Cidade de Utqiagvik, no Alasca, passa a viver 84 dias sem anoitecer oficial, com Sol visível 24 horas por dia durante o verão no extremo norte
A cidade de Utqiagvik, no Alasca, começa nesta terça-feira (12) a viver o sol da meia-noite, período em que o Sol fica visível 24 horas por dia e deve manter a região cerca de 84 dias sem anoitecer oficial.
Sol da meia-noite começa após último pôr do sol
Localizada a mais de 500 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, Utqiagvik registrou seu último pôr do sol na segunda-feira (11). A previsão é que o astro volte a desaparecer apenas no começo de agosto.
O período marca uma mudança chamativa do verão no extremo norte. Durante esse intervalo, a cidade passa dias inteiros sob claridade, sem a chegada formal da noite local.
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Por que o fenômeno acontece
O sol da meia-noite ocorre em áreas próximas ao Polo Norte durante o verão do hemisfério norte. A explicação está na inclinação de 23,5° do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol.
Com essa inclinação, a luz solar continua acima da linha do horizonte mesmo durante a madrugada. Por isso, em determinadas regiões árticas, o dia não se encerra da forma comum local.
Registro mostra o último pôr do sol
O Serviço Nacional de Meteorologia divulgou um vídeo em timelapse com o último pôr do sol registrado entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira. As imagens mostram o Sol quase tocando a linha do horizonte.
Esse registro antecedeu o início do período contíuo de claridade em Utqiagvik. A cena marcou a transição para semanas seguidas em que o céu não terá anoitecer oficial.
Fenômeno da cidade do Alasca também aparece em outros países
Além do Alasca, o sol da meia-noite também pode ser observado em países nórdicos como Suécia, Noruega e Finlândia durante parte do verão. Regiões do Canadá, da Groenlândia e da Rússia acima do Círculo Polar Ártico também registram o fenôeno.
O tema serviu de inspiração para a cantora sueca Zara Larsson na criação da música “Midnight Sun”, lançada em 2025. A faixa dá nome ao álbum mais recente da artista.
A canção foi desenvolvida a partir das experiências vividas durante os verões escandinavos, conhecidos pelas noites claras e pela sensação de “um verão que nunca acaba”.
No inverno, essas localidades vivem o movimento contrário: a noite polar, quando o Sol fica abaixo do horizonte por semanas ou meses seguidos.
Com informações de Correio 24 Horas.


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