Free flow sofre reajuste em rodovias da Serra Gaúcha e do Vale do Caí, encarece a passagem por seis pórticos automáticos e muda o custo das viagens para motoristas da categoria 1 nas estradas operadas pela CSG.
O free flow vai ficar mais caro nas rodovias administradas pela Concessionária Caminhos da Serra Gaúcha, a CSG, com reajuste aplicado nos seis pórticos de cobrança automática localizados na Serra Gaúcha e no Vale do Caí. A mudança atinge os motoristas da categoria 1 e altera o valor pago em trechos importantes da malha concedida no Rio Grande do Sul.
A atualização das tarifas foi autorizada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul, a AGERGS, em reunião realizada na segunda-feira, durante a Sessão Ordinária nº 15/2026 do Conselho Superior. Segundo a concessionária, o reajuste anual já estava previsto em contrato, o que coloca em vigor uma nova tabela de preços para quem utiliza o sistema de pedágio automático nessas rodovias.
O que muda com o reajuste do free flow nas rodovias da CSG

Na prática, o reajuste eleva o custo de passagem pelos seis pórticos automáticos operados pela concessionária. Isso significa que cada travessia passa a ter um valor maior para os motoristas da categoria 1, o que impacta diretamente quem circula com frequência por esses trechos no Rio Grande do Sul.
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O tema chama atenção porque o free flow se diferencia do pedágio tradicional ao cobrar automaticamente sem a necessidade de praças físicas com parada. Com isso, qualquer aumento nos valores afeta de forma imediata o custo da viagem, especialmente para quem faz deslocamentos recorrentes entre cidades da Serra Gaúcha e do Vale do Caí.
Os novos valores do free flow em cada um dos seis pórticos
Os novos preços da categoria 1 passam a valer nos seguintes pontos de cobrança automática:
Em São Sebastião do Caí, na ERS-122, km 4,6, a tarifa sobe de R$ 13,00 para R$ 13,30.
Em Antônio Prado, na ERS-122, km 108,3, o valor passa de R$ 9,10 para R$ 9,20.
Em Ipê, na ERS-122, km 151,9, a cobrança vai de R$ 9,10 para R$ 9,30.
Em Capela de Santana, na ERS-240, km 30,1, a tarifa aumenta de R$ 9,50 para R$ 9,70.
Em Farroupilha, na ERS-122, km 45,5, o preço sobe de R$ 11,30 para R$ 11,50.
Em Carlos Barbosa, na ERS-446, km 6,5, o valor passa de R$ 10,40 para R$ 10,60.
Por que o reajuste foi autorizado e como os valores são definidos
Segundo a CSG, o reajuste do free flow segue as regras estabelecidas no contrato de concessão. A definição das novas tarifas ocorre dentro do mecanismo anual previsto no acordo que rege a operação das rodovias concedidas.
A concessionária também informa que há fiscalização e homologação por parte da AGERGS. Isso significa que os valores não são aplicados de forma isolada pela empresa, mas dentro de um processo regulatório conduzido pelo órgão responsável pelos serviços públicos delegados no estado.
Como pagar o free flow sem tag e sem parar na rodovia
O motorista pode pagar o free flow com tag eletrônica instalada no para-brisa. Nesse caso, a cobrança é feita automaticamente em conta corrente ou cartão de crédito, sem necessidade de ação adicional no momento da passagem.
Também é possível usar o aplicativo CSG FreeFlow, disponível gratuitamente nas lojas virtuais. Por meio dele, o usuário pode acompanhar as passagens, consultar extratos e fazer pagamentos via Pix ou cartão de crédito. No site da concessionária, o motorista encontra as mesmas funções, como cadastrar a placa, consultar passagens e quitar valores em aberto.
O que muda para quem prefere atendimento presencial
Além dos canais digitais, a CSG mantém nove bases de atendimento ao longo das rodovias concedidas. Esses pontos estão distribuídos em municípios como Ipê, Flores da Cunha, Farroupilha, Bom Princípio, São Sebastião do Caí, Capela de Santana e Montenegro.
Nos totens de atendimento, é possível realizar o pagamento com cartões de débito e crédito, mesmo sem cadastro prévio. Em horário comercial, segundo a concessionária, também há possibilidade de pagamento em dinheiro, o que amplia as opções para quem usa o free flow e prefere resolver a cobrança presencialmente.
O que isso significa na prática para quem viaja pelas rodovias concedidas
O reajuste do free flow representa aumento direto no custo do deslocamento para os motoristas da categoria 1 que passam pelos pórticos da Serra Gaúcha e do Vale do Caí. Para quem utiliza essas rodovias com frequência, a mudança pode pesar mais no orçamento ao longo do tempo, especialmente em trajetos repetidos.
Como o sistema funciona com cobrança automática, o impacto é percebido rapidamente. O motorista que atravessa mais de um pórtico em uma mesma viagem já passa a sentir a diferença na soma final dos valores, o que torna o reajuste relevante para moradores, trabalhadores, transportadores e viajantes que dependem dessas estradas.
Por que o free flow ganhou tanto peso no debate sobre pedágio
O free flow vem chamando atenção porque altera a lógica tradicional do pedágio, substituindo praças físicas por leitura automática da passagem dos veículos. Isso torna a viagem mais fluida, mas também exige atenção maior do usuário com cadastro, consulta de passagens e quitação dos valores.
Quando há reajuste, a discussão ganha ainda mais força porque o impacto aparece de forma pulverizada ao longo do trajeto. Em vez de uma única parada, o custo pode ser distribuído em diferentes pórticos, o que torna essencial acompanhar os valores atualizados para evitar surpresas na conta final da viagem.
Você acha que o sistema de free flow facilita a vida do motorista mesmo com reajustes que deixam a viagem mais cara?

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