportagem publicada pelo Portal 6, Goiânia movimentou R$ 75,8 bilhões no mesmo período, enquanto Rio Verde alcançou R$ 22,3 bilhões e Anápolis chegou a R$ 20,4 bilhões.

Mesmo assim, quando o valor é dividido pela população, Perolândia aparece na frente.

Rio Verde registrou R$ 98,8 mil por habitante, Goiânia ficou com R$ 52,7 mil e Anápolis alcançou R$ 51,2 mil. Ou seja, o indicador de Perolândia é mais de cinco vezes o da capital.

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Soja, milho e cana-de-açúcar sustentam a economia de Perolândia

A força econômica do município vem principalmente das grandes propriedades rurais e da agroindústria.

Em 2024, Perolândia colheu aproximadamente 193 mil toneladas de soja, 239 mil toneladas de milho e 910 mil toneladas de cana-de-açúcar.

O último detalhamento setorial disponível, referente a 2021, mostra que a agropecuária representava 46,9% do valor adicionado municipal. A indústria respondia por outros 33,8%.

Parte dessa atividade está ligada à Unidade Água Emendada, complexo sucroenergético com capacidade para processar até 3,4 milhões de toneladas de cana por safra.

A unidade também tem capacidade para produzir cerca de 323 milhões de litros de etanol e gerar energia elétrica utilizando biomassa.

PIB per capita elevado não significa salário de R$ 266 mil

Apesar dos números expressivos, o PIB per capita não representa o salário dos moradores.

Dados baseados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) apontam aproximadamente 1,9 mil vínculos formais no município, com remuneração média próxima de R$ 4,1 mil.

A diferença existe porque o PIB considera a produção econômica realizada dentro da cidade, e não quanto cada trabalhador recebe.

Perolândia, cidade de apenas 3 mil habitantes no interior de Goiás, movimenta quase R$ 800 milhões por ano, alcança PIB per capita de R$ 266 mil e deixa para trás Goiânia, Anápolis e Rio Verde graças à força do agronegócio
Imagem: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

Saneamento e educação mostram outra realidade do município

Os indicadores sociais apresentam resultados diferentes dos econômicos.

Em 2022, Perolândia tinha 96,53% das crianças de 6 a 14 anos escolarizadas, segundo o IBGE.

No saneamento, dados do Censo mostram que apenas 16% da população utilizava rede geral, rede pluvial ou fossa conectada à rede para afastamento do esgoto.

Outros 38,4% dependiam de fossas rudimentares ou buracos. Já o atendimento público de água alcançava 68,1% da população em levantamento posterior.

Os números mostram que a produção econômica elevada convive com limitações nos serviços básicos, enquanto o PIB per capita mede apenas a produção dividida pelo número de habitantes.

Matéria elaborada com base em dados e informações de Portal 6.

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