Parte de um foguete Falcon 9 deve bater na Lua em agosto, perto da cratera Einstein, e reacende o alerta sobre lixo espacial
Um pedaço de foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a Lua em 5 de agosto, perto da cratera Einstein, reacendendo o debate sobre lixo espacial em missões lunares.
Lixo espacial deve atingir a Lua em agosto
A previsão foi feita pelo astrônomo Bill Gray, desenvolvedor do software Project Pluto, usado para rastrear objetos próximos da Terra.
A informação foi divulgada no dia 29/4 e aponta impacto na região entre os lados visível e oculto da Lua.
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A colisão não oferece perigo para a Lua nem para espaçonaves em funcionamento. Mesmo assim, o episódio chama atenção porque ocorre em um momento de maior interesse internacional por missões lunares e expõe a forma como restos de equipamentos são descartados.
Gray afirmou que o caso não representa risco para ninguém, mas destaca certa negligência no descarte de partes usadas de equipamentos espaciais. O objeto previsto para cair tem cerca de 13,8 metros de altura.
Falcon 9 levou duas espaçonaves à Lua
O estágio do foguete foi lançado no início de 2025. Depois da missão, passou a orbitar o sistema Terra-Lua, após levar duas espaçonaves em direção ao satélite natural.
Uma delas foi o módulo Blue Ghost, da Firefly Aerospace, que pousou com sucesso na Lua. A outra foi o Hakuto-R, da japonesa ispace, que perdeu contato com a Terra e caiu na superfície lunar.
Impacto pode formar nova cratera
O objeto foi observado mais de mil vezes ao longo do último ano por levantamentos astronômicos. A partir desses dados, Gray calculou que a colisão deve ocorrer por volta de 2h44, no horário da costa leste dos Estados Unidos, em 5 de agosto.
A velocidade estimada do impacto é de cerca de 8.700 km/h. O clarão gerado pela batida deve ser fraco demais para ser visto da Terra, mesmo com telescópios potentes, o que reduz a chance de observação direta.
Trajetória é considerada previsível
A trajetória desse tipo de detrito é relativamente previsível, pois o movimento depende sobretudo da gravidade da Terra, da Lua, do Sol e dos planetas. Ainda assim, o lixo espacial pode oferecer uma oportunidade científica.
O interesse estaria em estudar depois uma cratera recém-formada pelo impacto. Especialistas defendem estratégias mais seguras para estágios usados, como enviá-los para órbitas ao redor do Sol, em vez de deixá-los circulando entre Terra e Lua.
Com informações de Metrópoles.

